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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Não cantarás vitória antes do tempo


Julguei que cuspir pra cima fosse o único mandamento da maternidade, mas vejo que me enganei.





O desenvolvimento infantil é composto por inúmeras fases que acontecem de forma natural, sistemática e organizada. E todas as mães, são praticamente doutoras em psicologia infantil, tamanha nossa atividade prática.





O Otto aprendeu nessas férias a dormir sozinho, sem que eu o embalasse; aprendeu a usar copo sem tampa sem fazer sujeira; estava saindo com mais frequência e por mais tempo por não enjoar tanto e, a maior conquista de todas, a meu ver: desfraldou.





Estava eu comemorando todas essas vitórias. Assim, no plural...todas de uma só vez. Achava eu, no auge de meu otimismo, que o Otto estaria em um outro patamar de maturidade. Eis que vejo as coisas voltarem ao seu statu quo ante dia após dia.





Bastou chegar em casa para as coisas mudarem. Na verdade, acho que meu rapazinho, queria testar se as regras eram mesmo universais. Para dormir, começou a exigir a presença de um dos pais, mas nos mantivemos firmes no nosso propósito de poder assistir juntos o noticiário na tv e ele passou a dormir com um ursinho azul, apelidado por ele de "amigãozão."





Passou a acordar três vezes durante a madrugada aos gritos, como se bebê fosse. Passou a chorar copiosamente para não ficar na escola, como relatei aqui. Passou a dar um trabalho fenomenal, melando o propósito de agradáveis passeios em família.





E passou o final de semana inteiro, inventando novas modalidades de micção. Deveria estar achando um tanto boring fazer xixi sentado no vaso sanitário.





Testou o xixi no box, o xixi AO LADO do vaso formando um pequeno lago em seu entorno e, por fim, se achou no lugar mais improvável: a janela do quarto. Achou um barato se pendurar pelado nas grades, mirar e....





Estou exausta com esses arroubos infantis, embora no fundo saiba que tudo é passageiro e que no final, no finalzinho mesmo, será motivo pra muitas risadas.





(suspiros)










Como treinar o meu mijão







domingo, 27 de fevereiro de 2011

Dolce far niente





Dedicar-se ao prazer de não fazer nada, sempre traz benefícios enormes pra mim.



Bom restinho de domingo pra vcs.








quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Patchwork de lembranças I - da gravidez sem glamour









daqui



Gostaria de ter começado a escrever anos atrás, para deixar registrado tudo de bom e ruim que marcou a minha trajetória. Acredito, que escrever tem o poder de eternizar momentos, sentimentos, sensações. Vou revirar o baú atrás dos retalhos mais bonitos e alinhavar minhas lembranças para ter a certeza de que não ficarão esquecidas em algum lugar da memória.




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Comentei aqui, que engravidei aos vinte e dois anos. E tudo aconteceu de repente não mais que de repente. Engravidar nessa idade não é fácil, pois inverte-se a ordem natural das coisas. E com coragem (nem tanta assim, convenhamos), resolvi caminhar na contramão.





Descobri a gravidez aos três meses. Já estava enjoando todos os cheiros a minha volta  e comendo como nunca havia comido na minha vida. Não estranhei o atraso, pois era "normal" essa irregularidade.





Para ser bem honesta, nunca havia pensado/desejado ser mãe. Era tudo muito novo pra mim! Eu TINHA que começar a amar aquele bebezinho que estava na minha barriga....mas no começo, eu só o culpava, pois me achava incapaz de dar conta de tamanha responsabilidade.





Nesse momento, contei com o apoio do Paulinho, que começou a ser pai, antes mesmo de eu me sentir mãe. Agindo como quem não quer nada, ele foi me mostrando como amar...e nessa hora tive a certeza do quão parceiro ele seria nessa empreitada.





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Não vi glamour nenhum nessa gestação. Não entendia esse clima mágico, essa sensação super de estar carregando aquele barrigão...meus cabelos não ficaram bonitos e eu me sentia cada vez mais feia.





A barriga estava lá, linda e bela. Grande, redonda.


E eu, comendo sem parar. Chorava de fome. Enjoei toda e qualquer coisa cheirosa até o final da gravidez. 


Um simples banho era um suplício. Trocava de xampu toda semana, em vão.


Engordei 22 kg. Tirei pouquíssimas fotos.


Minha pressão era baixíssima e eu, tinha que comer coisas mais salgadinhas.


Desmaiei duas vezes.


Minhas roupas eram horrorosas.





Apesar disso tudo, cantava e conversava sempre com ela. Foi assim que consegui estabeler um laço tão forte...comecei a sentir um amor tão grande, que foi me transformando.....em mulher, em mãe!





Escolhi o nome e comprei todo o enxoval de menina, sem ao menos ter  tido a confirmação da ultrassonografia, que só foi acontecer no sétimo mês.



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O parto foi um parto.


Fiz todo o meu pré-natal em consultório particular, com meu gineco dos tempos de outrora, mas essa relação de confiança e amizade não pagaria a conta da maternidade. Como não tinha grana pra firulas, fui bater num hospital público mesmo.





Gente, tive o parto mais desumanizado da história.


Caráleeeooo, como doeram aquelas contrações. Por mais que eu ouvisse falar, não estava preparada praquilo. Não deixaram o Paulinho me acompanhar e, desumanamente me jogaram num quartinho carinhosamente apelidado de "sofredouro" e fiquei lá, chorando e gemendo num vale de lágrimas.



Ao invés de abrir, eu fechava as pernas....é que dá uma certa vontade de fazer cocô, gente. E ninguém tinha me dito isso! Puta merda, era o que eu conseguia pensar! Bateu uma catarse e eu me perguntava porque diabos eu tinha inventado aquilo. A toda hora queria que fizessem o "toque" na esperança de ver meu martírio no final. A dilatação não acompanhava o ritmo louco das horas que teimavam em passar....





Vendo o dia clarear, uma puta enfermeira, que tinha passado a madrugada me vendo chorar, veio me oferecer um pouco de conforto. Deu banho quente, massagem e finalmente fui levada para sala de parto. Não tinha mais forças para fazer força e me aconselharam a ficar de cócoras. Mais inteligente, né? Também achei. Vieram uma, duas, três contrações e a médica super preparada começou a bater nas minhas pernas, dizendo de forma plácida e gentil, que se eu não conseguisse na próxima contração, eu seria a culpada da asfixia da minha filha! Ok, nesses termos, vamos lá!





Apesar de tudo, naquele momento do nascimento em si, abstraí e ouvi sinos tocando...e aquela sensação de ter minha filha saindo de mim, iria perdurar por toda a vida! Muito massa!!! Daí minha boneca veio para os meus braços, totalmente diferente do que havia imaginado....não pude contemplar muito, pois ela precisou de meia horinha no oxigênio.





Era linda...tão tranquila, tão serena...

Naquele momento, esqueci do dia em que me senti insegura. Ali, segurando aquele ser, já havia nascido uma mãe, que renasce todo dia, a cada fase.



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Essa história não acaba aqui...continua sempre.

Ainda há muitos retalhos no baú.













quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O sonho de Ícaro












"Dédalo construi o labirinto para Minos, mas depois caiu no desagrado do rei e foi aprisionado em uma torre. Apesar de conseguir fugir da prisão, não conseguia sair da ilha por mar, por causa da vigilância acirrada sobre todos os barcos que partiam de lá. Como os caminhos por terra e mar estavam bloqueados, decidiu sair pelo ar.





Habilidosíssimo, pôs-se a confeccionar asas para si mesmo e para seu jovem filho, Ícaro. Prendeu as penas com fios e cera. Quando afinal, o trabalho foi terminado, o artista, agitando as asas se viu flutuando no ar. Ensinou ao filho a voar, como a ave ensina ao filhote.





Recomendou ao filho voar numa altura moderada, pois se voasse muito baixo, a umidade do mar emperraria as asas e, se voasse muito alto, o calor as derreteria.





Exultante com o vôo, o rapazinho foi se afastando do pai, elevando-se em direção ao céu. A proximidade com o sol, derretera a cera e as penas desprenderam-se. O jovem agitava os braços em vão, mas não havia mais penas para o sustentar. Caiu ao mar, gritando o nome do pai. Lamentando a própria arte, Dédalo enterrou o corpo do filho e denominou a região de Icária."





(adaptado de O livro de Ouro da Mitologia)








Sempre tento colocar a lição desse mito de alguma forma na minha vida.


Vivo de fases, especificamente duas, como falei nesse post. Sou um pássaro de cativeiro, que quando vê a gaiola aberta, não hesita alçar vôo. E como todo pássaro que se cria preso, a natureza parece ser perigosa demais e, volto de tempos em tempos para a gaiola em busca de conforto e proteção.





Nesse exato momento, sou como o Ícaro, que tenta achar o equilíbro no voar. 





(agora, peloamor, esquece aquela bendita música do Biafra, vai...)

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Entrevista - Lea T - franqueza que choca e faz pensar










"Para o mundo, ela é Lea T, a brasileira que está entre as 50 maiores modelos da atualidade e que vem fazendo barulho com fotos provocantes. Para o Brasil, ela é mais que isso. É a mineira, filha de um dos grandes nomes do futebol brasileiro: Toninho Cerezo."





Assisti, no Fantástico, a entrevista da Lea T à Renata Ceribelli.


Fiquei anestesiada com a franqueza com que concedeu essa entrevista e a forma natural como falou dos problemas de aceitação de uma transexual na nossa sociedade. E descobri, pasma, que não sabia nada sobre transexualismo. Achava que eram homossexuais pura e simplesmente...mas não são!





Ponto alto da entrevista:





Lea, que ainda era Leandro, foi ficando cada vez mais feminina. “Três, quatro anos atrás eu já me vestia de mulher, me montava. Aí eu era um travesti: um homem que se veste de mulher”, conta.



Ela foi procurar um psquiatra para entender melhor a sua sexualidade. Foi quando recebeu o diagnóstico de transexual: um distúrbio de sexualidade. No caso, uma mulher em um corpo de homem. Para corrigir isso, existe a cirurgia de troca de sexo. “Eu fui na terapia e eles falaram que eu tinha esse distúrbio”, diz a modelo.







Mas o mais difícil ainda é o preconceito. “Você vê não transexual trabalhando em nenhum lugar. Você vê transexual só na rua se prostituindo. Para mim, pensar que o meu final teria que ser como o delas era muito duro”, diz.





Eu não vejo lado bom em ser transexual. Eu sou penalizada em tudo. Não é uma coisa gostosa. Você tem que levar para o lado do transexualismo em si: remédio, terapias, operações e preconceito. Mas também tenho a parte da minha vida sem pensar nisso, os momentos de felicidade.”











A rua não é, nem deveria ser destino para pessoas como a Lea.


A estrela dela brilhou, portas se abriram. E quantas delas, com suas estrelas apagadas, não estão por aí?





Mais tolerância e mais respeito com as diferenças - é o que precisamos aprender.





segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Culpa e remissão - porque mãe, também erra


Naquela confusão rotineira que se faz após o almoço, acabei perdendo a cabeça com a Bia. Dei uma surtada básica. Fiquei chateada com a forma com que vem me enfrentando, pela falta de compromisso com que cuida das suas coisas...ou seja, cobrei de uma menina de 8, o que se cobra de um adolescente!





Quando saí do banho, havia um bilhetinho em cima da cama. É o jeito dela pedir desculpas. A chamei, desculpei, beijei, mas não amoleci. Faço a linha Kate Mahoney.





Os deixei na escola e, em casa sozinha, a culpa tomou conta, mas como não gosto de ser consumida por ela, procurei rever todos os fatos sob a ótica de uma menininha de 8! E percebi o quanto fui e estou sendo egoísta nas minhas exigências.




Não que ache errado cobrar responsabilidades, mas existem maneiras e maneiras.


As cobranças em cima dela não estão sendo poucas, primeiro - porque está sendo acompanhada por uma endócrino, por causa da puberdade precoce. E eliminando hábitos que acelerem esse processo, como o peso por exemplo. Não chega sequer, a ser sobrepeso. (apesar de ela ser gordinha.) E agora, depois da quarta consulta com a tal da médica, fico cobrando e cobrando.





Hábitos saudáveis, cultivo aqui em casa, mas sem xiismo. Detesto radicalismo oco! Mas será, que essa questão do peso me preocupa tanto assim? a esse ponto de ficar no pé da menina? Sabendo que não há excessos preocupantes? Tenho mesmo uma meta a cumprir? Satisfações a dar?



Ou será que estou perdendo o prumo, só por medo de ter a MINHA maternagem na berlinda? Como uma espécie de mãe perfeita, a que nunca falha.





Sim, porque qualquer problema que eventualmente aconteça a um filho, a culpa será única e exclusivamente da mãe.



E por que tanta pressão?





Dizem que filho não nasce com manual, mas discordo completamente. São tantos os manuais, tantas as fórmulas prontas de venderem uma maternagem perfeita...só olhar a volta e verá livros/revistas impondo ensinando: como colocar pra dormir, como vestir, o que ouvir, o que e quando comer, método disso, método daquilo...sempre com mães exuberantes, com profissões bacanérrimas ilustrando as páginas internas, te impondo perfeição! 





Enquanto isso, no mundo normal, as mães se afogam na culpa. Culpa por nunca alcançarem a perfeição comercializada.





E o segundo ponto de cobrança é por causa de um hamster. Inclusive ela anda num processo de pesquisa tão bacana...já conhece as raças, os cuidados, as opções de gaiolas...mãããs, fui muito mesquinha ao usar isso como moeda de barganha.



Na minha cabeça maquiavélica, funcionaria assim: você passa a tomar banho sem que eu mande, juntar seus brinquedos, fazer suas lições, organizar sua escrivaninha e te darei um hamster numa linda gaiola lilás!





WTF? Agora que a ficha caiu, o mais prudente e maduro a se fazer é dar o presente de aniversário, mesmo que, com 2 meses de atraso e ajudá-la a criar. Mostrando, na prática, que os cuidados que ela terá com aquele bichinho é a tal da responsabilidade. E sei, que por analogia ela vai compreender a responsabilidade que se cobra dela.





Cansei de correr atrás de uma perfeição materna que não existe.





Mães podem e devem agir com seu próprio instinto.


Só nós saberemos a forma e a medida certa para educar nossos filhos.


Só nós saberemos o que agrega ou não na forma de criar e amar nossos próprios filhos.





Culpa, meu povo, é algo que dá e passa.






O importante é não desistir nunca.





domingo, 20 de fevereiro de 2011

À prova


Hoje fui colocada à prova.





Passamos essa semana bem adoentados aqui em casa. Eu, com uma tremenda faringite e o Otto com um quadro viral bem chatinho. Logo cedo, resolvemos levá-lo ao médico e meu marido sugeriu levá-lo na clínica aqui do bairro, que por sinal é a mesma que estive internada quando perdi o bebê.





Consegui disfarçar meu incômodo e preferi ceder a continuar com o juramento que fiz de nunca voltar a pisar lá. O mais engraçado é que por mais que eu afirme que já superei tudo, pude reviver todos os maus momentos ao atravessar a porta.





Fui atendida na mesma recepção, sentei nas mesmas cadeiras e encarei o mesmo consultório de um ano atrás. A vontade de chorar ia crescendo, crescendo....





Enquanto pensava e me controlava, dei de cara com uma amiga que estava com o filho ardendo em febre, aguardando atendimento.





Só assim, o filminho teimoso das lembranças que se foram, parou. Fui dar um apoio à ela, que de tão cansada e angustiada com o problema do filhote, chorou. E eu a entendo tanto....





Filhos não deveriam adoecer...





Depois que minha amiga foi embora, continuei ali, aguardando e observando o que se passava em volta. Vi uma gestante aflita esperando atendimento na mesma emergência, que um dia me recebeu esvaindo sangue, mas também pude ver mamães felizes saindo da maternidade, exibindo seus bebês como quem exibe um troféu.





Olhei para os meus e concluí: eles realmente o são! Meus dois troféus.


E é bem isso se encararmos a vida como um jogo, em que um dia se ganha outro se perde.





quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Finalmente, a paz!








O ano passado não foi bom pra mim, muito menos pra nós: marido e eu.


Não sei se foi por conta da perda do bebê, mas nos distanciamos muito. De uma forma tão significante, que achei que havíamos perdido um ao outro de vez. Daquelas formas que não tem volta, sabe como?





Brigamos, discutimos como nunca antes na história desse país. Inclusive até o último dia do ano passado. Depois que retornamos das férias, fomos nos unindo, conversando mais, nos entendendo como antes. Isso tem feito um bem enorme a mim, a ele e aos filhos.





Não sei se superei essa perda, da forma como aconteceu, mas o que ficou claro é que não quero perder o que eu tenho hoje, agora...





A nuvem passou. A guerra acabou.





"Que contradição só a guerra faz


Nosso amor em paz..."



segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Bem que tentei...


E ontem, resolvemos colocar em prática a nossa primeira resolução do ano novo. Paulinho e eu conversamos com o mesmo entusiasmo de garotos que resolvem fundar um clubinho. Estamos cansados de dormir às 2h da manhã e acordar cedo, sem ânimo pra nada!





A primeira resolução é moleza: dormir às 22h. Às 21:30, fiz um chá (coisa que nunca tomo) e esperei o negócio dar um barato. Nos atrasamos um pouco lendo sobre cachorros na internet. Mesmo assim deitar antes das 23h é um avanço.





Desejamos boa noite e viramos cada um pra um lado. Odeio conchinha, minha gente! E foi aí que o bicho pegou....comecei a pensar:



"eita, coisa boa dormir cedo! vou acordar com uma pele maravilhosa! bom, agora que já sou saudável, amanhã vou passar na academia pra ver se engreno alguma coisa....; putz! esqueci de baixar o frango pra geladeira; Mas o que é mesmo que vou fazer com esse frango? Preciso passar no sacolão amanhã! Ahhh, meo deos! não vi a Bia bebendo água hoje. Que menina pra não gostar de água. Tsc, tsc... - PARA de pensar, Daniele. Vai dormir! - é mesmo! preciso dormir! Concentra! droga! tô perdendo o fantástico; desde quando perder esse programa, significa perder informação? Ahhh, é mesmo. - sorri. - PRECISO dormir. -  Ahhhh, que bom dormir cedo! Amanhã estarei me sentindo cheia de disposição! Saco! vontade de fazer xixi...de novo! Vou aproveitar e ver os meninos! Pronto! agora eu durmo de uma vez....massss quem será que vai ser a professora do Otto? Será que ele vai gostar dela? Será que EU vou gostar? - VAI dormir, Daniele - Tá bom, tá bom....mas antes deixa eu ver que horas são....o quê??? O QUÊÊÊÊ???? 2 HO-RAS??? D-U-A-S???





Caraca! HUNF.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Desfralde diurno - será que tô no caminho certo?







Daqui





Meu bebê cresceu e acho que é chegado o momento de desfraldá-lo. Ou não.





A primeira tentativa foi no comecinho de dezembro, quando ele ainda estava na escola. Como não sei nada, absolutamente nada sobre o assunto, boicotei o processo usando fraldas de acordo com a minha conveniência. Tipo: ir ao supermercado. Disseram que quando se inicia o processo, NÃO pode de jeito nenhum voltar atrás. Ou seja, fracasso total.





Daí imaginei que em Fortaleza, com o tempo firme para sempre, seria mais fácil. Mas nem tentei. Não me animou a ideia de ver o Otto encharcando os tapetes da mamãe.





Como esses dias foram muito, muito quentes, tirei a fralda por pura dó. Aquilo deve esquentar pra caramba! E eu ainda quero ter netos. Deixei um dia inteirinho sem fraldas, pra ver se funcionava. Podemos dizer que sim, tendo em vista que vazou xixi uma única vez. A duras penas, pois temos que levar o guri de hora em hora pro banheiro.





Como sou perseverante pra caramba (not), já estou no quarto dia de desfralde diurno. Sem maiores complicações....mas me perguntando se ele já está de fato preparado. Bom, o Otto está com quase 2 anos e 7 meses. Concordo, ele já está "velhinho" pra desfraldar, mas cada caso é um caso. A Bia por exemplo, desfraldou aos 2 anos.





Passei o dia a pesquisar sobre o assunto. E achei um artigo interessante que dizia o seguinte:





"O problema é que, em nossa cultura, tirar as fraldas cedinho é visto como um sinal de inteligência. É como se fosse um atestado de Q.I. Nada mais absurdo.



O processo em que a criança passa a ter o controle do esfíncter e de seu corpo é uma etapa do crescimento, como começar a andar, por exemplo. O que entorna o caldo é a ansiedade da família.


Não é à toa que estão cada vez mais comuns os casos de crianças com sérios problemas de prisão de ventre. ´Os pais não querem que seus filhos sejam diferentes. Tudo isso os leva a pressionar a criança a fazer coisas para as quais ela ainda não está preparada. E a maneira que ela tem de resistir é prendendo as fezes. A questão é: "'Você realmente quer transferir essa pressão do mundo adulto para seu filho?", pergunta o dr . Brazelton. "



Aí também tem essa listinha:



Sua criança NÃO está preparada quando:



- Fica no penico e depois faz xixi no chão. (Otto não pede nunca para ir ao banheiro)

- Não quer que sua fralda seja tirada, grita e se debate quando seus pais tentam. (não, isso nunca!)

- Faz cocô no chão. (fez na cueca meeesss, uma vez. No primeiro dia. Todos perdoa)

- Senta sobre a fralda cheia de cocô, na maior alegria. (não, ele avisa sempre DEPOIS que faz e tem nojo!)

- Se ela se esconde em um canto para fazer cocô na fralda, está dizendo "por favor, não me pressione".

- Diz "não, não e não" se os pais comentam que parece pronta para fazer cocô ( essa era eu até uns 17 anos)

- Resiste em usar o penico ou a privada. (ele até gosta, mas não pede muito)



Fonte: Revista Pais e Filhos/2005



Li, reli e reavaliei. E continuo confusa.

Não comprei penico, será que precisa mesmo?

Continuo tentando assim, marotamente, como quem não quer nada? Sendo que ele nunca pede pra ir antes de fazer suas necessidades? O danadinho só diz depois que faz. Hunf.

Posso considerar um avanço o fato de ele ter acordado hoje bem mais cedo do que o normal, sem fralda, mas com a cama molhada?

Precisa mesmo dar tchau pro cocô???



Mães solidárias do meu Braseel, me ajudem nesse processo.

Grata.