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terça-feira, 21 de junho de 2011

Não proíbo, oriento







fonte: G1








Sou da época do Xou da Xuxa, da Mara Maravilha, da Angélica (chata desde sempre), quando os programas destinados ao público infantil não ensinavam o politicamente correto de hoje em dia...isso cabia aos pais!!!





Cresci assistindo Chaves, Jaspion, Changeman, He-man, Thundercats....isso não me fez mais nem menos violenta. Nem fiquei mais carinhosa, amorosa por assistir os Ursinhos Gummi.





Era época das propagandas descaradas onde se ensinava, de forma muito didática, a bater o pé e pedir pra mãe comprar o que estava à venda. Fosse um batom garoto, uma cecizinha ou a botinha da Xuxa. Época de publicidade agressiva!





Minha mãe nunca me proibiu de ver tv e eu, assim como milhares de crianças, estive exposta aos apelos dos publicitários. Agora, pergunta se me tornei consumista e quantas tranqueiras colecionei??? O meu pedido esbarrava numa explicação bem sucinta da economia em vigor no país: inflação, preços altos e, sobretudo da falta de necessidade em ter isso ou aquilo.




Ela não tinha pena de mim e não sucumbia aos meus apelos, por eu não possuir a casa de veraneio da Barbie, muito menos de ter a coleção de vestidinhos para mudar a cada ocasião, sempre a venda com seus respectivos cenários. Manja a tática "peças vendidas separadamente"?




Aos poucos fui sendo educada e passei a não pedir mais. Aquilo que eles anunciavam como sendo o passaporte para o paraíso, já não me enchia os olhos. E cresci consciente do que quero e do que realmente preciso.














Pois bem, hoje sou mãe e faço exatamente como ela fez comigo.





Não proíbo meus filhos de verem tv, faço como aprendi e controlo o tempo que eles permanecem sentados, imóveis. Gosto que eles façam de tudo um pouco, como eu fiz...brincar, pintar, ler, desenhar e assistir tv. Não necessariamente nessa ordem. Não necessariamente seguindo uma ordem.





Uso uma peneira e seleciono alguns programas, apenas pelo seu teor e não por medo dos meus filhos estarem expostos à publicidade. Porque pra isso não preciso temer, apenas orientar.





Vejam bem, não adianta eu criar uma bolha em torno deles, pois esse tipo de "estímulo" ao consumo se dá entre os pares, na escola. E o que sempre tento, é repassar a consciência do querer e precisar e explicar que não precisa de passaporte para ser aceito em grupinho nenhum...



Só para vcs terem uma ideia, o Otto que ainda não tem 3 anos, já reconhece no supermercado, os produtos que aparecem nos comerciais do Discovery Kids! E quando me pedem, perco um pouco do meu tempo, para dizer que certas coisas custam mais apenas por terem os personagens estampados nas embalagens,  mas que deixam a desejar na qualidade. Os publicitários conseguem acertar o seu público alvo: as crianças. Só não contavam com a minha astúcia!





Jogo limpo. Explico que nem tudo posso e que nem sempre é uma questão de dinheiro, mas de princípios.





Não temos o costume de frequentar loja de brinquedos e só faço isso em ocasiões especiais: aniversário, dia das crianças e natal. E só!!! Me chamem de chata!




Às vezes é mais fácil proibir, que ensinar....

E que eu saiba, redomas não estão à venda por aí.









(update: meses mais tarde, mais madura e mais consciente, a pessoa que escreveu esse texto virou ativista do Movimento Infância Livre de Consumismo =) )







20 comentários:

  1. ADOREI!
    Penso como você e fui criada assim também, com liberdade pra ver e ouvir e aprender a ter limites.
    Desejo criar Heitor da mesma maneira por aqui também. Mesmo porquê, se eu - adulta - não deixo de ver TV ou ter acesso a alguma outra fonte de informação só pq há seu lado ruim, improdutivo, como posso proibir meu filho? Seria 'faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço', né? Acho hipocrisia.

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  2. oi
    passei para conhecer o teu blog e te convidar para conhecer o meu...se gostar me segue e me avisa para seguir o seu tbem!!!
    http://brechodabelize.blogspot.com/
    adorei o post...ainda mais pq estou tentando engravidar...obrigada!!!

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  3. Adorei!!!Falou e disse!!!Também não proíbo os meus de assistirem tv por isso, cresci na mesma época que vc e em família sem muitas posses...Eu tive todas as Melissas, meu primo comprava para mim,mas elas não eram tão caras assim...
    A minha filha #aos10 choraminga para ter todas, só tem 2, uma de aniversário e outra que comprou com seu próprio dinheiro...
    Eles agora ganham dinheiro dos avós de presente, e estão aprendendo a valorizar cada centavo...Minha filha mesma já chamou minha ateñção no mercado "mãe, isso aí vc tá pagando só a embalagem..." Ops!Ela aprendeu a lição direitinho...acho que proibir de ver a TV é bem mais fácil que explicar com detalhes e paciência, que neste momento não dá e que o produto não vale a pena...
    As crianças adoram visitar a Ri Happy, vão,passeiam,"compram" todos os brinquedos em pensamento e saem realizados, esperando o aniversário,ou natal...é tudo questão de conversar...Bjs,querida!!!

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  4. Oi! Adorei seu post. Sempre digo para todos da época da Xuxa e Angélica e tudo mais.
    Parece que era uma época tao diferente!!!!!
    Mas o que você diz é verdade, não pedíamos tudo, entendíamos mais e os mais não eram tao permissivos como hoje!
    Será que este é o segredo?

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  5. "não adianta eu criar uma bolha em torno deles"...
    Exatamente.
    E uma coisa é sentir o quanto nossos filhos são especiais, outra é colocar uma expectativa de que serão mais qualquer coisa q as outras crianças da mesma idade...pequenos gênios da matemática porque escutam Mozart quando bebês, ou achar que vão ler mais porque não assistiram NADA de televisão quando crianças. Isso não existe e, sinceramente, não acho que faça bem...esperar que seja uma criança melhor que as outras, essa linha de pensamento que valoriza demais perfeição e esquece que o mais importante é serem FELIZES.
    E como vc disse, proibir é bem mais fácil que orientar.
    Cada post eu gosto mais!!!

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  6. Não é chata, não. É consciente!
    Também fui criada vendo televisão, mas, ao contrário da sua, minha mãe sempre foi infantil e se sentia mal por não poder nos dar tudo o que o resto da família tinha. Sim, os outros primos tinham todos os brinquedos e viagens. Minha mãe fazia questão de mostrar que não ficava feliz em a gente não poder ter o que eles tinham. Inveja feia, né?
    Cresci com uma mistura de "quero ter isso", mas "será que preciso disso?".
    Enfim, hoje sou uma mulher melhor. A maturidade vai melhorando a gente e eu me esforço para ser uma mãe mais madura com o meu filho em muitos aspectos, inclusive esse do consumismo.
    Beijos,
    Fabi
    http://principezinhos.wordpress.com/

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  7. Muito pertinente Dani!! a moda do politicamente correto hj é um saco, se me perdoa a expressão!! E td tem q ser correto, por que os pais não tem tempo de educar seus filhos, e jogam a responsabilidade pra escola, pra Tv, etc!!!
    Seus pimpolhos tem sorte em ter uma mãe consciente!! Espero ser assim para o meu tb!!!

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  8. Dani, aqui é assim também. A consciência apenas me faz buscar por melhores programas, melhores músicas, melhores atividades. Mas a Júlia tem DVD da Xuxa, assiste Nick (e seus programinhas de adolescentes), curte as princesas e tem mochila da Pucca (apesar de nunca ter assistido a um episódio sequer). Tenho certeza de que vale mais o que eu falo e faço do que o que ela vê na telinha.
    Beijos
    Fabiana
    http://2-ao-quadrado.blogspot.com

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  9. Oi Dani! Nossa, faz tempo que nao venho aqui, mudou tudo, támuito lindo!

    Sobre teu post: concordo, viu, acho que orientaçao é muito mais importante que proibiçao. Pretendo, com o Lucas, dar uma limitada no consumo de TV, mas tb nao acho que deva coloca-lo numa redoma. Eu e Maridón nao curtimos coisas de marca, principalmente pro Lucas: odeio personagens estampados nas roupas, somos mais alternativos quanto a isso. Acredito que o nosso exemplo pode ser mais forte que os apelos publicitários!

    beijao!

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  10. Conheci seu blog por acaso lendo o "Moça de família" e confesso que já está nos meus favoritos.É muito bom saber que essas batalhas que vivenciamos todos os dias com nossos filhos,são comuns á todas ás mães e não somente na nossa casa.Ás vezes me sinto perdida e ter alguém que conte suas experiências e como lidar com elas é muito bom!
    Parabéns adorei seu blog!!!
    Juliana, mãe de Rafael de 8anos e Leonardo de 7 anos.

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  11. Aim, não tenho paciência com essa nova geração de que tudo gera violência, tudo traumatiza, tudo é bullying...
    Acho legal o seu jeito de educar, espero agir assim também!

    Beijoss

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  12. Também não proibo nada, converso muito e deixo elas tirarem suas conclusões. Falo que não gosto que assista a determinado canal e deixo a consciência delas funcionar.
    Aqui em casa essa dinâmica funciona!
    Bjs
    Pri

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  13. Assino embaixo! Também estive exposta à essa publicidade agressiva e não ganhei tudo, nem metade do que pedi. A explicação era simples: "Não temos condições de te dar tudo o que tu quer, só o nos esforçaremos ao máximo pra dar o que tu precisa." E assim também fiz e faço com meus filhos. É claro que gera algumas frustrações, mas frustrações também fazem parte de um aprendizado sadio.

    Abraços

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  14. Eu cresci vendo o pica pau fumar e se vestir de mulher. rs
    Minha mãe nunca me proibiu, sempre orientou. Eu prefiro assim também e é desta forma que agirei com Alice. Tampouco sou muito fã de TV e acho válido dar uma limitada no uso. Sempre oferecendo outras atividades e orientando sobre os melhores programas.
    Acho importante direcionar e ajudar a criança a forma o intelecto escolhendo o que prefere ou não, sempre com opções bacanas. Nada de lixo televisivo. Temos que aproveitar tudo que temos disponível hoje.
    Minha mãe deixava assistir Xou da Xuxa mas sempre dizia que a Cultura era mais legal e nos direcionava aos programas de lá!
    Isso de criar redomas invisíveis e proibir aguça mais a criançada...

    (menina, seu blog é uma graça, super gostoso de ler. adorei o layout e tudo. foi você que mudou?)

    Beijo!

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  15. Dani, assino embaixo! E sou tachada de chata pq me recuso a comprar até no dia das criancas! É desde pequeno que se aprende essas coisas! Acho muito feio criança consumista pq o consumo vem dos pais, não tem como dizer que não!

    Qto ao proibir, vc foi perfeita! Fui proibida de tudo na vida, inclusive de evr TV e adivinha!? Qdo chegou uma certa idade me revoltei e fiz um monte de "proibições", rs... o ideal é instruir!

    Bjs!

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  16. Perfeito, Dani!
    Concordo com você em gênero, número e grau! Até postei sobre isso outro dia no twitter. Me assusto vendo mães e pais falando em alto e bom som: "TV lá em casa é proibido". "DVD da Xuxa meus filhos não vêem", e se lamentando de todos os comerciais de televisao que fazem propaganda para o publico infantil. Ora...isso sempre existiu e sempre vai existir. A propaganda é a alma do negócio. É exagerado? Sim...pode ser...mas cabe aos pais impor os limites. Explicar quando e o quê as crianças podem ter determinado produto ou não.

    Como vc disse, colocar o filho numa redoma de vidro e achar que isso é o melhor pra ele, pq assim ele nao ve propagandas e é a criança dos sonhos pq nao pede um brinquedo qdo vai a um shopping, pra mim não faz sentido algum.
    Nossos filhos são do mundo.

    Arthur não é tolido de nada. Vê todas as propagandas que tem no DK. E qdo chegar a idade dele de me pedir aquele ou outro brinquedo, será a nossa chance de educá-lo para um consumo consciente.

    Enfim...tem certas coisas nessa neo-maternidade-politicamente-correta-até-demais que me cansam, sabia?
    Ahh...vamos ser mais leves...pra que tantas regras? Já nao nos bastam toda a carga que a maternidade nos traz?

    Ótimo post!
    Beijao
    Flávia

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  17. Tudo que é proibido é mais gostoso, já dizia minha mãe.
    Educar, explicar, orientar dá mto mais trabalh, mas é muito mais edificante!

    Aqui a deixamos ver os programas pra idade, mas ela prefere mto mais dvds, ao decorrer do dia tento fazê-la ter outras atividades, nem sempre com mto sucesso, e vamos indo!

    Adoreiii o post.

    Bjão

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  18. Super concordo. Fico pensativa quando leio blogs de mães que acham um absurdo a criança assistir televisão. Mães que tentam controlar ao máximo tudo que cerca o pequeno, mas sem explicar e buscar o entendimento. Também cresci olhando TV e não sou mais isso ou menos aquilo. Aliás, na verdade me tornei uma apaixonada por TV, pois como jornalista já foi o meu sustento e cada respiro do meu dia a dia.

    Beijos, Ananda.

    http://projetodemae.wordpress.com/

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  19. Adorei seu post.
    justamente tenho dois videos destas imagens que vc colocou e vc me inspirou a colocá-los no meu blog. Dá uma olhada.
    http://gravidadeprimieraviagem.blogspot.com/2011/06/recordar-e-viver.html

    Muita sorte!!!!!

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  20. Xará... quando crescer quero ser igual você... Ando permitindo muita coisa pois Sophia não pede brinquedo, pede paçoca, pirulito, bala e isso me preocupa. Mas como anda comendo mal acabo dando pq de qq forma é algo q a agrada e não custa caro... Sei que tá errado mas com a baixinha doente morro de dó. Com vc é assim? bjos e até mais

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