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segunda-feira, 30 de maio de 2011

Blogagem coletiva - Dia da Família - Memórias de uma chantagista mirim







Com meu andador super moderno





Quando penso em família, a primeira imagem que me vem à cabeça é da grande mesa retangular com meu avô disposto à cabeceira, meus tios ocupando os outros lugares aleatoriamente e minha avó, como era de seu feitio, servindo a galera. Eram quatro tios! E fizeram com que a minha infância fosse a mais incrível possível.





Estou falando aqui de uma época em que eu reinava absoluta, de uma época onde não haviam primos, muito menos irmãos. Era eu, a única criança, tentando entrar de penetra na adolescência alheia.





Não fui a melhor sobrinha do mundo. Não mesmo. Pentelhei a vida deles todos de uma forma diabólica, com a aura angelical que me rodeava.





Ficava sempre à espreita, pelos cantos, dando conta de cada movimento deles. E quando ouvia as palavras: pracinha, missa, feirinha e festa saía da toca e lhes implorava que me levassem junto. Prometia que me comportaria, que não pediria nada e que muito menos comentaria com meus avós o que de fato eles iam fazer nesses lugares.





Era a glória comer pipoca depois da missa, em companhia de um grupo de adolescentes descolados.





Muitas vezes dava certo, até porque, eu tinha categoria como lobista. Quando eles demoravam a me dar resposta, corria pro vovô e dizia como eu poderia ser-lhe útil. Ia na condição de infiltrada. E recebia como pagamento de ambas as partes, que fique claro, várias dezenas de caramelo do Fofão.





Ah! esse caramelo do Fofão me fez cometer loucura! Numa de minhas espionagens secretas, descobri minhas duas tias fumando escondido lá no fundo do quintal. Perdeu, playboy. Devo ter ganho meia dúzia de cáries com essa chantagem! E sempre que uma tentava me dizer um não, eu ameaçava contar tudo, tu-di-nho pro vovô. Eu não era má, eu era pésssssiiiima! ha ha





Não pensem vcs que só EU aprontava com eles não....eles também sabiam ser cruéis. E a vingança preferida deles era me sentar no quarto e me fazer ouvir repetidas vezes a música do Roberto Carlos chamada Caminhoneiro. Sabe aquela? "eu sei ei ei, todo dia nessa estrada..." Pois é, como meu avô era caminhoneiro e passava semanas fora, eu chorava de soluçar ouvindo essa música, enquanto os perversos riam de se dobrar.





Foi uma época em que se usava gel de cabelo new wave, calças bagg e semibagg, ombreiras, polainas de lurex, assistíamos Armação Ilimitada, O Gato e o Rato, Trovão Azul, McGyver, Kate Mahoney, Ilha da Fantasia com o Batatinha. Se dançava loucamente ao som de Sidney Magal, Gretchen, Morais Moreira enquanto Ritchie arrebatava corações com o seu abajur cor de carne.





Minhas tias também me fizeram acreditar piamente na história do batom Boca Loca, aquele mesmo da novela Tititi. Tudo isso pra me impedir de usar o batom delas, obviamente! Até o dia em que descobri...





E essa camaradagem da infância, virou uma sólida cumplicidade. Eles viraram meus amigos, confidentes e faziam as vezes de pai. Sempre pude contar com eles. Sempre. 





A admiração era tanta que cogitei ser professora por causa de duas delas; cientista por causa da versão feminina do Sheldon Cooper e médica por causa do único tio homem.





Cresci amando tanto ao ponto de idolatrar meus quatro tios. Tão diferentes e tão iguais.













Esse post faz parte da blogagem coletiva proposta pela Mirys.
















domingo, 29 de maio de 2011

Tá puxado...e selado!


O silêncio agora reina e só e somente agora consegui sentar e respirar. Esse final de semana me pareceu eterno, igual a esse mês que, finalmente está chegando ao fim.





Fez um sol lindo, lindo durante esses dois dias, para compensar o frio que, tudo indica, chegou pra ficar.





E adivinhem o que fiz pra aproveitar esse sol maravilhoso:





a) ( ) fui levar os meninos pra brincar na areia branquinha da praia


b) ( ) fomos ao parque


c) ( ) pedalar com as crias


d) ( ) N.R.A





Acertou quem marcou a última opção.


Passei o sábado resolvendo mil coisas, a  e uma delas foi a ida sacal ao supermercado. O que a gente não faz por uma despensa cheia, hein? E do meio pro fim o Otto começou a enjoar...tá, tô sendo boazinha! Ele chorava, gemia, se descabelava. Matou a saudade, que já tenho, de ter outro bebezinho por perto.





Passou a noite acordando e madrugou na minha cama. Acordei um caco. E só a tarde pudemos entender o porquê dessa mudança no comportamento dele: estava com um baita febrão!





Tá tranquilo, medicado e agora dorme cheirando a neném cheiroso.





Sorte a nossa que amanhã temos consulta com a pediatra, que está marcada há quase dois meses, diga-se.





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Chega de lamúrias. E não é que hoje, ganhei mais um selinho fofo? Esse veio da Sarah, Mãe do Bento. Conheci há pouco tempo e desde então, a acompanho sempre. E ela é uma dessas surpresas boas que a blogosfera nos traz.








Esse outro, ganhei da querida Mari Hart, do Diário de uma Mãe Polvo.











Serei perdoada por não seguir as regras? Muito difícil escolher apenas seis pessoas...ofereço a todas vcs que estão sempre, sempre por aqui.



Uma semana maravilhosa pra todas nós.






sábado, 28 de maio de 2011

Digno de um Oscar





Otto além de ter a agilidade de um macaquinho, ser uma matraca e de ter a espantosa capacidade para comer tudo o que lhe oferecem (ou não, que fique claro!), agora está revelando o talento para artes dramáticas.





Saca só:





- Filho, não coloque a mão suja na boca. Faz mal!


arregala os olhos, murcha a boca e diz:


- uhn? e eu vou MORRER?





- Otto, vc não pode comer nada do chão, entendeu? Tá sujo e...


- mas uhn? e eu vou MORRER?





- Pôxa, filho. Vc tá tossindo tanto. Vem cá fazer uma nebulização antes de dormir...


arregala os olhos, murcha a boca e ofegante já quase chorando diz:


- ai já sei....eu vou MESMO morreeeeeeeeeeeerrrrrrrrrrrrrrrr.





Impossível não rir.





Preciso saber de onde ele tirou isso...


Darei prosseguimento às investigações.





Um final de semana maravilhoso pra vcs!!!






We heart it





quinta-feira, 26 de maio de 2011

Desventuras em série







We heart it








Ofegante.


Foi assim que peguei na chave do carro pela primeira vez, depois de oito anos sem dirigir para percorrer a distância inédita de 25km desde que cheguei a Florianópolis. Otto ardia em febre e tossia sem parar. A droga da droga para refluxo não estava surtindo efeito...era preciso levá-lo ao consultório médico!





Vesti a roupa mais fácil e mais confortável para ocasião. Um chamisier branco, lindo que resolvi estrear no único lugar que me é destinado para passeio.





Fiz o trajeto do consultório todo na cabeça antes de dar a partida. Já sabia onde teria que entrar, dobrar, fazer o retorno. Pronto! Perfeito! se eu conseguisse parar de tremer. Otto ia até então caladinho, enquanto eu desfiava todas as musiquinhas do cancioneiro popular.





Quem raios teve a brilhante ideia de impor que o bebê conforto tem que ficar voltado pra trás e não para as mães, hein? Ódio do INMETRO. Ódeo.





Ah! é aqui onde eu tenho que dobrar pra...o quê? O QUÊ???? FECHARAM A ENTRADA? Obra em plena quinta-feira à tarde??? Caraglio. E agora? Tateei pelo celular...em vão. Sem bateria. Ô meu pai...Otto pressentiu que algo não estava bem e desatou a chorar.





E não foi um chorinho qualquer não. Abriu o ber-rei-ro. E eu não sabia que música cantar, muito menos que caminho seguir. Abri a janela e aos gritos pedi pro carro ao lado baixar os vidros. O cara riu.





-Moço, como faço pra chegar na...





Segui em frente, sendo que mais adiante, tive que parar o carro de novo. Dessa vez para abordar os traseuntes mesmo. MICO. E o Otto? lá...roxo de tanto chorar.





Até que finalmente, consegui chegar ao destino. Esbaforida, pingando suor e com as pernas bambas. E lá na recepção todas olhavam pro meu vestido. Deviam estar achando lindo - concluí satisfeita. Mal sabem elas que custou uma ninharia e foi comprado na Riachuelo. Ri.





O caminho de casa foi mais tranquilo, como sempre é o regresso.





E enquanto acomodava Otto no berço, que dormia exausto percebi o motivo dos olhares das mulheres do consultório.





Era uma ENORME etiqueta laranja dependurada debaixo do sovaco. Etiqueta de remarcação, assinalando pra quem quisesse ver que a merda do chamisier custara 29,90.





Sofro.





( inspirado na postagem Pérolas de mãe de Mari Hart, do Diário de uma Mãe Polvo.)







terça-feira, 24 de maio de 2011

Educar é arte, frustrar faz parte





daqui



Sempre procurei criar os meus filhos para serem confiantes em si mesmos. Os incentivei desde sempre a se arriscarem nas suas vontades, mostrando pra eles que eu sempre estaria ali ao lado, pra lhes dar segurança e para amparar se fosse preciso...





A Bia, de 8 anos, anda numa fase onde são frequentes as crises de mau humor, com uma necessidade de atenção fora do normal, uma vitimização que já passa do tolerável.





Não sei vocês, mas não acho saudável esse estar-ao-lado-tempo-inteiro, resolver tudo o tempo todo pra ela, estar sempre afastando tudo aquilo que a incomoda. A impedindo de sentir frustrações. Não me sinto confortável fazendo isso...não acho justo!





Em tempo, olhem o que descobri no mesmo artigo que fala da crise dos 3 anos:








"A partir dos 8 anos, a rebeldia dos 3 anos volta à tona, mas os ataques de mau humor parecem mais intensos. A criança espera ter todas as respostas, todos os desejos atendidos, toda a atenção do mundo. Esse período costuma durar até o fim da puberdade."



OU SEJE, ad eternum....



Fonte do artigo: daqui






E o meu compromisso com ela é fazê-la crer que PODE e que é CAPAZ de resolver qualquer coisa e que precisa confiar que estaremos sempre ao lado dela e não fazendo por ela.





Porque tem horas que estender uma mão é justamente não deixá-la estirada.





segunda-feira, 23 de maio de 2011

Nem tão distante assim...







We heart it





Casa de vó - Casa da dinda - Passeios com os tios - Fim de tarde com cafezinho - Mimos de vó - Permissividades - Dengos de neto - Estragos de tio - Doces na mão - Desespero da mãe - Choques de educação.





No começo senti um grande alívio, preciso confessar. Estava a salvo numa imensa bolha e estar longe de pitacos fazia eu me sentir segura. Criaria os filhos sem divergências...de qualquer ordem.





E sempre me pego comparando a minha infância com a que eles estão vivendo. Que histórias eles terão pra contar? Será mesmo saudável viver longe de toda a vivência com a família - essa num sentido mais amplo? Que lembranças eles teriam de sua infância sem mais personagens para pontuá-las que não seja meu marido e eu?





AMOR DE AVÓ - AMOR DE TIOS - AMOR DE DINDAS ainda é possível sentir.





Ainda bem que existe telefone.


Ainda bem que existe internet.


Até que momento estaremos todos satisfeitos com isso, eu não sei. Mas é importante saber que ao menos os temos.





Longe e presentes.







*******



Identificação - Afinidade - Confabulações - Amizade virtual (por enquanto)



E não é que hoje, sou a convidada da seção E com vc, como foi?, do blog Mãe de Duas, da minha amiga Pri Perlatti? Um blog que eu adoro! Convido vcs a dar uma conferida no texto que fiz sobre o relacionamento com a minha mãe.



Obrigada, querida, pra mim foi uma  honra figurar no Mãe de Duas.







domingo, 22 de maio de 2011

Um selinho no domingão





Ganhei esse selinho super fofo de uma pessoa linda, a Vanessa - mãe de um bebê lindo - do blog Baby da Nessa e do Beto - onde ela conta sobre sua experiência com a maternidade.



Obrigada por lembrar da balzaca aqui, viu Nessa?

Adorei.



Bom restinho de domingo pra vcs!

sábado, 21 de maio de 2011

Um mestre (bom de) cuca


Sabe do que mais estou gostando nessa nova escola?


Saber que as crianças colocam a mão na tinta, a mão na terra, a mão na massa....literalmente.





Num dia muito, muito chuvoso, a professora deles achou por bem envolver os pequenos no preparativo de um bolo. Driblaram o tédio e ainda por cima cada um pode trazer pra casa um pedaço de bolo embrulhadinho com fita de cetim e tudo. Muito amor!





E em casa:





- Hummm, Otto! Que gostoso! É de laranja?


- é de lalanja, também de falinha, doizovos - parou pensativo e emendou:


- mas não são aquelezovos do saco de ovinhos não, viuuu, mamãe?





Uffa!


Ainda bem que não!










Aproveitem o final de semana.


Beijos,

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Divina Comédia Humana





Você não mora mais lá e passa alguns anos sem ter notícias de determinadas pessoas, mas ao tê-las percebe que o tempo pra elas parece estático.





Estão lá, congelados, imóveis. E é triste perceber que nada mudou...





Ele tinha pouco mais de quinze anos quando teve necessidade de aulas particulares. Sua professora era mãe de um garoto dois anos mais novo que ele e parecia ser bem legal. Legal até demais...os dois se apaixonaram e três anos mais tarde se casaram sob os protestos da mãe, que apesar de relutar no começo, assistiu ao resto atônita.





Um menino (imaturo, diga-se) estava casado com uma mulher consideravelmente mais velha que ele. Até aí, tudo bem....o amor não escolhe sexo, idade, muito menos momento certo para acontecer. O relacionamento mãe x filho x nora era tenso.





A mãe dele acabou por confiar na esperança de que ela, a nora, o conduziria a um caminho, de preferência o do bem. E também falo de graduação, carreira, essas coisas...mas não foi bem assim que aconteceu.





A esposa impediu o garoto de prosseguir com qualquer curso que ele começasse, assim como fazia ele sair de qualquer emprego que conseguisse (por mérito ou indicação). Ele era obrigado a lavar suas próprias roupas no tanque, não na máquina como os demais da casa; passou a andar maltrapilho, pois as roupas dadas por sua mãe eram rasgadas a tesouradas...ela também o impeliu a se afastar dos amigos e da família.





Diante de tudo isso, caiu por terra a teoria do amor.


Se ao menos se tratasse de amizade...mas se trata da posse, que destrói.

Esse relacionamento, se é que posso diagnosticar, é pautado na falta de amor. O amor próprio.










We heart it










quinta-feira, 19 de maio de 2011

A crise dos 3










Quem tem filho perto de completar 3 anos ou com essa idade completa, vai saber do que estou falando...





Seu filho é um anjo de candura, um poço de compreensão, pessoinha gentil, que sabe verbalizar todas as suas vontades, sem que use o choro como barganha.





Ok. Agora esqueça tudo isso. O panorama agora é outro.





Agora meu filho já não fala mais, ele mia. Mia o dia inteiro. E alto. Ah! e também grita, está sempre, sempre de mau humor e birrento ao extremo. Demorou quase um mês até eu perceber do que se tratava...a famosa crise dos 3!



Nessa fase, eles estão construindo a sua identidade, onde a partir de agora, ele se reconhecerá como um indivíduo único, no meio de outros igualmente únicos.





"Nos primeiros 3 anos de vida, a rebeldia é mais evidente, já que nesta fase a personalidade começa a ser definida e a criança ainda está voltada para si e para o seu prazer. Qualquer contrariação dos pais é motivo de frustração e, por não ter experiência e muito menos vocabulário para expressar o que sente, o choro, a birra, as manhas e as mordidas são as maneiras que utilizam para a manifestação."




O grande desafio é não ceder aos acessos de mau humor, mas aproveitar para ensiná-los nesse caso a lidar com as frustrações - inevitáveis na vida.



Hoje, como mãe de dois, pude reconhecer essa fase e melhor ainda, sei que ela vai passar.

Só não lembro exatamente quando...







terça-feira, 17 de maio de 2011

Presente pra mim e pra você ou A cara nova do blog


Nessa semana rolou uma blogagem coletiva muito bacana onde as blogueiras falaram sobre o porquê de blogar. Como eu estava viajando, acabei por perder a data limite para a postagem.





Não domino a arte de blogar. Isso, como tudo na vida, tenho aprendido na prática...





No começo imaginei que o blog seria o "meu cantinho", o lugar onde eu poderia falar o que quisesse, da forma que me conviesse. E na prática, descobri que ele não é tão meu assim....





Descobri a importância dos seguidores e que eles chegam até a nós, sem que precisemos perdir por isso. É muito mais identificação do que qualquer outra coisa. Descobri também que os textos postados podem ter desdobramentos incríveis nos comentários, onde o autor é vc, que me lê agora. Pontos de vista diferentes são sempre enriquecedores, desde que saibamos usar o espaço que nos foi destinado. Respeito é bom e todo mundo gosta.





Comecei na blogosfera num blog coletivo e depois, tive a ideia de criar o BM pra fazer valer um antigo conselho de uma antiga psicóloga, que escrever pode ser terapêutico.





Aqui, nesse espaço que é meu e também é seu, vc verá muito mais que alegria, muito mais que pequenas tristezas, muito mais que conquistas, muito mais que o cotidiano dos meus filhos, mais que superações, muito mais que besteirol. Você verá uma soma de tudo isso...pois o blog é sobretudo humano.





Tem meu lado mulher e meu lado mãe, porque uma é intrínseca a outra. E coexistem em perfeita harmonia. Ou não. Afinal, que graça teria se aqui tudo fosse perfeito?





E esse discurso lagrimogéneo todo foi só pra dizer que a nossa casa está de cara nova e essa reforma foi feita graças ao capricho e a dedicação total da May, do Studio May Ishii. Hoje muito mais que um contato profissional, uma amiga!














Obrigada, May. Ficou muito mais lindo do que eu poderia imaginar.




E vcs, o que acharam?


Gostaram?




domingo, 15 de maio de 2011

MAMAÇO






Eu, amamentando o Otto com poucas horas de vida. Momento único.





E além de pura intimidade, além de ser uma necessidade psicológica do bebê, como muitos querem alardear é também uma necessidade fisiológica. É daí, do seio da mãe, por onde esses pequenos recebem seu alimento.





Entenda aqui, o porquê do mamaço virtual.


E hoje tem mamaço em frente ao Itaú Cultural. Saiba mais





Tem foto amamentando o seu filho? Publique também.


Vamos dar força ao movimento.




sábado, 14 de maio de 2011

Sábado dos sonhos


Cheguei na madrugada de sexta, trazendo na mala bastante saudade....e amanheci com a vassoura e o espanador (é o novo!) na mão. Por que, né? Homem por mais que faça, por mais esforçado e limpinho que seja, NUNCA, nunquinha será igual a nós, mulheres.





Nosso senso de estética, beleza e organização e.....bom, enfim...vcs sabem! Daí que recebi um comunicado antes de cair desmaiada na cama ainda na noite de sexta: "prepare-se, amanhã teremos que estar na escola dos meninos bem cedo. Dia da conscientização sei-lá-do-quê em família."





Ah, tá. E como eu amo morder a língua, vejam as fotos e digam se não valeu a pena. Relevem a cara inchada, fazendo favor.







Contação de históriaszzzz






Bia usando e abusando das tintas naturais






Descendente direto do macaco






Pausa pro lanche






Trabalho infantil, qué dizê, ajudando na composteira






Pai babão






Picasso





Fica, gente. Vai ter mais...







Antes de relar por completo no pé de pau






Ralado e feliz






Vem, gente. Tem patê de ricota com talos






A escola deveria ter parceria com a Vanish





Poderia postar muitas e muitas fotos, mas preciso me conter...


E o sábado de vcs, foi bom? Quê? Pois é, ando devendo visitas, mas calma aí, que tô chegando...


Beijão e bom domingo.







terça-feira, 10 de maio de 2011

A arte de ser depilada


E ela chegou com uma resignação tão madura ao centro de estética, vulgarmente conhecido como salão de beleza. Confiante, deu seu nome para a recepcionista e esta confirmou seu horário com a depiladora.





Lendo uma revista, esqueceu do medo que sempre a assombrou, até que ouviu seu nome ser chamado, como num pregão. Respirou fundo, pegou sua bolsinha e foi pisando forte até uma salinha, que num primeiro momento achou de uma fofura! Até que num olhar mais atento, pode identificar os objetos de tortura.





Tava mesmo quente? Checou a temperatura do ar condicionado e constantou que deveria estar tremendo e não se desmanchando em suor. Quando questionada pela depiladora sobre quais serviços ia querer, pediu somente a sobrancelha, como de costume. Lá pelas tantas, tomada por uma confiança que não lhe pertence, pediu para fazer contorno. Quer dizer, contorno não! Somente a virilha, pois é a primeira vez em trinta e um anos e tem medo e.....





De imediato a personalidade sádica da depiladora se revelou. Ela deu um sorriso quase satãnico e entregando a ela o espelhinho para checagem habitual das sobrancelhas, foi logo levantando o seu vestido...sim, ela foi de vestido pra facilitar o serviço.





O suor era abundante. E era frio. E seus lábios pálidos de terror. E as unhas roxas e as extremidades dos membros, gelados.





A depiladora, de súbito, passou a sofrer de verborragia. Começou a falar sem parar...mas ela, macaca véia, manjava de seus truques psicanalíticos. Se ela precisa lançar mão desse tipo de truque, é porque esse caraglio devia doer pra caramba.





Besuntou a espátula e a ficou rodando na sua frente, enquanto lançava um olhar malicioso. E sem que ela esperasse, a depiladora besuntou tudo, os dois lados. OS DOIS. De uma só vez.





Como ela pode?

Covarde.


Covaaaaaaaaarrrrdeeee.


COVARDE!





Ainda fez menção de se levantar e sair correndo pelo salão com o vestido levantado, mas cadê coragem? E ainda mais depois que a depiladora a advertiu: vai grudar TUDO! Tudinho.





Maquiavélica. Munf.





Eis, que ela se resignou. Até que veio a primeira puxada.


Um leve esperneado, um gemido profundo e quando finalmente conseguiu abrir os olhos, olhou para o teto para verificar se o sangue havia jorrado. Não, uffaaa!





"Abra as pernas, minha filha. Preciso cavar mais."


"Não, minha senhora. Esse é só o modelo piloto, de modos que pode deixar assim mesmo, viu?"


"Assim? Não. Não, pode. Vou cavar mais aqui e....."


" AAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHH...."





(pressão devia estar 8 por 7, nessa ocasião)





"Pronto! terminei. Não quer mesmo bigodinho de Hitler?"


"Prefiro não responder, senhora"


"Quer fazer atrás?"


"Atrás de quê?" - pensou que fosse um método para evitar o constrangimento


"Atrás. No bumbum. Quer?"


"VAI. Faz logo essa poha. Já tô aqui mesmo, ficar regulando mixaria...."


"Vire"


"Desculpe, mas virar como?"


"Igual feto. Vira de ladinho e segura assim um pouco, levantando aqui ó...."





Ela riu. Da posição, da cera quente no fiofó e de uma estranha encarando um lugar sempre tão resguardado...constrangimento maior não há.





"Nessa sala tem câmera, senhora?" - não obteve resposta.





Saiu de lá, mal se segurando nas pernas, com o vestido ensopado de suor, os cabelos absolutamente desgrenhados e se dirigiu ao balcão.





Depois de pagar a conta, saiu tão orgulhosa por ter se superado!

Se sentindo tão adulta rebolando feliz sua bundinha de criança porta afora.








segunda-feira, 9 de maio de 2011

O dia de ser MÃE e o de ser FILHA








Como comentei com vcs em algumas postagens, fora a mudança de endereço, estava prestes a arrumar a mala para surpreender minha mãe no dia dela. Contei com a ajuda e com a cumplicidade do meu irmão nessa, que foi uma verdadeira missão!





Passei dias me questionando se estava fazendo a coisa certa, pois iria sair de casa pela primeira vez, sozinha para passar seis dias fora. E meu grande incentivador, foi ele, o marido. Garantiu que daria conta de tudo sozinho....e disso, não duvidei...





Transferimos o dia das mães com meus filhos para o sábado, onde pudemos ter um almoço de família super legal. A Bia estava um pouco sentida, porque com oito anos, ela entende que é um dia especial onde, na cabecinha dela, deve me render homenagens.





Ficou super chateada por dessa vez, não ter montado um café da manhã caprichado, nem ter feito nenhum artesanato especial pra mim, como sempre costuma fazer. Mais ainda, por não ter podido comprar um presente, pois com a mudança, meu cartão grita a cada vez que precisamos entrar numa loja. Mudança sai caro, minha gente!!!





De modos, que o único presente que ela pode me dar, depois de contar moedinhas na sua bolsinha, foi uma casquinha de sorvete! Nem precisa dizer que isso encheu meu coração de ternura, né? Mãe é bicho besta mesmo.





*************





E em Fortaleza, a surpresa teve êxito. Tanto, que quase fiz minha mãe ter uma síncope.


E depois que a vi chorando e rindo, me abraçando com medo de que eu desmaterializasse, tive a certeza de ter feito a coisa certa...





Pensei nisso como um presente pra ela, que sempre passa o dia das mães, chorando sua saudade pelo telefone, sonhando com o dia em que estaremos todos juntos novamente. Ela, seus filhos. Eu e meus filhos.





E hoje, estou me dando ao direito de ser apenas filha.










quinta-feira, 5 de maio de 2011

Reticências





O texto fala de algo que nunca vou poder deixar de falar e que maioria das vezes vou preferir calar...



Por: Anderson




Sou um cara que sempre buscou respostas pra esse enigma que é a vida e a morte. Independente do que ditam as crenças (ou descrenças) alheias, eu sei que um dia todos nós nos veremos de novo, e que a aparente perda e a intensa saudade são necessidades das limitações do nosso mundo.







Já faz 8 ou 9 anos? Não lembro. Não conto. Ficar contando os anos me dá a falsa impressão de que o tempo nos distancia, quando a verdade é que nos aproximamos mais ainda ao que o tempo passa. Sinto saudades imensas da minha mãe, uma mulher alegre, bem disposta, apaixonada pelos filhos, pelo marido, pela família toda. Mas longe de mim cultivar qualquer sentimento ruim por conta da aparente ausência dela. Sim, porque ela vive dentro de mim, brotei dela e carrego em mim, no que sou, no que ela me ensinou a ser, uma parte dela. Assim como muitas outras pessoas em que ela deixou sua marca de amor, amizade e companheirismo.





Lembro de um sonho que tive, exatamente na madrugada do dia das mães, embora eu nem lembrasse disso na época (sempre fui péssimo com datas), onde ela vinha até mim e me abraçava calorosamente, num cenário bem alegre, iluminado. Ah, que presente maravilhoso! Acordei tão bem. Sim, não chorei pela falta ou por qualquer outro sentimento negativo. Deixei umas lágrimas escorrerem, mas foi de pura felicidade. Eu não sinto, absolutamente, que eu esteja separado dela de qualquer forma. As coisas precisam correr o seu curso independente de como achamos, na nossa pífia compreensão, que deveria ser. Sou partidário da crença de que tudo no Universo está exatamente aonde deveria estar. Mas que isso não justifique comodismos de qualquer tipo. Com isso quero dizer que não precisamos nos lamentar pelas fatalidades da vida, mesmo que a primeira instância sejamos atingidos pelo choque das mesmas.





Se temos que tirar lições de tudo na nossa vida, essa foi a que eu tirei quando minha mãe cruzou os Portais da Morte, que parecem sempre tão tenebrosos, mas só porque o medo do desconhecido nos faz ver assim. Além, obviamente, da nossa ânsia em não querer se separar dos nossos. Temos que aprender a lidar com isso melhor, é o que eu penso. Milênios de história humana e nunca nos acostumamos com a ideia da morte. Pra mim a morte é apenas uma continuação da vida, já que o nosso corpo é perecível. A alma, porém, é eterna. Alguém pode dizer que essa crença é apenas um subterfúgio pra me trazer conforto quanto à essa situação. Bom, posso até estar errado quanto a isso. Mas o meu amor por ela é eterno e não há quem diga o contrário. De resto, minha verdade me satisfaz.





As memórias que tenho dela são da minha infância, das lições que ela me deu, dos beijos de boa noite, das festinhas de aniversário, dos cartões de dia-das-mães, das visitas chatas aos amigos onde eu me via obrigado a ser sociável e dos beliscões que eu recebia pra isso, rs... Das idas à praia, lá em Fortaleza, com meus primos e tias. Uma maravilha! Meu tesouro guardado na memória!





Só lamento por não ter tido o prazer de, agora depois de crescido, sentar num bar e beber com meus pais, ter conversa de adulto com minha mãe, mostrar pra ela quem eu sou e o que espero da vida. Mas tirando esses pequenos prazeres, o resto eu tenho! Converso demais com ela e garanto a vocês que ainda sinto uns beliscões dela! E isso compensa qualquer tristeza.





Nessas poucas palavras (porque serão sempre poucas) expresso meu amor por ela. Dedico essas palavras também à minha prima Daniele, que sabe perfeitamente de quem falo. Falando aqui diretamente pra você, saiba que vejo muito dela em ti, e te agradeço por saber expressar isso tão amorosamente. Você é e será sempre muito especial, como ela É e sempre será pra nós.





Grande beijo,


Anderson




E na semana em que se comemora o dia das mães, fico sempre me perguntando o que sente quem não as tem. Saudade é um sentimento difícil de ser administrado e o Anderson é um belíssimo exemplo de superação. E só tenho a agradecer a ele por esse presente!



 Anna, minha tia, se foi há oito anos, quando tinha 35, de um câncer que a venceu. Deixou marido e dois filhos lindos, que na época tinham 12 e 9 anos. 



É um alento saber que apesar da morte, a gente nunca se vai completamente. Ficam sempre fragmentos do que fomos, como sementes, espalhadas em quem amamos.



Fica aqui a nossa homenagem a todos aqueles que nesse dia especial, sentem saudade.





segunda-feira, 2 de maio de 2011

Notícias do front







Google Images








E no final de semana, até os cinco patinhos foram passear, menos eu.





Todo mundo sabe que eu estou de mudança e foi um fim de semana suuuuper agradável: teve poeira, muita poeira em suspensão, teve mofo, teve prateleira despencando das mãos de um homem de quase dois metros de altura em cima do pé, teve gente chorando de dor, pé inchado, teve chuva na hora de descarregar as coisas...





Masss, também teve a alegria da chegada numa casa nova! Um novo astral! E as crianças ao contrário do que acontece em situações como essa, estavam super bem, adorando o caos que se instalou momentaneamente em suas vidinhas que são todas trabalhadas na rotina.





Ainda estou em meio as caixas, tentando encaixar velhas coisas em um novo espaço. E isso requer logística. Nessas horas queria ser criança, pra ter prioridade na arrumação do quarto, enfim...





Ah! e ontem pra dar uma animada depois de um dia exaustivo, compramos um bolinho e cantamos parabéns pra casa nova. Momento totalmente dã. O carnaval todo era por causa do Otto e depois da cantoria toda, achando que estávamos abafando ele dispara às gargalhadas: "vcs tão maluco? tudo maluco? a casa não faz aniversário não!!!"





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Hoje foi o primeiro dia deles na escola nova. O segundo primeiro dia do ano. Tudo novo de novo.





Marido não foi trabalhar hoje, para dar um tom solene ao que antes era rotina. E quer saber? Eles a-ma-ram a escola nova. Otto ainda dentro do carro, disse que a gente tinha pego o caminho errado e que AQUELA não era sua escola.





Medo. Pânico, que felizmente não durou dois minutos. Bastou descer do carro pra se encantar com o colorido e com a infinidade de parquinhos que a escola tem. Sem contar com as tartarugas, os carneirinhos lá ao longe, as montanhas...





A Bia foi de boa e ele entrou na sala e antes mesmo que a professora lhe perguntasse algo, disparou: Meu nome é Otto e o seu? Dali em diante, foi só sucesso!





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Gente, alguma pedagoga de plantão por aí? Preciso de auxílio, pois meus parcos conhecimentos em pedagogia moderna, me impedem de processar a ideia da adaptação quando a criança não QUER ser adaptada. Melhor dizendo, cumprindo normas da escola, tive que tirar o menino chorando da sala. Ele não queria sair....será que isso não causa "trauma" às avessas?





Bom, fica a dúvida.





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Louca pra colocar as visitas em dia, pra responder os e-mails que aguardam resposta. Em breve estarei de volta.





Assim espero.


Ah! quêde o Cosmo e a Vanda - Padrinhos Mágicos? Se alguém os vir por aí, por favor, transmitam o meu recado.