Medo.
Quando olho pra trás, lá pro comecinho da vida, não consigo lembrar de ter sentido medo, exceto por sapos e gatos que me apavoram com uma incrível intensidade.
Era a magrelinha mais destemida do velho oeste.
Se alguém na rua tinha um problema difícil de resolver ou necessitavam de uma forcinha (física) iam bater na porta da D. Zuíta.
Quando adolescente, voava de ultraleve, queria saltar de paraquedas, de bungee jump, voar de parapente e ir, na maior montanha russa do mundo não era só um sonho, mas um objetivo de vida.
Daí, vejam bem vcs o que me aconteceu:
Fiquei medrosa de tudo.
Tenho medo até de atravessar a rua, vê se pode.
O senso comum grita: culpa da maternidade - pois dizem que é quase instintivo querermos nos resguardar, para cuidar da prole.
O senso comum também grita: culpa da idade - pois dizem que quanto mais véia mais medo se tem.
Como grita o senso comum!
De toda forma, no meu caso, me encaixo nas duas categorias. Ferrou.
Há uns anos atrás, fomos ao Beto Carrero a pedido da Bia. E lá andei em pouquíssimos brinquedos.
Um deles foi o trem fantasma. Fui de boa, até fazendo gracejos na fila repleta de góticos adolês, imaginando encontrar uma daquelas atraçõezinhas bizarras de quermesse. *RISOS*
GENTE! aquilo que senti foi um pânico imponderável. Fechei o olho no primeiro susto e gritava de-ses-pe-ra-da-men-te pra Bia fazer o mesmo. Ela ria, obviamente. E fui sem enxergar nada até o final, que não sou besta. Além de não querer por em risco as poucas horas de sono que tinha, na condição de mãe de bebê, com pesadelos. Não mesmo.
O segundo e mais RADICAL brinquedo que fui foi esse:
Frio na barriga e um pouco de sudorese, mesmo fazendo um frio absurdo - foram os sintomas.
O pânico veio quando o Otto resolveu brincar com os botões que faziam Dumbo voar mais e mais alto. Ele ria de mim, obviamente.
Definitivamente, a magrelinha destemida e sonhadora com uma vida absolutamente radical desapareceu e...
PÉRA.
Se bem que, pra quê mais radical que vida de mãe, me conte.
Duvido um paraquedista fazer o que eu faço. Du-vi-do.
Olha mãe! Tô maternando com uma mão só.
Olha mãe! Agora sem os pés...
Isso sim que é aventura.
Dani só você... dei risada com seu post. Mas juro que queria saber o que acontece com a gente depois que viramos mãe.
ResponderExcluirSabe que quando morava no Brasil comecei a ter pânico de tanta coisa, de sair à noite, de acontecer alguma coisa comigo. Acho que é exatamente o que pontuou... precisamos cuidar da prole, queremos o melhor para elas, então ficamos nos resguardando.
Agora, melhorei um tanto, pois a vida também mudou muito. Mas acho que é natural... há uma bela transformação.
Mas não deixe de viver essas aventuras com seus filhos, viu!? Deixe eles aproveitarem tudo com segurança.
Beijos e beijos
Dani! Desculpa, mas morrid e rir de você!!!
ResponderExcluirAgora, que eu fiquei medrosa tbém com muitas coisas, depois que virei mãe, meu Deus!! É bem como vc disse: medo de andar na rua, de cair uma árvore na cabeça, de ser sequestrada! De qualquer forma, fico feliz por saber que não sou só eu que tenho medos. Já estava quase indo procurar um médico, viu!!
E de aventuras, estamos cheias!!! Não precisamos de montanham russas mais!! Tem dias que as coisas estão todas russas por aqui!! Acho que aí btém né? hehee..beijão querida!
Viver é radical, e exige muitíssima coragem! Parabéns por tudo - inclusive pela ótima crônica!
ResponderExcluirAbração,
Rodrigo Davel
Certeza que a maternidade é muito mais radical, com emoções que nenhuma montanha russa no mundo se compara!
ResponderExcluirNão posso dizer muita coisa de esportes radicais, sempre fui muito medrosa, agora então nem se fala!
Bjos
Ana
Xará... uma vez recebi a explicação de que o medo é uma forma que o nosso organismo tem de se proteger. E medo de mãe é maior pq queremos proteger o nosso corpo e dos filhos, não é mesmo?!
ResponderExcluirAssim nós mãe viramos esses seres medrosos e apavorados. Medo de se machucar, de se perder, de não dar conta ... medo de ter medo.
Quando soube que seria mãe perdi um dos medos que tinha de agulha para tirar sangue e tomar injeção... mas foi só uma fase... já estou medrosa de novo. Medo é mto pessoal, o jeito é tentar conviver da melhor forma com eles. bjos e bom restinho de semana!
Dani, quando eu fui no Beto Carreiro eu achei esse treco fantasma horrível... também fui de olhos fechados, berrando... um fiasco.
ResponderExcluirMas nos mais perigosos, fui bem faceira... até naquele queda livre eu fui.
Veremos depois que a Nina nascer como será minha vida de corajosa!
heheh
Aventura é descer um tobogã com o filho de 3 anos apoioado na barriga de quase 8 meses! Quase pari na piscina de bolinhas...kkkk
ResponderExcluirMontanha-russa? Só sob muito Rivotril! kkk
Jokas da Mi @diiirce
Ih, eu também fiquei medrosa com a maternidade - e a idade. Tenho pavor de estrada, pode? Viajo sofrendo. Muito. Porque desastre de carro é muito, muito mais comum que de avião... Ai ai.
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