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domingo, 19 de dezembro de 2010

Assunto bom pra cachorro





Sou severamente apaixonada por bichos! Quer dizer, por cachorros...não sou muito chegada a gatos. Não consigo ver pássaros engaiolados e me angustia ver peixinhos dentro de aquários. Sou tão medrosa, que nunca tive coragem de pegar num hamster, apesar de achá-lo fofinho! Sorte a minha, que meus filhos não são limitados como eu. Amam todos os bichos que veem pela frente. 





A minha família vai aumentar e....não, não estou grávida! Resolvi ceder aos apelos do marido e da filha, que pediu de aniversário um Golden Retriever e uma gaiola cheia de hamsters fofinhos!





Criar um bicho, qualquer que seja ele, exige planejamento. É como ter um filho, ou seja, exige-se responsabilidade. E a consciência de que vc estará levando pra casa um ser vivo, que necessitará de cuidados dos mais básicos aos mais complexos (aos nossos olhos) e que passará por várias fases diferentes na vida. Assim como nós.





Na infância, estará com um pique de energia total, e provavelmente poderá destruir objetos espalhados pela casa, devido a troca de dentição. Na adolescência, esse bichinho poderá se impor, para demarcar ou estabelecer seu território e o membro da família que o comandará. Na fase adulta, ele mostrará qualidades apreendidas ao longo da vida, já na velhice, os cuidados deverão ser redobrados: alimentação especial, acompanhamento médico periódico, suplementos alimentares e exercícios. Nesta fase, seu amiguinho não estará na sua melhor forma física. A família deverá preparar-se e aceitar sua condição de idoso!





Tenho notado um certo radicalismo no debate entre adotar x comprar um bichinho de estimação. Não sou contra adotar, muito pelo contrário. Defendo a ideia, inclusive! Só não podemos esquecer, que a grande causa para o enorme número de cães abandonados mundo afora é justamente a inadequação do temperamento do cachorro ao estilo de vida de seu dono, sem falar que levam para casa um bichinho que prometeram não crescer e este se torna um cachorro de grande porte. E quem compra, quer se resguardar e se assegurar de algumas peculiaridades inerentes a cada raça.





Vejo como um enorme problema o modismo com relação a determinadas raças, isso faz com que "cachorreiros" - pessoas que ganham dinheiro com a venda de filhotes - comecem a expor os cães a uma reprodução irresponsável, visando tão-somente o lucro, deixando de lado os cuidados necessários para a recuperação da cadela e o bom desenvolvimento dos filhotes. É um mercado cruel, pois a cadela não tem seu período de resguardo respeitado, por sucessivas gestações e os filhotes não mamam como deveriam.





Pesquise muito, muito bem a raça antes de levar o seu amiguinho pra casa. Levando em conta não só a aparência, o tamanho, a pelagem, mas o temperamento, grau de agressividade, territorialismo, necessidade de espaço, manutenção de pelos e propensão a doenças.





No meu caso, nessa minha fase da vida, vai ser impossível criar um Golden e já mostrei para minha filha o porquê (por ser enorme e demandar um tempo gigante). E, felizmente, ela entendeu. Prometi pesquisar sobre hamsters e pensar na ideia dela com carinho!



Vou exemplificar o que estou dizendo, citando algumas raças e suas peculiaridades. (desculpem os amantes de gatos, mas só manjo de cachorros. Não me processem!)







Lhasa Apso - Esse é o campeão no pedido das crianças, por causa de sua aparência fofinha!


É um cão de companhia, para ser criado preferencialmente dentro de casa. Profundamente quieto, calmo, pode passar horas e horas deitado perto de seu dono. É muito higiênico, nunca suja o lugar onde come ou dorme e aprende com facilidade o lugar "certo". Sua pelagem exige cuidados constantes para evitar sujeira, uma boa escovação diária e uma tosa periódica.


É um cão carinhoso, dócil, mas de temperamento muito independente. Prefere se isolar a se meter em brincadeiras com crianças (nesse caso, sugere-se o shi-tzu que é mais chameguento), embora tenha um caráter alegre e cheio de segurança. Tende a ser territorialista e é muito reservado com estranhos.







Golden Retriever - Lindo, lindo e lindo!!! (suspirando)


Alegre, ágil, forte, de movimentos leves, expressão mansa e caráter dócil (e apaixonante!). Essas características resumem os principais traços deste belíssimo (e apaixonante!) cão de caça, que adora aprender e está sempre pronto para o trabalho. É muito inteligente e obediente. (e apaixonante!)


Os filhotes são alegres, brincalhões e muito ativos (ops!). Necessitam de caminhadas diárias. Ficam sempre por perto e adoram correr e brincar com seus donos. São companheirões de crianças, por serem amáveis e pacientes. (e tremendamente apaixonantes!)


O pelo deve ser escovado de 3 a 4 vezes por semana e os banhos quinzenais, a partir do segundo mês de vida. Pode medir de 56 a 61cm (machos) ou 51 a 56 cm (fêmeas) e pesar de 25 a 27kg. Um bem humorado artigo, citando 13 razões para ter um Golden.(vale a leitura!)







Boxer - Apesar da aparência agressiva e sua cara de mal, é um cão extremamente dócil pois tem uma natureza naturalmente extrovertida. 


Tem uma devoção à família extraordinária e um instito de proteção excepcional. Sua afeição por crianças é mundialmente conhecida e quem convive com um, não custa a constatar sua boa índole. Não costuma ser agressivo nem mesmo com estranhos. Observa sempre antes de latir. Esse cara só falta falar...tem uma expressão corporal de dar inveja a atores globais. (oi?) E baba pra caramba!!!


Brinca pulando e dando soquinhos com as patas. (sou louca por esse também. Adoro cachorros protetores!)
















Basset Hound - Quem não se encanta com essas orelhonas e essa cara de pidão melancólica? Me diz. É um cão cheio de qualidades, mas se vc pretende deixar esse bonitão sozinho....repense! Ele não suporta a solidão. Late e uiva sem parar atéee alguém chegar em casa. E quando eu falo sem parar, é sem parar mesmo. Mas caso haja sempre alguém para ter com ele, vai fundo!


Por ser possuidor de grande paciência e incrível faro, esse cão era utilizado nas caçadas. (ou seja, ele cheira tudo e adora cavar buraquinhos fofos no seu quintal/jardim/sofá...)


Apesar dessa carinha tristinha, ele é um cão alegre, ativo quando jovem e amável e paciente com as crianças. Extremamente paciente, diga-se de passagem. Excelente companheiro e tem um temperamento bem equilibrado.


Suas orelhas merecem cuidado especial: precisam ser limpas uma vez por semana, para evitar infecções por sujeira acumulada. Necessita de um controle ferrenho com a alimentação, pois tem tendência à obesidade. E seu pelo precisa ser escovado, no mínimo duas vezes por semana.







Schnauzer - Esse é um dos au-aus do meu coração. E o futuro membro de nossa família.


Possuí inúmeras qualidades (não tô puxando a sardinha pro meu lado não, juro!): é forte, vigilante, muito robusto, rude, dinâmico, fiel e INTELIGENTÍSSIMO. É apto tanto para a guarda, como para companhia. (era o que eu queria). Tem grande disposição ao adestramento e tem uma grande resistência a doenças e a intempéries.


Diante do dono é muito atencioso, mas desconfiado com estranhos. Não faz amizades com facilidade e na ausência do dono é INCORRUPTÍVEL.


Ai, ai...amo essa raça! E a minha já tem nome, será: Frida Kahlo. =)











Maltês - tá aqui um cãozinho excelente pra quem mora em apartamento. Seu peso varia entre 1,8kg a 2,8kg. Bem pequeninho.


Sua pelagem longuíssima e super branca é um dos seus maiores atrativos!!! (na foto, ainda é bebê!)


Cãozinho inteligente, de caráter vivaz e super apegado ao dono. Se vc quiser um cão calmo para acompanhar seu ritmo, adquira um maltês. Se quiser um cãozinho agitado: maltês. Mas como assim? Eu explico: é que o temperamento desse fofo se molda ao estilo de vida de seu dono.









Campanha da Pedigree






SRD - Sem raça definida - afetuosos, brincalhões, super resistentes a doenças, dóceis e muito, muito inteligentes. Aprendem tudo com a maior facilidade, pois o que mais querem e desejam é o amor de seus donos. E pode crer, que esses sabem retribuir com muita lealdade o amor que lhes oferecem. Porque adotar é tudo de bom!



























Poderia passar horas falando de cães. Poderia citar várias outras raças, mas procurei me ater somente àquelas mais indicadas para crianças. Ainda assim, faltou citar tantas outras...





Considerações finais:





  • Assim como não se educa criança com palmadas e gritos, também não se educa cachorro com esses métodos. Na internet, existem milhares de sites que ajudarão nesse processo. E o da recompensa, é sempre o melhor deles! Invista um pouquinho de tempo e paciência e poderá desfrutar da amizade deles, da melhor maneira possível. Um artigo bacana, do Alexandre Rossi, aqui.







  • Procurem nunca comprar cachorros/gatos e outros bichinhos em feiras livres. Não vamos alimentar esse mercado "cachorreiro"!







  • Se sua opção,  for um cachorro de raça, procure bons criadores, que tenham um bom plantel e sejam éticos na hora de vender um cachorro. 







  • Pets também tem cáries e precisam de cuidados dentários. Não deem doces aos seus bichinos. O que não faz bem a gente, também não faz a eles. Uma boa opção de petisco é a cenoura. Alivia a coceira na gengiva quando são pequenos e deixam o pelo lindo, lindo!







  • Leiam esse artigo, do Alexandre Rossi, sobre cães para adoção. Aliás, leiam todas as dicas que esse cara dá. Sou super fã e recomendo!!! Até o nome do site é lindo: Cão cidadão.







E bichos, de raça ou sem,  merecem ser tratados com todo nosso carinho, amor e, sobretudo RESPEITO.








Ah! as imagens foram retiradas da net e peguei algumas informações no Guia de Raças e no Saúde Animal.








sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Vasectomia - um ato de amor ou Deixa que essa responsabilidade agora é minha







Retirei daqui




Quando resolvemos ter o Otto, combinamos que seria o último filho. Sonhava e desejava mais um parto normal e para garantir esse direito, meu marido prometeu que faria vasectomia.





Dessa forma, ele me livraria de uma cesárea ou futuramente uma cirurgia para ligadura e, também do uso contínuo de anticoncepcionais, ou seja, ele me libertou da responsabilidade da prevenção! Tomando para si uma responsabilidade que também é sua.





Sim, porque nossa sociedade machista sempre delega a nós, mulheres, esse papel: o de evitar uma gravidez. E se, por algum descuido, esta se consuma, pode ter certeza de que a culpa recairá sempre na mulher.





Estou em Fortaleza nesse momento e meu marido no hospital para se submeter a um procedimento cirúrgico, que leva no máximo 40 minutos. Rápido, prático e com poucos riscos de complicação. As taxas de falha na vasectomia, são menores que 1%. A minha participação foi preencher uma declaração de anuência e dar meu apoio moral.





Obrigada, amor, por dividir essa responsabilidade comigo. Obrigada ainda, por esse, que considero um ato de amor.





Companheirismo é isso. 







segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

As crises passarão e eu, passarinho






E eu achava que a crise havia passado. Mas como, se esse ano bendito ainda não?





Lembram daquela crise no casamento, que julguei haver superado? Então, o pesadelo ainda não acabou. E sabe o que mais me atormenta em toda essa situação? Não entender quando e como isso começou.





Aliás, pra ser franca, é de não ter o controle mesmo! Controle da situação, controle da relação, controle do outro...sobretudo, controle sobre mim. E, pensando bem, sem reservas, o problema está justamente no fato de eu permanecer inerte em relação à vida. Ficar quieta, serena, incomodou como nunca pensei que incomodaria a quem sempre suportou tudo na maior tranquilidade. Quem sempre entendeu, compreendeu uma personalidade alucinadamente bipolar. Ehhh...definitivamente, o momento é de rupturas, de mudanças, de romper com o ostracismo, com a vaidade e despir-se de vez do orgulho!





Assim me acomodei: sem planos, sem aspirações...numa zona de conforto que me prometeu proteção, mas que me tornou tão frágil.





Preciso aceitar o fato de não ter respostas, de que o marido é um ser humano e de que viver numa concha não é a solução.




Sigo acreditando que todas as trilhas caminham pra gente se achar, como na música da Maria Gadú.







quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Do luto, da Faxina, da Esperança









Esse ano finalmente está chegando ao fim.


Não que eu goste de apressar a ordem natural das coisas...mas particularmente, esse ano foi muito difícil.





No começo do ano, em viagem de férias a Fortaleza, descobri uma gravidez. Apesar de estar tomando corretamente os anticoncepcionais, apesar de estar sangrando....não uma menstruação normal, mas espaçada, irregular, por duas vezes seguidas!





Deduzi estar grávida, quando comecei a apresentar os clássicos sintomas. A ansiedade era tanta, que me rendi aos exames de farmácia. Não podia esperar nem um minuto pra entender o que estava se passando comigo. Saí do banheiro com aquela coisa mijada na mão, chorando copiosamente. Minha mãe até tentou me tranquilizar, mas não deu.





Sangramento. Medo. Pavor. Pânico. Médico. Descolamento de placenta. Pânico. Exames. Medo. Choro. Perda do bebê. Choro. Culpa. Medo. Tristeza...........muita tristeza.





Resolvi não contar pra ninguém, pois não sabia exatamente o que estava acontecendo e o que era pior, não sabia o que estava por vir. Nem mesmo a Bia ficou sabendo...passei nove meses gestando um bebê no imaginário. Até que em outubro, mês previsto para o nascimento daquele pequeno ser, houve a redenção e pude entender, que aquela experiência foi um vento passageiro.





Com tudo isso acontecendo dentro de mim, o que acontecia fora não me acalentava. Passei uma crise muito forte e muito séria no casamento, que durou o tempo suficiente para nos amadurecer e tornar a relação ainda mais forte. Tudo dura o tempo suficiente que tem que durar.





Hoje, ao ler o post da Daya, falando sobre o valor do tempo, das prioridades que devemos eleger na vida, percebi que era chegada a hora de iniciar minha faxina.





Com o fim de um ciclo se aproximando, é inevitável as reflexões acerca da vida e por que não dizer, de nós mesmos. Hora de esvaziar as gavetas dos armários, preparar roupas para doação, se desfazer de papéis que só servem para acumular pó e esvaziar também o coração - de rancores, de mágoas, de culpas, de inveja, de medos.





Nos desfazer de coisas antigas para que novas possam chegar. E é essa energia que move a roda da vida! É isso que nos engrandece, nos faz crescer. É rever, assimilar e mudar. É o preparo pra subir mais um degrau na escada evolutiva. Lembrando que, tudo sempre nos acontece por alguma razão.





Tem um poema do Carlos Drummond de Andrade, que traduz com perfeição essa renovação da esperança:




"Cortar o tempo



Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,

a que se deu o nome de ano,

foi um indivíduo genial.



Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.



Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.

Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente."





E assim, devemos seguir: coração aberto e fé na vida!

Que venha 2011!!!



segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

E, definitivamente, a dor virou saudade!








Hoje é um dia muito especial. Poderia estar falando no passado, já que hoje seria o aniversário da minha avó, mas continuo comemorando silenciosamente a lembrança dela.





Costumava ser um dia inteirinho dedicado à família- ela fazia questão de que todos estivessem presentes e essa tarefa nem era tão árdua assim, pois a família era pequena e estávamos sempre juntos nos finais de semana.



E era sempre aquela confusão: os netos brincando de pega-pega na cozinha, conversas seguidas de boas gargalhadas, o chiado da panela de pressão, o cheirinho da calda de açúcar caramelando...e a colcha de crochê marcava presença todos os anos, esticadinha e cheirosa, sobre a cama para receber os presentes. Para não quebrar o protocolo, eu sempre descia desinbestada do carro, acotovelando meus pobres irmãos, pra chegar primeiro no portão e gritar com toda força: Vóóóóóóóóóó!




Ela adorava receber presentes, mas sempre cochichava baixinho, como que contando um segredo: meu presente é você! Um amor muito forte nos unia, algo que não saberia explicar, pois nada justificaria tanto amor, nem o fato de eu ter sido a primeira neta. Era algo muito, muito maior.





Convivi com ela dezessete anos e posso dizer com propriedade: aproveitei cada segundo. Nos falávamos todos os dias, nos beijávamos sempre que nos cruzávamos pela cozinha barulhenta e ela sempre pressentia quando algo de ruim acontecia comigo ou quando simplesmente adoecia.





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Estava cursando o 3°ano, me preparando para o vestibular. Costumava ter aulas específicas à noite que acabavam sempre 22h. Cheguei em casa exausta, tomei um banho e comia folheando as apostilas quando o telefone tocou. Era perto de meia-noite e mesmo assim, não me assustei, pois sabia que era ela ligando pra desejar boa noite. Atendi. Conversamos. E no final da conversa ela me disse: "Dandan, aconteça o que acontecer, vou estar sempre ao seu lado. E nunca, nunca esqueça que te amo muito. Promete pra mim?"





Nessa mesma noite, ela dormiu e não acordou. Infarto fulminante aos 57 anos e naquele 6 de dezembro de 97, já não comemoramos.





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Passei esses anos sofrendo no dia de sua morte, mas agora quero fazer diferente. Ao invés de chorar no dia vinte e sete de setembro, vou sorrir com o coração cheio de saudade no dia seis de dezembro.





Quero lembrar da vida, celebrar o amor que nos uniu; agradecer por tê-la tido nessa vida; ter consciência de uma vez por todas que o tempo que ela passou aqui não foi pouco, foi o suficiente...ela era o meu norte, o abraço acolhedor, o conselho mais sábio, o exemplo mais importante, o cheiro mais calmo, as mãos mais fortes, o amor mais sereno...era a minha fortaleza.





Lembrar da morte, da sua partida ainda dói muito.


Então, resolvi lembrar do dia em que ela nasceu....pra me ensinar a amar!





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Lembram da música do Oswaldo Montenegro? que foi tema do Sassá Mutema Era uma das favoritas dela.












quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Queimei a largada do Advento


Dezembro chegou.





Época das luzes mágicas do Natal, das cartinhas para o Papai Noel, dos olhinhos encantados de nossos filhos...época também, de muita saudade de quem já foi, do que não é mais...





Há quem não goste de comemorar o Natal e cada um tem uma razão diversa. Uns dizem que tudo não passa de hipocrisia social, outros afirmam se tratar de data comercial e há ainda aqueles que não suportam a saudade de algum familiar.





Tive uma infância muito feliz e minha avó foi a grande culpada disso. Em dezembro ela ficava ainda mais radiante. Além do natal, era o mês de nossos aniversários: o meu e o dela. Os preparativos para o natal começavam em outubro com a pintura da casa. E no grande dia da véspera, ela orquestrava uma cozinha cheia de gente e fazia questão de ter o LP da Harpa Natalina tocando all day long.





A alegria era o ingrediente principal da ceia, sem contar nas rabanadas sempre presentes! Não éramos ricos, mas na nossa ceia nada faltou. A impressão que eu tinha, era de que ela e meu avô economizavam durante todo o ano pra fazer um natal tão festivo!





Minha avó se foi...mas a saudade dela era tanta, que durante alguns anos não aplicamos o que ela mesma passou a vida ensinando com seu exemplo. Muito incoerente isso, né? Esse ano decidi de uma vez por todas não me sentir triste no Natal e fazendo uso de seus ensinamentos, resolvi queimar a largada do advento e montei minha árvore no comecinho de novembro (aloka)....já que ela nos dizia que "felicidade não deve ser adiada".





Há anos não faço uso da decoração natalina como se deve, por causa de minhas mudanças de cidade. A praticidade era minha desculpa. Como meus filhos estavam praticamente implorando pela decoração de Natal e minha mãe estava na cidade, juntei o útil ao agradável e montamos nossa árvore, espalhamos Papais Noeis (?) sorridentes pelos cantos e penduramos meias nas janelas.





Foi um momento muito especial pra eles (e pra mim também) ter a minha mãe junto, registrando empolgada a montagem da decoração. E me deu uma certeza lá no íntimo, de que daqui pra frente tudo vai ser diferente.








advento
daqui




A tristeza só entra quando encontra uma brecha, mas a felicidade chegou primeiro e se encarregou de trancar tudo!




O vôo do passarinho






Chega um momento em nossa vida de mãe, que precisamos entregar nossos filhos aos cuidados de um outro alguém.





É como parir de novo. Revive-se toda a ansiedade, a busca pela melhor opção e aí vem a dor da separação e o sorriso que vem em seguida ao corte do cordão umbilical, que reconforta o coração.





Antes mesmo de o Otto completar um ano, eu já dava como certa a ida dele à escola. Como ele tinha refluxo e era um bebê high need (que até então, eu desconhecia o significado), me consumia muito. Fora que por morar longe da família, não existia um só momento para chamar de meu! Eu era mãe full time, e por várias vezes eu sentei.....e chorei de tão cansada!





Bom, do que eu reclamava mesmo? Voltando um pouco a fita, me vejo tendo que abandonar meu projeto amamentação exclusiva da Bia, quando ela tinha apenas quatro meses para voltar ao trabalho. E sonhava e desejava com todas as minhas forças não ter que trabalhar, pra curtir o desenvolvimento dela. E mais, quando ela tinha 1 ano e 3 meses, optamos por creche em período integral em detrimento a deixá-la com as babás que sempre, sempre me deixavam na mão.





Sofri muito e com um adicional: ela ia de transporte escolar. Tão bebê!!! E eis que a vida me acena com a possibilidade de me dedicar à maternidade do jeito que sempre sonhei. Fácil não é, mas quem disse que seria?





Pensamos e repensamos a situação e decidimos que o Otto só entraria na escola quando completasse dois anos. Sorte a minha! Sim, sorte. De poder acompanhar o seu crescimento dia a dia, de passar as tardes cheirando a respiração dele enquanto ele dormia; de poder pegar o solzinho no fim do dia, de poder assistir aos filminhos preferidos junto com ele; de abraçar, cheirar e beijar desmedidamente. Sem horários a cumprir. Não são todas que tem esse privilégio. O tempo é impiedoso. E o que passou, jamais voltará.





O primeiro dia dele na escola foi tranqüilo, afinal, estávamos preparados. E ele chegou como um veterano, tão seguro, puxando sua mochila de rodinha! Entrou na salinha e ainda cumprimentou: “Oi amigos!”





Logo foi sentando numa rodinha e ali ficou.....sem chorar, sem berrar e, de tão tranqüilo e tão feliz, não olhou para trás.





Eu ali num canto, orgulhosa, observando o vôo do passarinho.













segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Depressão - o inimigo invisível

Ao som de Kansas...








Vou abrir um parêntese aqui nesse blog, pra falar de algo que atinge cerca de 340 milhões de pessoas no mundo - a Depressão. Vale ressaltar, que não falo de depressão como um estado emocional, mas sim como evento psiquiátrico.



Daí que num belo dia de sol, acordei triste. E as cores, antes muito vivas, desapareceram. E ficou tudo monocromático, monótono e morno.



Vc já se imaginou presa a algo que vc não vê? Acorrentada sem correntes? Cansada, desanimada, desestimulada sem nenhum motivo aparente?



Amanhece. E, em mim, renasce a força para começar uma nova jornada, quando meus filhos aparecem felizes no meu quarto....como que me chamando pra vida!




Sigo toda uma rotina, feliz por meu inimigo ser imperceptível pra eles. Até que me vejo sozinha em casa e tudo o que mais quero é me render. Parar de lutar contra o que não vejo e, só assim, descansar o corpo e a mente. Adormeço. E ao acordar, percebo que continuo no meu terrível pesadelo.
Uma vida acontece fora de mim, ali, ao longe...quero reagir, mas não consigo. Quero gritar, mas me foge a voz. E no fundo, me envergonho e me CULPO por não ter força pra reagir.


Convivo com esse problema desde muito nova e durante todo esse tempo, ouvi conselhos dos mais variados, alguns absurdos e um bocado de insultos. A lista seria enorme, mas os mais comuns:






  •  procure uma igreja - vc precisa de Deus; (e quem não precisa?)



  • sai dessa cama, uma menina tão nova... e ainda acha que tem problemas; (velha pode? é isso? dãa)



  •  no dia que vc descobrir como é dura a realidade de algumas pessoas, vc vai se arrepender de se lamentar assim...(cadê o chicotinho?)







Gente? Francamente.





Depressão é uma doença. E quem a sente, não tem culpa por estar sentindo. E, talvez nem saiba explicar o que sente e nem como sente. E essa ausência de respostas é bastante normal.




Nesse momento de fraqueza, o mais importante é aceitar minha condição. É assumir que sozinha não conseguirei e que só um médico poderá me ajudar a retomar o tratamento. Sim, gente! Um PSIQUIATRA. Um médico como todos os outros...não há o que temer. Ele é o cara, quando o assunto é a psiquê, sinapses cerebrais e outras coisas que me fogem.


Sonhei com o momento em que se discutiria sobre transtornos psiquícos, sem tabus. Sem preconceitos. Ultimamente, a abordagem sobre esses assuntos aumentou bastante, mas o preconceito das pessoas não diminuiu. O deboche, muito menos.





Agindo sob ignorância, falta de conhecimento, os termos psiquiátricos ganharam tons pejorativos e são aplicados erroneamente, aleatoriamente. Portanto, o depressivo não é, em hipótese alguma, um preguiçoso, um fraco!





Não se pode estereotipar. Cada transtorno tem suas características e essas, são desconhecidas da maioria das pessoas que não as possui. Temendo a picardia, muita gente se envergonha de assumir que tem algum tipo de transtorno...mas ninguém tem vergonha de dizer que tem gastrite, que tem dermatite ou qualquer outro problema de saúde. É essa naturalidade que nos falta.





Prazer, me chamo Daniele, tenho 30 anos. Fui diagnotiscada como bipolar em 1997. Procurando viver bem comigo mesma e com os outros, desde sempre.





Desde que recebi esse diagnóstico, não uso eufemismos pra justificar o que tenho. E em parte, o que sou. Foi buscando conhecimento, que aprendi a me aceitar. Conhecendo outros testemunhos, que pude perceber que eu não estava só e pude me libertar da culpa, sempre tão pesada.





Sabe que apesar de tudo tenho sorte? Por ter amigos ao meu redor...e ter a certeza de que a cada queda, haverá uma mão pra me ajudar a levantar. E é isso......torço por um mundo mais colorido sempre! "Liberte-se e serás feliz como jamais sonhou".




Ah! Para saber mais:











Vale a leitura:


"Uma Mente Inquieta é o relato comovente e estimulante de uma mulher cuja feroz determinação de conhecer o inimigo, de usar os dons do seu intelecto para exercer influência no mundo, a levou a se tornar uma autoridade internacional em doença maníaco-depressiva (hoje, Transtorno Afetivo Bipolar). É a revelação de sua própria luta, desde a adolescência com a doença e de como esta moldou a sua vida." 





































domingo, 28 de novembro de 2010

Um olhar do paraíso









6 de dezembro de 1973. Norristown, Pensilvania, subúrbio da Filadélfia. Susie Salmon (Saoirse Ronan) está voltando para casa quando é abordada por George Harvey (Stanley Tucci), um vizinho que mora sozinho.





George a convence a entrar em um retiro, por ele construído. Lá dentro, Susie é assassinada. Os pais de Susie, Jack (Mark Wahlberg) e Abigail (Rachel Weisz), inicialmente se recusam a acreditar na morte da filha, mas precisam aceitar a situação quando seu gorro é encontrado em meio a um milharal, junto a destroços do retiro que estão repletos de sangue. Em meio às investigações, a polícia conversa com George mas não o coloca entre os suspeitos.





Com o tempo Jack e Lindsey (Rose McIver), a irmã de Susie, passam a desconfiar de George. Toda esta situação é observada por Susie, que agora está em um local entre o paraíso e o inferno. Lá ela precisa lidar com o sentimento de vingança que nutre em relação a George e a vontade de ajudar sua família a superar o trauma de sua morte.





Um filme intenso, emocionante e apesar de tudo, sutil em sua abordagem.


Vale a pena!






sábado, 27 de novembro de 2010

Somos como nossos pais?


É incrível acompanhar o crescimento dos filhos, percebendo as mudanças: umas mais visíveis, outras não.





A minha filha mais velha tem 7 anos e está crescendo assustadoramente. Não que eu queira encomendar da Tinker Bell, dúzias de potinhos de pó de pirlimpimpim, mas se vc não estiver preparado emocionalmente, novidades vindas dos amiguinhos de escola podem fazer vc perder o tino. Tá rindo, né? Segura essa: “Mãe, vc conhece o Justin Bieber?"





Gente, choquei!


Fiquei zonza por alguns minutos e saí tateando pela casa à procura do marido, para que ele me ajudasse nesse momento tão difícil. Absurdamente calmo e mostrando uma segurança que me deu inveja ele se mostrou interessadíssimo em conhecer o cantor teen do momento.





Passei dias pensando a respeito disso. A Bia está vivendo uma fase eufórica em estar sendo aceita pelos amiguinhos. Há dois anos, ela vinha sofrendo bullying na antiga escola e agora a sorte parece estar lhe sorrindo.





Super querida por todos, vive com agenda repleta de compromissos. E a cada um deles, vou revivendo o passado. Isso estava me angustiando muito, pois não achava justo dizer não a tudo que ela me pedia, mas me achava displicente como mãe dizer sempre sim. Sabe aquela crise existencial básica? De tanto conversar com as amigas a respeito, comecei a raciocinar sem estar presa aos conceitos da minha mãe.





Sempre quis retardar ao máximo a convivência, e, principalmente, a influência dos pares na vida dela, simplesmente porque fui criada achando nocivos tais relacionamentos. Pois bem, chega um momento onde vc se vê obrigada a repensar suas convicções e reviver velhos traumas de infância e a partir dessas reflexões, escolher que tipo de maternidade se quer exercer.





Olhando aquela carinha feliz, cheia de grandes novidades pra contar, depois de uma festinha do pijama na casa da melhor amiga, optei em ser GENEROSA e compartilhar o mundo com ela e, sobretudo compartilhá-la com o mundo. Ó, como a vida é maravilhosa: ela te dá a oportunidade de fazer diferente. É só escolher!





Descobri que posse não significa zelo e que o amor vai além. Mais importante que a influência dos pares, é ter uma base familiar sólida, que dá suporte, que orienta, que acolhe.





E é esse tipo de mãe que sempre quis ser, a que encoraja a descobrir as maravilhas da vida e a que está de braços abertos para abraçar na chegada.





Agora o Justin Bieber tem três novos fãs: meu marido, minha filha e eu, que aprendi a dizer sim, sem medo de ser feliz.



Outro exercício do SIM, foi quando da visita do meu irmão à Florianópolis. Havia um passeio de escuna para conhecer as fortalezas no entorno da ilha programado, e meu irmão pediu para que ela fosse junto...até hesitei, mas....cedi e ela viver uma aventura inesquecível! Foi um passeio enriquecedor: conheceu um pouco da história da cidade e ficou ainda mais próxima do tio que só vê anualmente.






















Olha a carinha curiosa! A indignação veio ao descobrir que a ilha de

Ratones servia como depósito de enfermos. Foi um passeio fascinante!







Sigo aprendendo.

Por mim e por ela.












sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Porque hoje é meu dia de não fazer nada!


Simm, hoje é sexta-feira!




Dia que por si, já é festivo no meu modo de compreender a vida. 


Hoje não faço nada – resolvi com toda a determinação que habita meu ser!!!





Tomei meu café da manhã com a calma dos monges budistas e, antes mesmo que pudesse me refastelar no sofá, resolvi trocar a roupa de cama. Sim, hoje é sexta e as camas merecem estar bonitinhas e limpas.


Tendo feito isso, escolhi um DVD pra assistir com meus pequenos e sem que pudesse dar um tchibum na minha cama cheirosinha, resolvi passar o aspirador assim......na casa toda!





Já com dores nos braços de tanto ir pra frente e pra trás com o bendito eletroportátil, eis que me deparo com o adiantado da hora. Hora do almoço!!! Resolvi fazer tudo fresquinho e na hora, porque hoje é sexta e todo mundo merece um mimo na hora de encher o bucho.





Começa a maratona pra arrumar a Bia pra escola. Enquanto ela toma banho, lavo as louças do almoço, limpo o fogão e, ofegante, parto pra segunda etapa: é a hora do mano tomar banho. Depois de arrumados e penteados é a minha vez de tomar um longo banho de rainha, que dura no máximo 8 minutos.





Fui deixar a Bia na escola ansiando pelo meu momento de não fazer nada.


Coloquei meu pequeno pra sua sesta habitual e corri pra entupetar a máquina de lavar. Vai que o sol resolve desaparecer por mais alguns dias, né?





Pensando em me dedicar ao ócio total e irrestrito, eis que lembro que os banheiros foram esquecidos e corro atrás do tempo perdido. Já com suor pingando e as pernas tremendo, meu filhote acorda cheio de amor pra dar.





Ok. Mamãe foi lá e lhe fez uma super vitamina de frutas. A mais vitaminada de todas. Viva eu! Lavei a louça, porque nada, eu disse N-A-D-A poderia atrapalhar o meu dia de não fazer nada!





Engraçado como o dia passou sem que pudesse pôr em prática meu infalível plano de me dedicar ao ócio criativo. E no exato momento em que sento meu corpinho tremilicante de cansaço no sofá e solto um loooooongo suspiro, o marido liga, dizendo que naquele dia, naquele justo dia, ele não poderia pegar a Bia na escola. Dando bufadas dignas de um búfalo em fúria, arrumei o pequeno e fomos cumprir mais essa tarefa.





E a noite, sabem como é, né? Aquela tranqüilidade habitual de: JANTA – BANHO- LOUÇAS –- HISTORINHAS – CONVERSINHA - BRINCADEIRAS- TROCA DE FRALDAS e SONO.


Fui dormir o sono dos justos, sonhando que meu dia de não fazer nada há de chegar.





Porque sim, queridas-leitoras-amigas, eu mereço!!!





sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A vida segue sempre em frente









O ano era 1985, era dia das crianças quando ouvi essa música pela primeira vez. E ela fazia parte do presente. Quem a apresentou pra mim, foi uma pessoa que também estava se apresentando: o homem a quem passei a chamar de pai, oficialmente naquele dia. E que, a partir daí, me apresentaria a vida de uma forma tão linda!





Dividiu comigo sua coleção de figurinhas Amar é, sua coleção de revistinhas da Disney, seu gosto pelo rock, suas idas ao cinema. Ah! sempre íamos juntos ao cinema. Era um programa só nosso. Juntos, assistimos A História sem Fim, todos os filmes dos Trapalhões, E.T e tantos, tantos outros...Homem generoso, aquele.





Os sábados eram sempre regados a muita música. Ouvíamos de Elvis Presley a Led Zeppelin, que eu cantava num lindo embromês, esperando que ele se orgulhasse de mim. Passávamos horas intermináveis jogando River Raid e Enduro no Atari. E nisso, ele não gostava que eu o superasse. Homem quase infantil, aquele.





Fazia com que eu comesse verduras, frutas e feijão. Como eu era magra e muito branquela na visão dele, me preparava gentilmente, um coquetel de emulsão Scott com ovo de pato e, reforçava sempre com Biotônico Fontoura, tudo isso pra me dar "sustância". Cheio de truques, aquele homem.





A vida era para ser celebrada - ele dizia! E como gostava de comemorar aniversários. Os meus nunca passavam em branco. O dia era uma grande festa! A começar pelo café da manhã. E ele mesmo, preparava tudo: dos comes aos bebes, escolhia a trilha sonora e vestia sempre seu melhor sorriso. Homem alegre, aquele.





Quando surgiram meus primeiros raios de mulher, ele estava lá complascente. Ouvindo, orientando, aconselhando, burlando a vigília ferrenha da minha mãe, para que eu pudesse ter experiências. Para ter o que contar, apregoava. Era para ele, que eu chorava os amores não correspondidos...e ele, sempre enxugava minhas lágrimas e cantava baixinho: "serei sempre seu confidente fiel, se seu pranto molhar meu papel". Nunca negou colo. Incrível a cumplicidade que tínhamos. Ele sabia que podia contar comigo e eu era feliz, por ter a quem chamar de pai. Companheiro, aquele homem.





Quem deu a notícia de que meu pai biológico morrera, foi ele. Apesar de não o ter conhecido, chorei sua partida nos braços do pai que me acolheu....e ele cantava baixinho: "sou eu que vou ser seu amigo, vou lhe dar abrigo, se vc quiser". E eu quis e sorri para as possibilidades que a vida sempre me concedera.





Desse homem, não trago o sangue. Carrego lembranças.


Que não são poucas....













domingo, 7 de novembro de 2010

Primavere-se

Voltar a sentir um calorzinho depois de meses de frio, é muito bom!




As flores, com suas cores, formas e aromas pipocam por todos os lados...os pássaros parecem mais alegres, as borboletas voltam a borboletear....é o nosso estágio pro verão!


E o sol surge dentro e fora de mim. =)





































Preciso dizer que essas flores são do jardim/quintal da minha casa. E quem as cultiva e fotografa lindamente é o meu marido. Não é lindo um marido que tem como hobby o cultivo de orquídeas?









terça-feira, 26 de outubro de 2010

Quando o amor bate à porta








E aí, que um dia ela chegou da escola, se dizendo apaixonada. Ela, que tem 7 anos.





Sorte minha estar sentada! Que menininha surpreendente essa minha! Daí forcei a maior barra pra parecer natural. Em uma fração de segundos, revivi todos os tabus que me foram ensinados na infância...





Perguntei como, de que maneira ela gostava dele. A resposta veio em forma de coraçãozinho cas mão. E, ao ouví-la, percebi a inocência nesse sentimento. Os nossos olhos é que são destreinados pro amor!





Gente?





A chamei pra pertinho de mim e, lá estava eu a tergiversar sobre a efemeridade do amor na tenra infância (oi?) e de como aquilo que ela estava sentindo era normal. Totalmente a vontade, ela começou a me pedir dicas de como conquistar o garoto, o "ceramado". E papo vai, papo vem, o pai dela chega do trabalho.





Depois da efusiva recepção de sempre, ela diz em tom cerimonioso: "Pai, precisamos conversar." E à mesa, na hora do jantar, estávamos orientando nossa pequena em seus primeiros passos rumo ao amor.


Simples assim? Vão pensando, vão...





Sabe como é, né? Nessas horas, temos que pensar no futuro, que nem está tão distante assim...foi tão lindo ver a naturalidade dela vindo até a mim e ao pai...totalmente entregue, sem pudores, que seria irracional de minha parte, repreendê-la aqui, assim, desabrochando.





E nesse futuro, a quero perto de mim. Quero saber o que ela pensa, com quem ela sai e o que anda fazendo. O amor é leve, é gostoso. E deve-se aprender a amar desde cedo, pra não confundir esse sentimento com posse, mais tarde. Eu quero orientá-la! Melhor a mãezona que vos fala ensinando, aconselhando, que receber orientação de seus pares.


Concordam? ou sem cordam?





Será que serei dessas, que conversará sobre sexo com os filhos na mesa de jantar? Realiza!


Penso ser melhor assim.









Ahhh, o amor!





P.S - a ninei muito ao som dessa música. Vcs podem calcular a importância dela pra nós duas, néam? Ah, o clipe da Adriana Partimpim é lindo, lindo....vale a pena conferir!





Quem quer ser um Milionário?

Quem quer ser um milionário?












O que move um ser humano?

Determinação. Coragem. Perseverança. Destino. Amor.

Porque o importante, é não desistir nunca!

Ganhador de 8 Oscar. Um filme maravilhoso.


Dá licença que eu quero passar

Um dia, resolvi casar.



Em outro, me descobri mãe de uma menina. E, depois, de um menino.



E aí esqueci de ser mulher....até que completei 30 e, magicamente balzaqueei. E resolvi flertar comigo mesma.



Redescobertas - essa é a palavra que suscita grandes questionamentos!



Do que mais gosto? O que pretendo? Quais as aspirações? Pois minhas prioridades, eu sei de cor. Será que conseguirei dar conta? Bom, lendo assim, até parece que debutei e estou a enfrentar a crise existencial inerente à imaturidade.



Mas quem, assim como eu, deu uma pausa na própria vida, para gestar, cuidar e amar de outras duas, vai entender!



E é isso....balzaqueando e maternando.

Pra não dizer, tergiversando.