Esse é um post corujão.
Ainda estou acordada e atordoada com um filme que acabei de assistir...
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Antes, quando era beeemmm mais nova, era eu quem chamava minha mãe para sentar e assistir um filme comigo. Procurava alugar aqueles que julgava despertar nela o desejo de largar todos os afazeres para sentar e aproveitar aquela uma hora e meia ao meu lado.
O tempo passou e hoje, ela quem me liga, dando indicações. E eu tomo nota. E só agora, passei a entender o porquê de ela nunca ter conseguido largar tudo pra se esbaldar no sofá comigo. O entendimento vem sempre com o tempo.
Quando ela disse que eu pre-ci-sa-va assistir esse filme, amarelei. Tinha medo dos sentimentos que esse filme iria despertar em mim.
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Pois bem, hoje, sucumbi e assisti o filme "Estão todos bem", com Robert De Niro. (aqui resenha do filme)
O filme retrata o relacionamento de um pai com seus filhos, após a morte da esposa. E quando o encontro que ele tentou promover foi desmarcado por cada um de seus quatro filhos, ele resolve fazer a mala e cruzar o país para revê-los.
E ao invés de fazer uma surpresa, é constantemente surpreendido. Pelo passado em que ele projetava um futuro para os filhos e pela constatação de um presente diferente do que ele almejou. Pelo presente que se faz...
A solidão vivida por ele é tocante. E me fez sentir um pouco do que deva ser a síndrome do ninho vazio. E, hoje afirmo, não sei se sensibilizada pelo filme, que não suportaria. Deve ser triste demais dedicar a vida inteira ao filho e depois de vê-los partir, não saber que lugar ocupar no mundo.
Até porque, quem abdica da própria vida, tende a segurar os filhos embaixo das próprias asas, com medo do inevitável. Além do que, a solidão deve ser muito amarga.
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Imaginei o que minha mãe sentiu ao me visitar pela primeira vez desde que saí do ninho...ao se deparar numa realidade que nunca imaginou pra mim.
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A gente sempre quer o melhor para os filhos, muitas vezes projetando neles os sonhos que não pudemos realizar.
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Corri para o quarto dos filhos...precisava saber se estão todos bem, desejando com toda força, que estejam sempre bem.
A estrada ainda é longa.
Se vc ainda não viu o filme, aproveita esse restinho de final de semana.
Eu recomendo.
Eu penso nisso Dani... mas, na verdade acho que minah mãe sempre acah que tô bem demais. Por culpa minha mesmo, que escondo muita coisa. Algo em mim quer que ela acredite que tudo que ela fez, eu saí de casa e fiquei bem. E consegui tão perfeitamente enganá-la que hoje em dia ela já não tem mais imensidão das coisas que me cercam. Eu criei algo que ela sonhou. E quando ela me liga, ainda continuo dizendo a mesma coisa: "não, mãe, tô bem."
ResponderExcluirDani,
ResponderExcluirRealmente esse filme deve ter levado você a grandes reflexões. Isso tudo é muito complicado. Acho que entenderemos plenamente quando vivermos a situação.
Acho que vale pensarmos sobre o distanciamento que muitas vezes temos da nossa mãe (física e também de relacionamento).
Se considerarmos sempre isso que escreveu:
"A gente sempre quer o melhor para os filhos, muitas vezes projetando neles os sonhos que não pudemos realizar". Talvez não faríamos metade das coisas que muitas vezes as circunstâncias nos levam a fazer e falar.
Mas é vivendo e aprendendo. Não é mesmo?
Adorei a dica do filme. Vou assistir...
Um beijo e bom domingo para você.
Danizinha!!! Eu simplesmente AMOOO esse filme!!!! Chorei muito no final, adoro filme que mexe com emoções, seja ela qual for, e nos faz pensar e refletir! Sem contra que De Niro é o cara! Já indiquei no meu lbog na sessão filmes há alguns meses! Super recomendado!
ResponderExcluirBjão grandão pra vcs! =))
Adorei a dica!! Mas nossa, vou ficar toda emotiva também, certeza. Minha mãe está passando por isso tadinha, desde que meu pai faleceu. Cada filha mora em uma cidade e, na que ela mora, ficou apenas a mais velha de nós, com sua respectiva família. Melhor que nada claro, mas ver a casa vazia todo dia é de uma solidão indescritível... Ligo para ela todos os dias, mas sempre sinto que posso fazer mais...
ResponderExcluirbjos e bom domingo!
morro de medo do ninho vazio!!
ResponderExcluirMeu filho mais velho já está dizendo que não quer fazer faculdade em Blumenau... pânico à vista!!! rsrsrs
Tenho visto várias reportagens sobre o assunto e sempre choro muito em todas elas.
mil beijos... tô indo ali dar um amasso nas crianças!!!!
Oi Dani!!!
ResponderExcluirSó hoje consegui passar por aqui para retribuir sua visita lá no blog! Adorei, viu?!
Então, rumo ao terceiro? Pois é, quero chegar lá tb!!! Mas por enqto, vamos por etapas, hehehe
Quanto ao filme, eu já assisti tb e chorei horrores. Porque eu sempre choro nesse tipo de filme. Fico horas refletindo sobre...
É mesmo muito bom! Ótima indicação de sua mãe ;)
Hoje passei rapidinho mesmo, mas volto com tempo para conhecer melhor vc e sua família tah?!
Beijocas e uma ótima semana!
Ju
Querida,estou aqui com os olhos cheios d´água...como disse no FB,quase vi o filme no sábado,mas vi outro tbém carregado de emoção...
ResponderExcluirE na 6ª feira o Globo Repórter falava sobre solidão e sobre a Síndrome do ninho vazio,q coisa.Acho q minha mãe não teve tempo de sofrer qdo casei,pois estava na batalha com o meu pai doente,e ainda ficou por um bom tempo...
Eu não gosto nem de pensar nisso, mas já tivemos essa discussão no FB,sobre se anular,largar amizades e a própria vida conjugal de lado por conta dos filhos...quando eles se vão fica a pergunta: O que fazer?A quem vou ajudar?
Por isso é tão importante mantermos nossas atividades...minha mãe é super-ativa,faz hidro,participa ativamente na igreja,viaja e além dos mais ainda tenho 2 irmãos em casa,rsrsrsrsrs...
Eu penso nisto me da um medo!!
ResponderExcluirSo rezo para que ela seja feliz e realizado no que ela escolher!! E tento não projetar meus sonhos nela!! Mas que imaginamos..imaginamos né?
Beijos Dani
Dani, eu sou notivaga, e por isso sempre estou por aqui e por ali madrugada a dentro no corujão também, rsrs.
ResponderExcluirAtualmente estou com meu ninho vazio, mas não fui atacada pela síndrome, fico me policiando pra isso não acontecer, minha filha mais velha foi morar sózinha em outra cidade, e sempre fomos muito apegadas, mas essa é a vida. Curta muito os seus pequenos, lamba muito sua cria, um dia eles crescem e batem as asas.
Com certeza vou assistir ao filme.
Obrigada por sua visita.
beijos e carinhos
Super gostei da dica... e deu vontade de assistir com minha mãe! Será que consigo?
ResponderExcluirMas e o medinho... porque eu sou dessas que colocou filho no mundo pra nunca mais ficar sozinha. :-/
Porque por enquanto eu não fico nem pra ir ao banheiro... mas ainda não tinha pensado nesse depois.
Espero que fiquem todos bem!
bjs
Fabiana
http://2-ao-quadrado.blogspot.com
Dani, acho q só qdo viramos mãe percebemos o que é de fato o ninho vazio...quando um casal se junta, 2 ninhos se esvaziam, 2 mães sofrem...
ResponderExcluirSabe q qdo eu peguei meu ultra dizendo q era um menino, achei q no meu caso seria pior. Pq uma mulher sempre tem mais ligação com a própria mãe e no geral acaba levando o marido junto...e no meu caso, vou ver meu filhote se casar e ir embora...piração eu sei...mas qdo pensei nisso perdi o chão...