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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Fica, tem convidada especial: Mãe de Duas







Resolvi criar um espaço nesse blog, pra convidados especiais, com a única finalidade de diversificar pontos de vista e intensificar debates. Promover uma interação, afinal não é essa a proposta da blogosfera?





Pra inaugurar esse espaço, convidei a Pri Perlatti, que escreve brilhantemente o Mãe de Duas - um blog que propõe uma maternagem consciente e relata de forma leve, com um humor singular, as aventuras de suas duas meninas. A identificação não foi só com ela, se estendeu às duas, afinal Stella e Lia, são a versão paulista de Bia e Otto, respectivamente. E eu não vejo a hora de conhecê-las.










Stella e Lia - as duas







Os 10 mandamentos do segundo (ou terceiro, ou quarto) filho - por Pri Perlatti






  • Não acharás que só porque ama demais uma criatura não haverá espaço no teu coração para mais outras crias;

  • Não acharás que só porque já teve um filho não haverá nada mais a aprender com o(s) seguinte(s);

  • Não se iludirás que só porque dormiu durante o primeiro ano de vida do primeiro filho que com o restante será igual;

  • Terás a certeza que todas as preferências de um serão motivo de discórdia dos outros filhos;

  • Terás um discurso pronto sobre sustentabilidade quando ouvires a pergunta: porque eu não tenho nada novo?

  • Se resignarás a ver o saldo bancário no vermelho mês após mês;

  • Nunca terás a certeza de quem deixou o pote vazio de danoninho atrás do sofá ou quem passou a mão nos dez reais da tua carteira;

  • Terás a certeza que a genética é incrível, seja pela possibilidade das criaturas serem bem parecidas ou bem diferentes. Tudo ao mesmo tempo;

  • Serás apto a ministrar cursos sobre como manter a paz na Faixa de Gaza, tamanha a desenvoltura em acabar com brigas e desavenças (na base do grito ou da conversa);







Como não tenho a pretensão de ditar regras, deixo o último para vocês completarem. Qual é o décimo mandamento dos seus filhos?





segunda-feira, 27 de junho de 2011

Subvertendo a ordem





Banho de mar, segundo a minha mãe, é excelente pra trocar os fluidos, se energizar e podia curar quase tudo.




Se filho estava gripado, o banho de mar ajudava a expectorar, quando estava se sentindo meio pra baixo, ela fazia todo mundo por uma roupa de banho e ir afogar, literalmente, as mágoas. Curava-se do cansaço, de insônia, de espinhas (!!!) e até de preguiça!





E minha relação com o mar sempre foi essa: a de troca.





Não consigo viver sem ele....morando em Floripa, só consigo dar mergulhos energizantes no verão e passo o resto do ano, apenas contemplando. Culpa do frio.





E hoje, segunda-feira pós-feriado, precisava sair de casa pra ir ao sacolão - lugar onde prefiro comprar frutas e verduras. Cansada, um pouco triste, resolvi caminhar um pouco aproveitando o vento gelado e o sol que veio nos brindar após dias de chuva. Não pretendia caminhar até o mar, mas fui impelida sei lá porque...





Tirei o sapato, sentei na areia e fiquei ali ao sabor do vento e do sol, que brincavam de um constate morde-e-assopra, ouvindo o mar quebrando nas pedras. De repente, o cansaço foi embora e me bateu uma sensação de felicidade despretensiosa, que me fez sorrir.



Nesse momento, lembrei de como é importante sair um pouco da rotina, ou pelo menos, fazer as coisas numa sequência diferente das que já se estabeleceram...afinal, não é todo mundo que tem um mar inteiro a poucos metros do sacolão, né? E por que raios demorei tanto a fazer isso, já que poderia fazer sempre?





Na volta, tomei um sorvete e fiz minhas compras. Foi a melhor ida ao sacolão ever! 





Não rolou o banho de mar, mas a minha paixão é tanta, que me energizei admirando!!!













Começar a semana assim, é ou não é um privilégio?´

Ótima semana pra todos!!!







quinta-feira, 23 de junho de 2011

Acende a fogueira do meu coração









Foto: Queiroz Netto - o cunhado







Nunca fui religiosa, apesar de ter passado a vida escolar inteira numa escola Marista. Ao contrário, lá sempre foram muito atenciosos com todas as minhas dúvidas existenciais e meus momentos ateístas.





De todos os santos, sempre muito sisudos, o que mais merecia a minha simpatia e admiração era São João! Achava o máximo o seu dia ser celebrado com grande festas, cores e fartura.  É uma época super alegre pra qualquer nordestino que se preze, que coincide com a fartura da lavoura, da colheita do milho!










Foto: Queiroz Netto





O sertão sempre tão monocromático, ganha cores e os rostos sempre castigados pelo sol ou pela dor das dificuldades ganham um sorriso. Ir a uma festa junina é antes de tudo, um estímulo sensorial. Afinal, cores, sabores e religiosidade se fundem nesses festejos.





Consigo até sentir o gosto do baião-de-dois com feijão verde e queijo coalho, do vatapá, do bolo de milho, da tapioca, do bolo de carimã, da pamonha, da canjica, da cocada, do pé-de-moleque, da paçoca de carne do sol, do aluá, do bolo de batata, do milho verde, do bolo de goma...





Não tem como não vibrar com a alegria desse povo, que metaforicamente, corresponde a um oásis em meio a aridez da vida e do chão. Confesso, me emociono.










Foto: Queiroz Netto




O costume de acendermos uma fogueira no dia de São João, representa a luz do interior, capaz de iluminar o pensamento e o calor do amor que aquece o coração.



E hoje, eu fico bem feliz. Fico sim.




"Olha pro céu, meu amor


Vê como ele está lindo


Olha praquele balão multicor


Que lá no céu vai sumindo


Foi numa noite, igual a esta


Que tu me deste o teu coração


O céu estava, assim em festa


Pois era noite de São João


Havia balões no ar


Xote, baião no salão


E no terreiro


O teu olhar, que incendiou


Meu coração."





Beijo e um ótimo final de semana pra vcs!!!







quarta-feira, 22 de junho de 2011

A lição do porquinho












A Bia começou a ter noção de dinheiro com quase quatro anos...quando ganhou um cofre em forma de porquinho. Um clássico!





Ganhou o porquinho, batizado de Xôliseira*, no mesmo dia que ganhou do tio o álbum figurinha das Crônicas de Nárnia. Sacou a jogada? Pouparíamos para que ela pudesse comprar as figurinhas. Criamos o o hábito de despejar ali as moedinhas de menor valor e sempre que saíamos de casa, levávamos o porquinho.





"Eu quero figurinhas!" - ahh, vc quer? Deixa ver quantos pacotes podemos comprar com o dinheiro do Xôliseira. Só dá pra dois.





"Ahhh, mas eu quero quatro." - e com sorriso plácido respondia - só juntar mais moedas e quando o porquinho tiver mais pesado a gente volta na banca, pode ser? - "Pode."





E assim, fomos ensinando a relação entre poupar e comprar. Deseja muito uma coisa? Economize e comprará.





Quando ela fez 6 anos, economizou a importante soma de 75 reais. Ok. Parabenizamos e tal. Pediu pra ir numa loja de brinquedos. Ok, a levamos fora de época e tal.





Chegou a hora do teste. Não o nosso, o dela. Espiem:





Os olhinhos dela começaram a brilhar praquelas coisas inúteis e caríssimas! Ia pegando as embalagens na mão, admirando e olhava pra mim, olhava pra caixa, olhava pra mim...





- Bia, quanto custa esse brinquedo?


- Humm....deixa eu ver....217,00.


- Nossa! mas vc tem 75 reais, lembra?


- Errrr.....(cara de pidona) lembro.





Demoramos horas, pois ela teria que escolher brinquedos que, somados, não ultrapassassem a quantia de que dispunha.





Ufa! Passei no teste de não ter sucumbido a olhinhos pidões.


E ela fez o dinheiro render! Ao invés de comprar um só brinquedo, optou por dois jogos e um bichinho daqueles colecionáveis!



Saiu toda feliz com o fruto de suas economias numa reluzente sacola de solzinho.







 * Liseira faz parte do dialeto cearês e quer dizer, sem dinheiro!










terça-feira, 21 de junho de 2011

Não proíbo, oriento







fonte: G1








Sou da época do Xou da Xuxa, da Mara Maravilha, da Angélica (chata desde sempre), quando os programas destinados ao público infantil não ensinavam o politicamente correto de hoje em dia...isso cabia aos pais!!!





Cresci assistindo Chaves, Jaspion, Changeman, He-man, Thundercats....isso não me fez mais nem menos violenta. Nem fiquei mais carinhosa, amorosa por assistir os Ursinhos Gummi.





Era época das propagandas descaradas onde se ensinava, de forma muito didática, a bater o pé e pedir pra mãe comprar o que estava à venda. Fosse um batom garoto, uma cecizinha ou a botinha da Xuxa. Época de publicidade agressiva!





Minha mãe nunca me proibiu de ver tv e eu, assim como milhares de crianças, estive exposta aos apelos dos publicitários. Agora, pergunta se me tornei consumista e quantas tranqueiras colecionei??? O meu pedido esbarrava numa explicação bem sucinta da economia em vigor no país: inflação, preços altos e, sobretudo da falta de necessidade em ter isso ou aquilo.




Ela não tinha pena de mim e não sucumbia aos meus apelos, por eu não possuir a casa de veraneio da Barbie, muito menos de ter a coleção de vestidinhos para mudar a cada ocasião, sempre a venda com seus respectivos cenários. Manja a tática "peças vendidas separadamente"?




Aos poucos fui sendo educada e passei a não pedir mais. Aquilo que eles anunciavam como sendo o passaporte para o paraíso, já não me enchia os olhos. E cresci consciente do que quero e do que realmente preciso.














Pois bem, hoje sou mãe e faço exatamente como ela fez comigo.





Não proíbo meus filhos de verem tv, faço como aprendi e controlo o tempo que eles permanecem sentados, imóveis. Gosto que eles façam de tudo um pouco, como eu fiz...brincar, pintar, ler, desenhar e assistir tv. Não necessariamente nessa ordem. Não necessariamente seguindo uma ordem.





Uso uma peneira e seleciono alguns programas, apenas pelo seu teor e não por medo dos meus filhos estarem expostos à publicidade. Porque pra isso não preciso temer, apenas orientar.





Vejam bem, não adianta eu criar uma bolha em torno deles, pois esse tipo de "estímulo" ao consumo se dá entre os pares, na escola. E o que sempre tento, é repassar a consciência do querer e precisar e explicar que não precisa de passaporte para ser aceito em grupinho nenhum...



Só para vcs terem uma ideia, o Otto que ainda não tem 3 anos, já reconhece no supermercado, os produtos que aparecem nos comerciais do Discovery Kids! E quando me pedem, perco um pouco do meu tempo, para dizer que certas coisas custam mais apenas por terem os personagens estampados nas embalagens,  mas que deixam a desejar na qualidade. Os publicitários conseguem acertar o seu público alvo: as crianças. Só não contavam com a minha astúcia!





Jogo limpo. Explico que nem tudo posso e que nem sempre é uma questão de dinheiro, mas de princípios.





Não temos o costume de frequentar loja de brinquedos e só faço isso em ocasiões especiais: aniversário, dia das crianças e natal. E só!!! Me chamem de chata!




Às vezes é mais fácil proibir, que ensinar....

E que eu saiba, redomas não estão à venda por aí.









(update: meses mais tarde, mais madura e mais consciente, a pessoa que escreveu esse texto virou ativista do Movimento Infância Livre de Consumismo =) )







segunda-feira, 20 de junho de 2011

Relegado a segundo plano?







Daí, que passamos o dia dos namorados brigados. Tudo porque quase desisti da prova.





O engraçado é que com a maturidade da relação e/ou o respeito pelos filhos, não nos permitimos ficar sem se falar. Pra quem vê, tudo parece a mesma coisa, mas só nós sabemos que é a falta de olhares que nos distancia.





Tá. Vamos esperar o barro o secar - pensei.





Tenho o costume, nos finais de semana, de fazer o almoço com uma trilha sonora ao fundo. Fiz uma seleção criteriosa de todas as músicas que marcaram nosso começo de namoro, saquei a garrafa de vinho e comecei a função, embalada pelo álcool e pelas lembranças.





E enquanto mexia as panelas, me dei conta que há muito tempo não vejo o homem por quem me apaixonei. Sempre vejo o pai dos meus filhos, o companheirão de jornada. A rotina, sempre ingrata nessas situações! Não me culpo, ele não me cobra, mas percebi o quanto isso é importante pra mim, pra ele...pra nós!





Nossos olhares se cruzaram no exato momento em que tocava nossa música-tema, ali, eu o reencontrei no instante em que ele procurava por mim. Continuamos distantes, apesar de, há tempos não estarmos tão próximos.





Um post piegas, como só as coisas do amor conseguem ser.





















E vcs, o que fazem para deixar acesas as labaredas da paixão? Ou são iguais a mim, que se deixa atropelar pela rotina?









domingo, 19 de junho de 2011

Domingo selado e musicado

Está virando costume reservar as postagens de domingo, para os selinhos que recebo com tanto amor, tanto carinho, tanto...








Esse é o selo é chamado de "Prêmio Dardos" e ganhei da Tuka, do Ktralhas.





"O Prêmio Dardos é o reconhecimento dos ideais que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc... que em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, e suas palavras."





Obrigada, Tuka. Pela lembrança, pelo carinho.






Esse outro, ganhei da Rogéria Thompson, do Um espaço pra chamar de meu e propõe uma brincadeira. Quase nunca cumpro as regrinhas dos selos, mea culpa. Mãããs hoje, estou a fim de brincar...



♫ Seu cantor favorito:

Bob Dylan



♫ Sua cantora favorita:

Joan Baez, Aretha Franklin



♫ Uma banda ou grupo:

Led Zeppelin, The Doors



♫ Uma música que te marcou no passado e uma que esteja te marcando agora:

* Passado: Blowing´in the wind

* Hoje: Ilusión - Julieta Venegas e Marisa Monte



♫ A música da minha vida:

Difícil dizer que essa é a música da minha vida, mas gosto muito, muito....Dust in the wind



♫ Uma música que te lembre um dia feliz e uma que te lembre um dia triste:

Alegre: One - U2

Triste: Skyline Pigeon, do Elton John. Ouvi após o enterro da minha avó, ela adorava.





♫ Uma música que te enche de saudade:

Season in the Sun - The Holies



♫ Se pudesse assinar o seu nome e dizer: ¨Essa música é minha¨, qual seria?

Quem me conhece, garante que essa música é a minha cara - Me and Bobby McGee









♫ Cite 3 estilos musicais que você gosta e 3 que você não suporta ouvir:

Rock clássico, Rythm´n blues, samba de raiz; Não suporto axé, pagode e funk.



♫ 5 músicas de sua playlist ( de preferência que não tenha sido citada acima)

Dust in the wind - Kansas; Angie - Rolling Stones; For Sasha - Joan Baez; Hurricane - Bob Dylan; What The World Needs Now - Jackie DeShannon











Foi difícil, mas super prazeroso fazer esse meme.  Ofereço a quem topar a brincadeira.

Pelo meu gosto musical, dá pra perceber que pertenço a era mesozóica, né?

Boa semana!














sábado, 18 de junho de 2011

Estado de espírito




Direto do túnel do tempo - 1 ano



Na volta da escola, como de costume, perguntei pros meninos como havia sido a aula. E o Otto num arroubo de sinceridade:



- Não foi boua, mãe.



- Por que, filho?



- Fiquei muito blavo e me comportei mal e fiquei tliste.



- Pôxa, filho...e como vc está agora?



- Tô bem alegle, feliz, tô vivo.............



- (silêncio)



- ......tô morto. Tô vivo. Tô morto. Tô vivo... - e caiu na gargalhada.







Um ótimo final de semana pra vcs.




sexta-feira, 17 de junho de 2011

O que é luxo pra vc???






É sobre a Ressignificação do Luxo que estou falando hoje, num lugar super especial: no blog da Tuka Siqueira - Ktralhas.





Vem ler e nos prestigiar, vem: é aqui!







quinta-feira, 16 de junho de 2011

Para driblar as diferenças












Libras - é a sigla da Língua Brasileira de Sinais. E é a língua natural das comunidades surdas, ao contrário do que muita gente pensa, não são simplesmente mímicas e gestos soltos utilizados pelos surdos para facilitar a comunicação. Possui estrutura gramatical própria. (consultei aqui)





Paulinho, meu marido, aprendeu libras quando era adolescente. Tudo por conta de seu melhor amigo, que era surdo-mudo.





Cada emprego que ele tinha, era sempre o encarregado de treinar os que não ouviam. Lembro do orgulho nos olhos da Bia ao ver o pai, se comunicando através dos sinais com tamanha desenvoltura! E quis saber onde ele aprendeu; e quis saber o porquê...até que um dia, ela pediu:





- Pai, me ensina a usar os sinais? Quero aprender Libras!





Ele, surpreso, questionou.





- Ora, pai...se todo mundo soubesse usar os sinais, os surdos-mudos não se sentiriam tão diferentes....e outra, não quero perder a oportunidade de fazer amigo. De jeito nenhum! Me ensina, pai?





- Ensino, filha....e aprendo - sussurrou enquanto a abraçava.
















terça-feira, 14 de junho de 2011

Dei o primeiro passo...









we heart it




Daí que sábado fiz a prova de vestibular e hoje saiu o resultado: passei. E eu já havia esquecido o gosto de pequenas conquistas. Recebi abraços dos filhos, ouvi da Bia o quanto ela estava orgulhosa e telefonema do marido dizendo que nunca duvidou.





O que não contei no post de sábado é que na hora de sair pra fazer a prova, eu disse que não iria. Tensão. Marido não engoliu os motivos que eu lhe dava e brigamos feio. Depois de ouvir coisas do tipo: "saia da sua concha", "vc é maior do que vc imagina", "dê o primeiro passo" e etc peguei minha bolsa fuzilando -o com olhar e sai.





A covardia estava ali, estampada na minha cara e eu recusando assumir.





Passei muito tempo parada e foi, antes de uma escolha deliberada, uma questão de oportunidade. Tranquei a faculdade há nove anos e parei de trabalhar há cinco!!! Tive que aprender a me deixar de lado, para poder me dedicar aos filhos. São as renúncias da maternidade.





Com os comentários que recebi no post, percebi que a sensação de estar perdida é mais comum do que se imagina. Muitas de nós, depois de anos parada, não sabem pra onde ir, como retomar a carreira, por onde começar...





Desperdiçava energia demais com coisas que sequer aconteceriam, se eu não resolvesse dar o primeiro passo...





Pode parecer bobo estar comemorando a entrada na universidade agora, em plena era balzaquiana, mas só eu sei a alegria que estou sentindo de recomeçar. Vou pegar emprestado um trecho da música do Oswaldo Montenegro, que a Sarah, Mãe do Bento me deixou de presente:






Hoje eu sei que mudar dói

Mas não mudar dói muito



E que essa sensação de que posso chegar onde eu quero, não me abandone...não antes de eu a interiorizar.




segunda-feira, 13 de junho de 2011

É tão LINDO!




O Otto já tem percepção do belo.


Sorte a minha que ainda não tem de seu antônimo, me poupa - ainda- de muita saia-justa.





Cena 1:


Ao entrar na escola, dá de cara com uma menina de laço na cabeça. E sorrindo diz:


- Olhe lá, mãe! Como a amiguinha está LIiiiiiiNDA!





Cena 2:


Ao sair da escola, dá de cara com uma porção de menininhas se preparando pra entrar na sala de ballet, e diz:


- Olhe lá, mãe! Um monte de Angelinas Balelinas. Tão LIiiiiiinDAS!





Cena 3:


Ao dar de cara com uma mãe que resolve vestir algo diferente do costumeiro pijamão, diz:


- Ahhh, mamãe....vc está TÃO linda!!!!





Tem como não amar?


Uma LINDA SEMANA a todas vcs.








***





Fiquei emocionada com o apoio que recebi no post anterior. De verdade. O carinho me deixou comovida...obrigada de coração!










We heart it







sábado, 11 de junho de 2011

Voltar: eis a questão!






Status: indefinido.





Sabe aquela sensação de tipo-assim-sei-lá, causada por uma enorme insegurança? Isso que dá passar mais de cinco anos vivendo no ostracismo, apesar de estar me dedicando aos filhos. Suspendi minha vida, meus projetos, meus sonhos por uma causa nobilíssima, eu sei....mas será que vou conseguir voltar? Sim, porque eu pre-ci-so voltar.





Pra ser honesta, estou me pelando de medo...será que não estou tentando dar um passo maior que a minha perna? se caso eu consiga, será que é mesmo a hora de deixar de lado minha alcochoada realidade?





Se vai ser bom pros filhos? acho que vai. Vai ser bom pro marido/casamento? com certeza. Acredito que vai ser bom, sobretudo pra mim....talvez por isso esteja com tanto medo.





E eu achava que o difícil era largar tudo por causa deles....voltar é que são elas!

Fiz uma prova hoje.


Torçam por mim.













sexta-feira, 10 de junho de 2011

Papo de (e sobre) futuro


Adoro quando vou deixar os meninos na escola uns minutos mais cedo, só pra poder sentar com eles num gramadão, embaixo de uma árvore. Eles brincam e a gente conversa.





E nesses papos que surgem despretensiosamente, enquanto colhia umas sementes, a Bia diz:





- Mãe, quero trabalhar com nascimentos quando eu crescer.


- Que tipo de nascimento, filha?


- Qualquer um: pode ser de planta, de animais ou de gente. Ainda preciso decidir.


- Vai ter tempo, filha....vai ter tempo.





Quando vi que Otto assistia a tudo dando pulinhos do tipo agora-é-a-minha-vez, estendi a pergunta a ele cheia de amor no coração:





- E vc, filho, o que vai ser quando crescer?


- Macaco.


-Não, filho. Quando vc ficar grandão, igual ao papai, vc quer....?


- Quero ser macaco, mãe. É muito divestido!!!










Só quer saber de se divestir.





¨¨¨¨¨¨¨








Se divirtam bastante nesse final de semana.













quinta-feira, 9 de junho de 2011

Festinhas sem os pais







We heart it








Muitas mães hoje preferem comemorar o aniversário dos filhos contando como convidados, apenas as crianças. É lúdico, é lindo, é consenso.





A primeira vez que a Bia recebeu um convite desses foi ano passado e a festa da amiguinha da escola seria num buffet e acabaria às 21h. Como acontece em toda-primeira-vez que se preze, fiquei tensa e preocupada e já tinha dito que ela não iria.


Só não contava com a intervenção da mãe da melhor amiguinha da cria. Que, tentando me tranquilizar, acabou por me abrir os olhos. Não dá pra isolar os filhos numa bolha de proteção, nos resta orientar ao invés de privar. E já dizia a minha avó: lugar seguro pra uma criança é dentro da barriga!



O medo se justificava pelo fato de o buffet não ser propriamente um buffet, mas um daqueles parques indoor, onde se comemoram até duas festas simultaneamente. E o parque continua aberto a terceiros em dias de festa. Ou seja...





Prefiro achar que estou zelando e não pecando por excesso. Onde terminam os cuidados e começa a paranóia? Ela acabou indo pra esse aniversário e para outros dois, mas fico com o coração na boca a cada vez que ela recebe um convite.





Antes de sair sozinha pela primeira vez, Paulinho e eu repassamos uma série de cuidados, que ela prometeu que teria. Queríamos alertar sem apavorar. A saber:





* Chame sempre uma amiguinha para ir ao banheiro com vc. E caso tenha algum funcionário do buffet limpando o local, saia e volte quando ele terminar.





* Se algum monitor chamar vc para brincar fora do buffet, sob o pretexto de lhe mostar um brinquedo mais descolado,  por favor, não vá.





* Não saia com nenhum pai/mãe/tio/primo de amiguinho seu. Papai e mamãe virão buscar vc no horário combinado.





* Não esqueça de nada que lhe dissemos, viu filha? Agora vai e se diverte.





Sei lá, em tempos de pedófilos nojentos, todo cuidado é pouco.


E vcs, hein, já passaram por isso?







terça-feira, 7 de junho de 2011

Não cobiçarás o brinquedo do próximo







Olha quem está falando 





Não adianta, mãe que é mãe já se sentiu minimamente constrangida, quando o seu filho - aquele ser criado com todo amor e carinho - resolve, tomar de assalto um brinquedo da mão do coleguinha.





Às vezes, não contente em tomar, ele empurra, esbofeteia, fura o olho, puxa os cabelos...e vc ali, pálida ao se deparar com requintes de crueldade que desconhecia.





Fora quando vc não precisa desfiar um rosário de satisfações à platéia,  garantindo que seu filho - aquele ser criado com todo amor e carinho - nunca assistiu ao filme Clube da Luta e seus transgêneros.





Dizem que a criança por volta dos dois anos, passa a ser superprotetora com seus objetos, sendo pouco capazes de repartir. Estão construindo sua identidade, o seu eu. E essas situações conflituosas devem sempre ser mediadas: pelos pais e pela escola.





Otto ainda tem essa mania, embora eu esteja torcendo pra que ela acabe logo! A diferença é que ele nunca bate, sempre apanha por quem tem seu brinquedo surrupiado de forma agressiva. E isso freou muito esse comportamento, preciso ser honesta! Fato que ele só levou uma única mordida na escola e foi justamente por esse motivo. Desde então, ele tem evitado confrontos diretos. Vai na mão leve mesmo....na maciota.





Estou adorando como essa fase do desenvolvimento deles está sendo trabalhada na escola nova, construindo o conceito de coletividade ao mesmo tempo em que reforçam a construção da identidade. E a cada dia ele soma novas palavrinhas ao seu vocabulário como: repartir, dividir, compartilhar, emprestar e o clássico " mas é de todo mundo!"



Fase intensa de negociações e mediações.



Poderia ser fácil, né?

sábado, 4 de junho de 2011

Estão todos bem?




Esse é um post corujão.


Ainda estou acordada e atordoada com um filme que acabei de assistir...





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Antes, quando era beeemmm mais nova, era eu quem chamava minha mãe para sentar e assistir um filme comigo. Procurava alugar aqueles que julgava despertar nela o desejo de largar todos os afazeres para sentar e aproveitar aquela uma hora e meia ao meu lado.





O tempo passou e hoje, ela quem me liga, dando indicações. E eu tomo nota. E só agora, passei a entender o porquê de ela nunca ter conseguido largar tudo pra se esbaldar no sofá comigo. O entendimento vem sempre com o tempo.





Quando ela disse que eu pre-ci-sa-va assistir esse filme, amarelei. Tinha medo dos sentimentos que esse filme iria despertar em mim.





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Pois bem, hoje, sucumbi e assisti o filme "Estão todos bem", com Robert De Niro. (aqui resenha do filme)





O filme retrata o relacionamento de um pai com seus filhos, após a morte da esposa. E quando o encontro que ele tentou promover foi desmarcado por cada um de seus quatro filhos, ele resolve fazer a mala e cruzar o país para revê-los.





E ao invés de fazer uma surpresa, é constantemente surpreendido. Pelo passado em que ele projetava um futuro para os filhos e pela constatação de um presente diferente do que ele almejou. Pelo presente que se faz...





A solidão vivida por ele é tocante. E me fez sentir um pouco do que deva ser a síndrome do ninho vazio. E, hoje afirmo, não sei se sensibilizada pelo filme, que não suportaria. Deve ser triste demais dedicar a vida inteira ao filho e depois de vê-los partir, não saber que lugar ocupar no mundo.





Até porque, quem abdica da própria vida, tende a segurar os filhos embaixo das próprias asas, com medo do inevitável. Além do que, a solidão deve ser muito amarga.





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Imaginei o que minha mãe sentiu ao me visitar pela primeira vez desde que saí do ninho...ao se deparar numa realidade que nunca imaginou pra mim.





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A gente sempre quer o melhor para os filhos, muitas vezes projetando neles os sonhos que não pudemos realizar.





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Corri para o quarto dos filhos...precisava saber se estão todos bem, desejando com toda força, que estejam sempre bem.





A estrada ainda é longa.





Se vc ainda não viu o filme, aproveita esse restinho de final de semana.


Eu recomendo.



Mãe 24 horas - o Mito







daqui








Ser mãe em tempo integral é uma ideia linda, né?





E todo mundo acha que sou dessas. Mas como??? Se não tenho empregadas, babá ou sequer uma diarista? E fora que não posso contar com uma rede de suporte que atende pelo nome de avós, tios, madrinhas...





E cabe a mim:






  • lavar a louça



  • lavar roupa



  • passar roupa



  • limpar a casa - que consiste basicamente em aspirar, passar pano, limpar os móveis



  • fazer a comida toda. Todo dia.




Enquanto executo as tarefas acima, continua cabendo a mim:






  • brincar com os filhos



  • ensinar tarefas



  • assistir milhares de desenhos animados



  • passar o resto do dia cantarolando essas musiquinhas



  • ter momento de artista plástica, fazendo arte com tintas, massinha e lápis de cor



  • ler e ouvir histórias



  • ser modelo de cabeleireiro e cumprimentar vizinhos com mil fivelinhas na cabeça e sombra azul



  • exibir tatuagens modernosas de canetinha



  • fazer mil e uma cabaninhas



  • blogar and tuitar



  • e, ainda por cima conversar e "conversar" com o marido







Continuo dividida entre o trabalho e o prazer.





E pra vc que acha que eu não faço nada, aquele abraço.


E pra vc que me pergunta como dou conta.....me dá um abraço.




Ótimo final de semana pra vcs!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Diagnóstico: MANHA.









2 meses




Quando o Otto nasceu, procurei a clínica mais bacana da cidade.


Com o pediatra mais bacana da cidade. Daqueles, tipo estrela. Que sai em todas as reportagens, que lança livros, que sai em jornais...mais de 30 anos dedicados à Pediatria e zzzzzzzzzzz.





Na primeira consulta do Otto, fui recepcionada com um: Bom dia, mãezinha! (meu ovo!) e, de supetão me entregou um calhamaço de papel. Lembrei dos TD´s da época de escola. Só faltavam ser mimeografados. Era uma compilação de dicas "importantíssimas" do que comer quando se está amamentando, receitas deliciosas de papinhas, o que fazer em caso de acidentes.....o repertório de assuntos era vasto.





Como não saquei de cara, que aquele monte de papel significava um: "Não me pergunte nada. LEIA!", hein? Santa ingenuidade. Tiramos uma foto da primeira consulta para que aquele momento ficasse eternizado pelas paredes da clínica, onde ele, o médico, exibia orgulhoso todos os seus pacientes.





Consulta do primeiro mês - "Parabéns, mãezinha! O Otto ganhou 1,10kg só mamando?! Nota 10 pra vc!"


Consulta do segundo mês - falei de problemas para dormir, de como o Otto mamava muito, chorava muito ao regurgitar....e ele me disse para ter calma, que cólicas costumam passar aos 3 meses. Bastava que eu tivesse lido a página tal, da folhinha tal....





O tempo foi passando, meu projeto de amamentação falhou apesar de ter leite, muito, muito leite. O meu bebê para sempre insatisfeito, com as sonecas diurnas comprometidas, as da noite completamente desrreguladas e eu SABIA que algo não estava bem. (e eu sem internet há pelo menos 1 ano e sem consultar o Dr. Google)





Consulta do 5° mês - uma mãe esquálida, chorosa, com uma olheira de panda desfia o rosário para o melhor médico da cidade.





Diagnóstico? Manha. Leia o Nana Nenê e tudo voltará a ficar bem.





Ler Nana Nenê é o cacete! Procurei uma outra pediatra na mesma clínica e começamos uma investigação minuciosa do bebê que não crescia, nem ganhava peso há dois meses.





Diagnóstico: Refluxo.





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Tempos depois nos esbarramos na clínica e cheia de mágoa no coração, respondi ao seu cumprimento assim:





" O senhor deveria se empenhar mais antes de dar os seus diagnósticos. Manha é muito diferente de refluxo, não acha?"





Desde então ele não me cumprimenta mais.





O médico mais rancoroso e mau educado da cidade.





Fiz bem em dar o troco? Hein?













quarta-feira, 1 de junho de 2011

Esse menino não tem mãe, não?




Era o que meu marido sempre escutava dos coleguinhas de trabalho, quando decidia faltar quando o Otto adoecia, pra me ajudar com a rotina de casa.





O Otto teve refluxo e eu vivia às quedas de cansaço, de sono e às voltas com suas gripes de repetição, que se transformam em bronquites e resultava sempre em asma. Eram aqueles tempos difíceis "sentei às margens do vaso sanitário e chorei."





Meu marido não hesitava em ficar comigo, em ajudar nas tarefas domésticas, simplesmente porque ele tinha consciência de que enquanto um filho exigia o máximo de atenção e cuidados, a outra, por sua vez, tinha que ter sua rotina respeitada.





E a resposta dele era sempre essa: " são dois filhos em fases distintas da vida e uma ÚNICA pessoa pra dar conta de tudo. Dar banho, remédio, fazer comida, ensinar tarefa, arrumar uma pra escola, lavar a louça, trocar roupas sujas de vômito, fazer a nebulização, pra acudir na hora do choro...Ela, apesar de mãe, ainda é humana." - valeu marido. Melhor resposta eu não poderia dar.





Ele como homem não entende tamanho estranhamento. E como pai, faz questão de desempenhar seu papel, exercendo funções que também cabem a ele. Ou não? Onde está escrito que só as mães devem arcar com o trabalho pesado?





Se a mãe trabalha fora, por que é sempre ela quem deve faltar ao trabalho? E se ela é dona de casa, aí sim...





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Como falei pra vcs, no domingo o Otto adoeceu. E desde então, conto com mais duas mãos pra me ajudar com a trabalheira doméstica toda.



Hoje em dia, os colegas de trabalho são incapazes de fazer gracinhas. Ou se cansaram. Ou passaram a respeitar um direito que (também) lhe pertence.





Nesse mesmo dia, li um texto, do blog Vieste, onde a Re falava exatamente sobre isso.












We heart it








O que se espera de um homem, afinal?


E qual o papel do pai na criação de um filho?