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terça-feira, 17 de abril de 2012

Boladona sem neurose




Só aviso uma coisa: vcs estão tendo uma péssima impressão a meu respeito.





Lembram desse texto aqui, que fala sobre ir para a casa dos amiguinhos, onde digo que deixei ir, tudo ok e tal? Muitas de vcs deixaram comentários dizendo que jamais permitiriam, outras me parabenizando (brigada) pela minha coragem. (hahaha)





Senta aí, amigue que vou te contar um segredo.





Sou altamente, extremamente preocupada a respeito de filhos em casas alheias e descobri que esse tipo de comportamento é genético (e que estou me curando, grazadeus). Explico: minha mãe é funcionária pública, trabalha no fórum e foi nesse ambiente que cresci e também trabalhei boa parte da minha vida. Ou seja: sempre que eu pedia pra ir pra algum lugar, ela vinha com o teor de algum processo da vara criminal. E o repertório era inesgotável.





"mas minha filha, vc não sabe como é o mundo" - ela dizia.





Só queria ser pohinha loca iNgual minhas amigas, dormir na casa de uma delas, ter história pra contar...mas não podia, pois estava devidamente protegida e sufocada, convenhamos, no ninho.





Comportamento adquirido: cresci assim. Que ironia!!!





Anos atrás, aconteceu um assassinato horrível no banheiro da faculdade onde eu estudava, num dia de vestibular. Muita gente estranha no campus, inclusive o assassino que entrou por falha da segurança e se escondeu no banheiro e ficou lá de tocaia. Na hora que a menina entrou....bom, vou poupá-los dos detalhes. Desde então, não consigo entrar em banheiros públicos e me controlo pra não fazer campanha para que todos façam o mesmo.





Todos nós conhecemos histórias absurdamente cruéis, mas não é se trancando, se privando ou ainda alimentando a neurose urbana de achar que todos são criminosos em potencial, que estaremos seguras. Também não dá pra bancar a  desprendida e soltar os filhos em qualquer ambiente. Orientação é super bem vinda nesses casos e não tem nenhuma contra-indicação. Aprendi isso com os {bons} exemplos maternos que me cercam.





Independente de prender ou não prender, só consigo pensar em como eu queria ter estado em todos aqueles lugares em que não pude estar.










                  neurose







Boladona sim, neurótica jamás.















9 comentários:

  1. Ainda tô engatinhando no quesito 'filhos são do mundo'... nas ultimas férias, Isis brincou pela primeira vez na casa da vizinha de muro... depois de mil recomendações, neuras e eu, devidamente de plantão no quintal, de ouvidos em pé para qualquer emergência. difícil! ai!

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  2. Hahahaha!!! Isso aí invejo vc!!! Bem que tento... mas por enguanto sozinha só na casa dos avós!!!! Nem na casa do meu cunhado deixo (é realmente não confio em nada deles... pq são tantas as barbáries q eles fazem com as filhas que nem caberia aqui!!!)!
    Julia começou a ir pra escola esse ano (3 aninhos), e já estou imaginando que logo ela receberá um convite para alguma festinha de aniversário... e só de imaginar já sinto coceiras e me descabelo! Estou mentalizando que não posso coloca-lá em uma bolha!!!
    PS: acho q vou fazer uma promessa: juro q não como nem um granulado do brigadeiro da festinha... desde q eu possa ficar no cantinho espiando!!!! Kakakkakakaka

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  3. Ai, Dani... Eu sempre passo por aqui, mas nunca comento. Vergonha.. Mas hoje me tocou e agora to quase infartando! é que bem hoje eu to assim, meio com o coração na mão, sabe?, porque minha filha de 5 anos tem a primeira festa dela na casa do amigo, sem a minha presença. Bem hj esse post! Será um sinal? bjo, Lilian

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  4. Nossa, Dani, falei sobre isso ontem no meu blog. Quer dizer, contei um episódio de galerinha no condomínio da praia. Eu sou dessa turma de que filho é do mundo e tal. Óbvio que conheço as famílias e os ambientes antes deles frequentarem, mas sem neuras e eu fui criado assim, igualzinho. Quer dizer, a minha mãe soltava e o meu pai tentava segurar. E não é que hoje eu tô vivendo a mesma coisa com os meus filhos? Enquanto eu vou soltando, o meu marido vai segurando. Enfim, talvez esse seja o equilíbrio necessário...
    Bjos,
    Camila
    www.mamaetaocupada.com.br/blog

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  5. Argumentos de minha mãe: a mesma distância de você ir na casa da sua amiguinha, é dela vir aqui. FIM.

    E nisso, eu desanimava (ô dom materno), e quantas vezes eu já fui em casa de amiguinhas? Hummm... tão poucas que sequer lembro. Aiai...

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  6. Minha mãe sempre foi muito legal comigo e espero ser assim com a Sophia. Afinal filha de pais separados tem uma liberdade e independencia maior.. pelo menos parece que sim. bjocas e sorte aí!

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  7. aiaiai vim cá achando que tu tinha virado Funkeira, ou fala sobre isso, ou algo do tipo hahahahahah =P

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  8. Dani, eu não diria que sou neurótica, mas me preocupo MUITO!

    Júlia sempre dormiu na casa de uma amiguinha em particular que conheceu quando ainda habitava minha barriga. Cresceram juntas e eu sempre confiei na mãe e na família da amiga. Todos conhecidos, afinal. Ela sempre voltava da casa dela feliz e bem cuidada. Ficou bastante tempo sem dormir por lá por questões de agenda. E também porque a amiga NUNCA aceita dormir aqui. Não gosto disso. No último fds ela foi e vou dizer... não vai mais tão cedo. Voltou nervosa, disse que o dia foi ruim, que a amiga a provocou o dia inteiro e blá-blá. Olha, nada demais aconteceu, mas a amiga em questão tem uma criação muito diferente da que eu dou para minhas filhas e não acho que seja saudável um contato tão intenso. Passa o dia juntas, fazemos passeio juntas, mas não quero mais saber por um bom tempo dessa história de dormir.

    Além dessa amiga ela nunca dormiu na casa de nenhuma outra, mas já tive experiências ruins com uma amiga da escola. E o problema é sempre o mesmo: divergências na educação. No caso, primeiro fiquei sabendo que num passeio ao shopping a mãe gente fina da menina deixou que todas andassem descalças... ok, não gostei, mas não mata ninguém. Depois, numa ocasião em que fui buscá-la na casa da amiga fui surpreendida com minha filha e a amiga fazendo tarefa de casa apenas de calcinha na presença de um primo já adulto. Na boa... foi a gota d'água... nunca mais saiu com a tal menina.

    Sei que sou meio rígida e por vezes muito desconfiada, mas prefiro pecar pelo excesso nesse caso. Tenho visto modelos de criação por aí que não me agradam em nada... mas é com essas crianças que ela vai crescer lá fora. O que fazer, afinal?!

    Meus planos para 2012 nesse assunto é tentar trazer mais amiguinhas para o nosso convívio... mesmo que em passeios acompanhados pelas outras mãe (até prefiro). Aí cria-se a oportunidade de se conhecer melhor as famílias e as crianças em especial.

    Depois conto se consegui... porque até hoje não combinei nada com ninguém!rsrs

    Beijos

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  9. Ah, Dani... só vc mesmo...
    Eu fui bem presa pela minha mãe, dormi na casa de uma amiga algumas vezes, mas nem sempre era permitido, mas lembro que andava sozinha de ônibus com meu irmão, eu com 13 ele com 9... hj nem imagino, nem sonho em deixar os meus dois sozinhos saindo de ônibus...
    A mais velha já passa o dia na casa de colega, mas ainda não deixei dormir, sempre fico com muito medo, as histórias que ouvimos influenciam muito mais do que a forma de educar da minha mãe... ficar na rua sozinhos? Nem em sonho, sempre tem que ter alguém olhando, adulto e responsável(ser adulto só ñ quer dizer nada),rsrsrsrs...
    Tem hora que acho que exageramos, mas já estou soltando um pouquinho mais... bem pouquinho,rsrsrsrsrs

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