"Dédalo construi o labirinto para Minos, mas depois caiu no desagrado do rei e foi aprisionado em uma torre. Apesar de conseguir fugir da prisão, não conseguia sair da ilha por mar, por causa da vigilância acirrada sobre todos os barcos que partiam de lá. Como os caminhos por terra e mar estavam bloqueados, decidiu sair pelo ar.
Habilidosíssimo, pôs-se a confeccionar asas para si mesmo e para seu jovem filho, Ícaro. Prendeu as penas com fios e cera. Quando afinal, o trabalho foi terminado, o artista, agitando as asas se viu flutuando no ar. Ensinou ao filho a voar, como a ave ensina ao filhote.
Recomendou ao filho voar numa altura moderada, pois se voasse muito baixo, a umidade do mar emperraria as asas e, se voasse muito alto, o calor as derreteria.
Exultante com o vôo, o rapazinho foi se afastando do pai, elevando-se em direção ao céu. A proximidade com o sol, derretera a cera e as penas desprenderam-se. O jovem agitava os braços em vão, mas não havia mais penas para o sustentar. Caiu ao mar, gritando o nome do pai. Lamentando a própria arte, Dédalo enterrou o corpo do filho e denominou a região de Icária."
(adaptado de O livro de Ouro da Mitologia)
Sempre tento colocar a lição desse mito de alguma forma na minha vida.
Vivo de fases, especificamente duas, como falei nesse post. Sou um pássaro de cativeiro, que quando vê a gaiola aberta, não hesita alçar vôo. E como todo pássaro que se cria preso, a natureza parece ser perigosa demais e, volto de tempos em tempos para a gaiola em busca de conforto e proteção.
Nesse exato momento, sou como o Ícaro, que tenta achar o equilíbro no voar.
(agora, peloamor, esquece aquela bendita música do Biafra, vai...)

Lindo conto sobre Ícaro...
ResponderExcluirA letra da música do Biafra vai de encontro com a ilusão momentânea que o Ícaro transmitiu...
Belas Artes!!!
Bruno Marques