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quinta-feira, 3 de março de 2011

Patchwork de lembranças III - o segundo filho

Se não escrevermos o que nos marcou, a impressão que tivemos acerca daquilo que nos foi tão importante,  os acontecimentos tornam-se menores, envolto numa sépia que suaviza as memórias por pouco perdidas.



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Dessa comecei a amar o projeto. E passei a viver essa gravidez, de forma tranquila, em pleno estado de graça, dividindo o meu amor em dois.





Confirmei, pois já sabia, o sexo do bebê com 12 semanas, ao lado da minha melhor amiga e da minha filha.





A escolha do nome, gerou conflitos engraçadíssimos. Bendita hora em que fiz aquele trato, onde o marido escolheria o nome do segundo. Julgava que Otto era nome de schnauzer, mas como tenho palavra, Paulinho fez valer sua vontade.










Nos mudamos para Floripa com as roupas do corpo e alguns poucos pertences - porque a remoção foi a pedido e necas de $$$ pra mudança do norte pro sul. E, mais uma vez, olhamos para a folha em branco, com um enorme entusiasmo. Escolhemos a praia da Armação como moradia provisória, em uma casa simpática toda mobiliada.







Com 15 semanas



Estava radiante e me sentindo a grávida mais linda do mundo.


A barriga era pontuda e eu engordei pouquíssimo.


Tirei um monte de fotos. Não exibia uma barriga, exibia um troféu.


No terceiro trimestre, passei quatro dias sem poder andar, por conta de um problema na coluna.


Paulinho, Bia e eu escolhemos cuidadosamente cada pecinha do enxoval. E todo mundo teve direito a dar seus pitacos.




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Quando estava com 40 semanas, cogitei seriamente uma cesariana, pois estava sucumbindo ao cansaço. Mas como? E o meu medo? Tenho horror, fobia, pavor, pânico de sutura...como me veria com aquele corte enoooorrrme? Quem me ajudaria? Minha mãe longe e meu marido com direito a cinco dias de licença, seria inviável uma cirurgia.





Por e-mail recebi umas dicas quentes de umas doulas queridas, que me indicaram muito sexo, caminhada e chá de canela. Daí que entra em minha vida um anjo chamado Gabi. Doula e fisioterapeuta, que se deslocou até a minha casa só para me dar o conforto de que eu tanto precisava. Conversamos muito, mostrei a ela o último ultrasson onde o Otto estava com 4,100kg e na posição cefálica e ela entrou em ação. Fez uma massagem divina, um escalda pés e um forte chá de canela.





No dia seguinte a sua visita, entrei em trabalho de parto, com 41 semanas. O parto foi ma-ra-vi-lho-so! E ter o Paulinho ao meu lado fez toda a diferença.





Passei por todo o TP sem dar um único grito, pois aprendi com a Gabi que a respiração está intimamente ligada à vagina. (oi?) E foi assim, andando e respirando, que meu menino começou a vir ao mundo. Finalmente pude parir com classe e elegância, like diva.





Concentrei bastante para aproveitar cada milionésimo de segundo a sensação de tê-lo saindo....nascendo. E seria a última vez....e no momento do nascimento do Otto, o meu amor passou a ser plural. E, com ele nos meus braços e meu marido de platéia, num único momento que nos deixaram a sós, ainda consegui cantar pra ele: " Vieste na hora exata, com ares de festa e luas de prata. Viestes com encantos vieste..."





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Ah! se na época pudesse me utilizar desse recurso para extravazar por meio de palavras todo o cansaço que senti em seguida; todas as noites mal dormidas; a frustração de um projeto de amamentação naufragado num refluxo diagnosticado tardiamente...





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Ser mãe de dois é reforçar clichês.






13 comentários:

  1. Nossa! Eu adoro essa música. Eu ouvia tanto o Ivan Lins qdo era saolteira. Cheguei a emocionar aqui.
    Linda foto. Logo eu reforçarei clichês triplamente!
    Beijão

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  2. Dani, que post lindo! E com trilah sonora :-).O parto deve ter sido idem!

    Ah! Tem selinho no blog pra vc. Está na página de selos. Meio escondidnho, mas tá lá!

    Bjs
    Priscilla

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  3. Adorei o post Dani!!

    Adoro ler blogs que fazem eu me sentir normal... que mostram que todo mundo tem seus problemas suas coisas...enfim...

    Os blogs de politicabiológicamente MEGA super correta andam me irritando ultimamente!!

    Por isso fico feliz de cahar getem como a gentem! Hihi

    Beijo Grande!
    Parabéns pelo blog!
    Vou virar leitora!

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  4. Dani eu imagino como deve ter sido lindo o momento, e associado a musica entao... Deve ser a maior benção ser mãe. Parabens amei o post.

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  5. Lindo Lindo!!

    Li as três partes e me emocionei com cada uma delas.
    Já conhecia um pouco da historia de vcs.. mas vc tem o dom de conseguir fazer com que a gente imagine certinho a cena.

    Bjs Dani

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  6. Que lindo post! Sou a favor do parto normal... e, nessa minha segunda gestação, não penso em outra coisa. Quero que seja normal. De novo.

    Mil beijos!

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  8. Este comentário foi removido pelo autor.

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  9. Oi Dani.... tudo bem aí? Bom, pelo post não podia estar melhor, né. Parabéns e felicidades pra vocês todos. Que Deus abençõe todos vocês. Que momento lindo, hein!!!! Quero muito ser mãe novamente, mas estou com tantos medos... Acho que esse negócio de Doula é bom mesmo, hein. Já li sobre isso em outros blogs e em todos vi que dá resultado. Coisa boa. E Ivan Lins é tudo de bom, hein. Emoção pura.... Gde bj da Fabi
    PS, meu teclado deu um 'tilt' aqui e acabei removendo a mensagem de cima sem querer. Mas escrevi de novo, tá. Sorry :(

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  10. Essa música do Ivan Lins realmente é linda! E se encaixou tão bem na situação...

    Key, parto normal é ótimo. Vale muito a pena.

    Fabi, medos a gente sempre tem...afinal a responsabilidade é tanta! Espero que faças a escolha certa!!!

    Pri, peguei o selinho. Obrigada.

    Beijo

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  11. Também sou mãe de duas e adorei seu relato! A Giu tem 8 e a Maria 7 meses...Beijos

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  12. Dani por enquanto sou mãe de uma...
    Adorei seu relato... Não tinha lido ainda..
    beijinhos
    Carol

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