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sexta-feira, 25 de maio de 2012

Quando surgem problemas na escola





Sabe, um dia acreditei que uma boa escola era a de grife. A que ostentava um nome, a que exibia números de aprovados nas melhores universidades, as que tinham uma grande estrutura física.





A Bia inclusive, frequentou uma escola assim durante alguns anos. Até que eu começasse a questionar, até eu perceber a massificação que acontecia dentro das salas de aula. Não havia espaço para improvisos, não havia tempo para que as crianças pudessem ser ouvidas, para que elas fossem capazes de formular seus próprios questionamentos.





Para o temperamento da minha filha, isso não estava dando certo. Ela ficava constantemente frustrada por não ter meios de mostrar as habilidades que possui e pelo distanciamento nas relações.





Como tudo na minha vida acontece por força do acaso, quando mudei para o bairro onde moro atualmente, forçosa foi a mudança de escola. Escrevi sobre a busca por uma nova escola AQUI e achei uma que reunia as qualidades que buscava, que se preocupa, aliás, se propõe a despertar no aluno a busca pelo conhecimento. Onde eles não são meros coadjuvantes nesse processo, ao contrário, atuam diretamente.





Tanto a Bia como o Otto se adaptaram maravilhosamente bem. E posso me incluir nessa, já que lá, encontrei parceiros. Porque de nada adianta, matricularmos nossos filhos num lugar, onde há divergência de valores.



Percebi também, como é boa a escola que não só permite a entrada dos pais, como promove uma interação com eles e entre eles. De como é bom entrar e deixar cada um na sua sala. Como é bom poder transitar pela escola, sem ter que marcar horário.
















Pois bem, a turma da Bia é a mesma do ano passado. Uma turma bem pequena, a menor da escola. E há apenas duas meninas na sala. Esse ano começou confuso, com um professor novo que não atendeu às expectativas da própria escola e dos pais, que se mantiveram atentos. Somando-se a isso, ingressaram dois alunos novos. Irmãos. Gêmeos.





Aí o caldo entornou. Estão se mostrando muito difíceis e com um enorme poder de aglutinação. Palavrões, xingamentos e brigas passaram a fazer parte do relatório de fim de dia da minha filha. Tá, é normal, eu sei. Mas pra ela isso já é comum, infelizmente. Desde novinha, a xingam de gorda. Na escola antiga, um menino batia nela dia sim e outro também. 





Isso a maltratava tanto, que até febre ela tinha. Tudo porque ir para aula, passou a ser uma tortura. O que esse menino tem em comum com os gêmeos, é uma crise familiar que os tira da condição de agressores e os coloca no de vítima. Toda a atenção da escola se volta para eles. Não acho errado, até porque, às vezes, se a escola não buscar fazer o resgate da auto-estima desses garotos, eles acabam por se perder. E outra,  continuam sendo crianças. Precisam de apoio, de afeto e não de punições.





Mas e quem está do outro lado? Um dia, numa reunião, lá na escola antiga, enquanto a orientadora pedagógica enchia o menino de adjetivos, ressaltando a nobreza de sua família, Bia a interrompeu chorando e disse: "E EU? O que vão fazer por mim?"





Fiquei surpresa. Fiquei arrasada. Senti meu coração quebrar em mil pedaços, vendo a fragilidade da minha filha naquele momento e mesmo assim, tendo forças pra clamar por si. Não deu tempo de saber quais medidas tomariam para esse caso, a tirei de lá antes.





Nessa escola, já temos uma nova professora, que também está tendo dificuldade de lidar com a turma. Os coordenadores estão bem empenhados e até agora, tem a minha total confiança, mas ouço diariamente a mesma queixa. "Me chamaram de gorda." "Chamaram a senhora de vadia." "Quebraram meu arco" "Amassaram meu trabalho".





Nessas horas é duro pensar no bem estar desses meninos. Nessas horas, só consigo pensar no bem estar da minha filha. Enquanto as coisas não tomam, definitivamente um rumo, faço o meu papel: o de acalentá-la, tomando todo o cuidado para não usar lupa nessa situação. Embora não possa de forma alguma, minimizar o que lhe aflige. Não posso fazer de conta que nada está acontecendo.





O meu desafio é fazer com que ela descubra o seu real valor. E que na hora em que ela descobrí-lo, deixará de ser vulnerável. Não a quero coitadinha, não quero que ela sinta pena de si mesma. A quero de cabeça erguida, para que nada nem ninguém a possa diminuir.





Até onde vai o direito do outro e começa o dela? Alguém já passou por isso?


Há um limite, certo?


E na escola, continuamos de olho!!!










28 comentários:

  1. Oi Dani!
    Sabe que meu mais velho mudou de escola esse ano, e escolhi uma sócio construtivista, por que me apaixonei pela ideologia, pela pedagogia, pelos princípios, e ingenuamente acreditei que os pais dos outros alunos pensassem como nós, e ficassem de olho se seus filhos estão captando a importância da palavra respeito, mas infelizmente não. Meu menino tb sofre com tiração de sarro com o nome dele. Acho que vc está certíssima, em fazer nossa parte, mostrando a eles o seu real valor, e ensinando a não fazer o mesmo, e respeitar as pessoas, que no futuro só vão ter a ganhar com isso, mas que a gente sofre em dobro quando eles sofrem é verdade né?
    Espero que tudo se amenize por aí, felicidades para sua família! beijo

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  2. Sua história me fez lembrar de outra:
    quando bati no menino da sala na minha irmã porque ele a chamou de baleia.
    Pra mim, naquela época, com 7/8 anos essa foi a melhor defesa.
    Lembro de todo mundo na diretoria e eu, repetindo, na cara da diretora, da minha mae e irmã e da mae do menino que, se ele fizesse de novo, eu iria bater nele de novo.
    Lembro da cara de espanto de todo mundo com aquele comportamento agressivo, porque eu faço o estilo calminha, sabe.
    Tentaram apaziguar de tudo quanto é jeito. Mas eu saí de lá ameaçando o menino e com uma advertencia nas costas.
    Mas valeu, nunca mais ele olhou pra Giovana.
    Acho que até hoje, se me ver, muda de calçada (brincadeira).
    Não, não estou fazendo propaganda de violência. Na minha cabeça de criança da época, dar umas lancheiradas no menino pareceu a melhor idéia do mundo, principalmente porque a escola/professora se calaram diante das ofensas dele.
    Acho que achei um jeito de chamar atençao para o que acontecia e, com isso, terminar com os xingamentos.
    Acho sim, Dani, que vc tem que chamar atenção da escola/professora para o que está acontecendo. Não são só os meninos que precisam disso. A Bia tb. E um trabalho conjunto sempre alcança melhores resultados.
    Sintam-se abraçadas!
    Bj.
    Dani
    PS: às vezes ainda me dá vontade de resolver as coisas assim, na base da lancheirada do snoop!

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  3. Dani, eu sofria com alguns comentários quando eu era pequena do tipo: Tomou sol de peneira, enferrujada, etc... Minhas sardas eram motivo de chacota.
    Mas eu tenho uma mãe porreta, que nunca permitiu que eu sentisse dó de mim mesma, então, como a sua filha, eu também questionava, apesar de muitas vezes me incomodar.
    O tempo passou e tirei proveito disso, afinal, tem muita gente que adora sardas e também venera as "gordinhas". Acho que isto tem que ficar claro pra ela. Ela é única, acima de tudo.
    Quanto a escola, sou a favor de ficar muito atenta. Não admito ofensas e tenho vivido isso aqui com meu filho mais velho, na Suíça. Algumas vezes, quando percebo e é na minha frente, eu intervenho e sempre procuro levantar a cabeça dele e relembrar o valor que ele tem.
    Já falei com a escola, professores, psicóloga, mas não vi resultados.
    Então, fico de olho, pois acho que enquanto forem pequenos, acredito que seja nosso papel tentar promover a auto-confiança e também ser uma espécie de escudo.
    Um beijo grande, Ju

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  4. Oi Dani,
    Eu sei o que sua mocinha passa pq eu era motivo de chacotas na época do primário também.
    Me chamavam de batata, balofa, baleia, jamanta. Mas eu nunca fui de revidar. Então ficava quieta no meu canto e tratava de tirar as melhores notas para mostrar que eu podia ser gorda mas sempre seria a melhor no rendimento. Na adolescência cresci e emagreci e ainda virei líder de turma pois era querida por todos.
    Fala pra ela que tudo passa e que esses bobos que ficam gozando não devem ter nem um quinto da criatividade, inteligência e maturidade dela... Conversar com as professoras, coordenadoras, diretora... é uma boa afinal assim ela vai ficando com ódio da escola. bjos e sorte aí!

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  5. Dani, meus filhos esse ano estão estudando, pela primeira vez em muitos anos, em escolas públicas. E nunca tiveram tantas atividades e participaram tanto com agora, e olha que eles faziam várias atividades nas outras também. A diversidade que eles vivem é muito enriquecedora.
    Quanto à sua filha, a escola tem que ajudar os meninos, mas também dar atenção a ela, que está sofrendo bullying, que também é muito grave. Não é o caso de punição, mas de mediação do conflito, para que ela não sofra e tenha consequências disso no futuro. E também envolver a família dos meninos, que tem a obrigação de atuar nisso.

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  6. Mas que perrengue hein? O caminho é elevar a auto-estima dela e mostrá-la que é linda e admirável do jeito dela. Não importa a forma física, e sim o que ela representa na vida dos que as cercam, sua inteligência, seu carinho e todas qualidades que ela tem. Diz pra ela que de cá estou mandando um enorme beijo.

    força!


    Priscila - maededudu.blogspot.com

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  7. Ai, Dani, que difícil... ao mesmo tempo que não tem que valorizar a situação e aumentar o sofrimento dela, vc tem que admitir que é uma situação horrorosa, que doi tanto neles (filhos) quanto em nós, pais. Difícil mesmo, imagino o seu dilema de como lidar com isso no dia a dia.
    Acontece que criança é má. Por natureza. Quem não foi bulinado, foi um bulinador na infância, salvo algumas exceções. Eu entendo que é difícil, sim. Bem difícil. Acho que conversar com a Bia, mostrar-lhe que não tenha vergonha, não se sinta mal, que é uma fase e daqui alguns anos o corpo dela vai ser tããããããooo diferente, que agora é hora de ser criança, não de prestar atenção nesses detalhes...
    Mas é complicado.

    Desejo toda boa sorte do mundo para vcs, porque criança nenhuma tem que sofrer por maldade dos outros. Mesmo que os outros em questão sejam crianças tbm.

    Beijos!

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  8. Tô chocada com a quatidade de gente nos comentários que já sofreram isso ou que os filhos estão sofrendo. Também me surpreende a tua serenidade.

    Semprei achei injusto o fato dos alunos que possuem algum comportamento desrespeitoso terem muito mais atenção dos educadores impedindo que aqueles que podem produzir coisas bacanas devem ficar de escanteio assistindo o professor resgatar algo de bom daquele aluno e muitas vezes ainda sofrendo insultos e humilhações.

    Como professora, muitas vezes tentava equilibrar isso e meu maior objetivo era trazer informações aos pais sem medo nenhum de perdê-los, sem tratá-los como clientes. Como a escola tem lidado com os pais dos gêmeos? é na base da conversinha morna? é fazendo encaminhamentos para terapias ´pertinentes à situação dessa família? é como?

    A escola muitas vezes acaba abrandando a coisa pra não perder o aluno $$$, não cosigo acreditar em escolas particulares tão praticantes de suas filosofias.

    penso que tu encontra aí uma oportunidade de reforçar o autoconhecimento, o controle das emoções e autoestima da Bia. Mas vai na escola bater o pé que não dá para aceitar ela ser insultada a esse ponto.

    bjos

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  9. Ai Dani, que difícil. E que inveja da sua serenidade e sensatez - acho que se fosse eu esqueceria que esses pequenos delinquentes são crianças e eu mesma daria uns cascudos!! Brincadeiras à parte, tem que ficar muito atenta mesmo. Sempre os agressores têm mais atenção, e já é um ponto positivíssimo sua filha ter se erguido e chamado a atenção para ela - sinal que sim, reforçar sempre a autoestima do filho é a melhor opção numa situação dessas. Mas o que vejo e ouço por aí é que as escolas e os educadores ainda não aprenderam a lidar com essas situações, o que é uma vergonha.
    Muita sorte e pensamento positivo pra vcs. Torcendo muito pra que a Bia reverta tudo isso em algo bom.
    Bjs

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  10. Ai Dani.. Posso te abraçar e me compadecer... Quando eu era pequena me chamavam de Maria Gasolina (meu nome é Maria Carolina). Eu achava horrível, me sentia muito mal, mas não deixava aquilo me abalar... Não ligava para a opinião dos outros, por causa do apoio da minha mãe... Assim como vc faz com a Bia... Infelizmente existem crianças que são muito más, mas não dá para isentar os pais dessa culpa.. Eu tenho primos que riem dos outros, exemplo dos pais em casa.. Acho horrível...
    Espero que tudo se resolva da melhor forma possível.. E a Bia não tem que se calar mesmo...
    Agora nosso coração de mãe, esse parte em pedaços, para não partirmos a cara de quem faz nossas crias sofrerem...

    Beijocas
    Carol

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  11. Ai Dani, fiquei com o coração apertadinho pela Bia...
    Acho incrível ela mesma poder falar por ela, mas acho o fim a escola se debruçar mais sobre os "alunos-problemas" do que sobre ela, ou sobre o resto da turma em geral.
    De alguma forma, independente das questões que os gêmeos tenham em casa, tem que ficar claro, por parte dos educadores, que qualquer tipo de agressão é inaceitável. Até porque, se esse é um recurso que eles utilizam justamente para chamar a atenção, estão conseguindo, não?
    Sim, você faz a sua parte de ampará-la e reforçar sua auto-estima, mas a escola também tem que fazer o papel que lhe cabe.
    Beijo grande pra você e pra Bia!

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  12. Puxa, me doí por vocês.
    Sempre me preocupo com essa história, esse bulling que sempre existiu mesmo sem nome.
    E a escola, bem, cabe a ela tentar solucionar, e rápido.
    Mas, se quer saber, acho mesmo que o problema de crianças agressoras é em casa e que o trabalho de educadores, aí, infelizmente, pode ser educar os pais (o que é bem mais difícil).
    De toda forma, acho que sua postura é a melhor. E que tudo vai se resolver. Ajudar a pequena Bia a se valorizar é um ótimo começo, e essencial para a vida adulta não?
    Beijos
    BIA
    www.maedacabecaaospes.com.br

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  13. Acho que vc já achou o caminho - aumentar a auto-estima dela, ensinar a se proteger emocionalmente.
    Mas a escola tb tem que protegê-la.
    Aluno ser agredido fisicamente ou emocionalmente não pode ser permitido.
    Que o meninos tenham problemas, e a culpa não é deles isso sabemos.
    Mas nem por isso os outros alunos tem que pagar um preço alto.
    Que a escola tenha sabedoria e seja rápida nas soluções.
    Pq para mim já passou dos limites...
    Um grande beijo no coração da Bia.

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  14. Queixas, queixas e mais queixas na coordenação pedagógica. O tamanho do problema do filho dos outros não diminui o problema que eles causam à minha.

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  15. "é uma crise familiar que os tira da condição de agressores e os coloca no de vítima. Toda a atenção da escola se volta para eles."
    Brilhante. Eu não tinha pensado nisso. Na escola da Emília tem uma criança que vinha agredindo todos os colegas sistematicamente, e Emília não ficava de fora, com mordidas e empurrões diários. Tudo bem, a menina só tem dois anos e tem que pegar mais leve. Mas e o agredido? Os agredidos, no caso?
    Muito complicado.
    Reflexão maravilhosa.
    Beijos!

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  16. E sobre esse último comentário, da Carolina: concordo. Eles só fazem alguma coisa se a gente reclamar, é impressionante. Quando Emília tinha 1 aninho, começou a morder um coleguinha. Chamaram a gente e inventaram um monte de teoria furada (tipo, ela mordia o amiguinho porque não comia pão de queijo). A menina tinha um ano, o que a gente ia fazer em casa? O problema era deles, porque com a gente ela nunca mordeu ninguém.
    Aí os pais da vítima começaram a reclamar e, pumba! colocaram mais uma educadora na sala, e o problema ficou resolvido.

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  17. Caramba Dani, que difícil! Eu acho que também conversaria na escola, reclamaria mais atenção ao caso e à Bia. Os meninos precisam de cuidado, de ajuda, para que consigam mudar seu comportamento - ao menos na escola né, porque na casa deles é outra história. A escola é um espaço público, todos que estão ali merecem ser respeitados. Isso é viver em sociedade, e é na escola que as crianças começam a aprender isso. Não é justo com a Bia! Pode até ser que outras crianças também estejam sofrendo com o comportamento desses mesmos meninos...
    Enfim, com essa mesma serenidade que vc escreveu aqui, converse lá na escola, chame atenção para o outro lado. E continue acalentando a Bia, reforçando a auto-estima dela com muito carinho!
    bjao

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  18. Nossa menina, que dureza. Fico pensando que, se fosse com a minha filha, eu ia conversar/brigar na coordenação e dar vexame, porque eu tenho um problema. Quando fico muito brava e frustrada, eu choro... A "vantagem" é que as pessoas assustam, então as vezes resolvem o problema.

    Mas concordo com as meninas acima. Os gêmeos podem ser vitimas, mas a situação familiar deles nao pode ser desculpa para fazer vista grossa sobre um comportamento inaceitável. A educação tem que continuar. E a covardia, né? Eles sao dois! Um da força pro outro, que se anima mais, e assim vai... É fundamental que a escola E a família deles repreendam esse comportamento. Pelo bem da sua pequena, claro, mas principalmente pelo bem deles mesmos, pessoas em formação...

    Força aí, e vai contando pra gente como isso se resolve!

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  19. Oi! Nunca passei por aqui, mas vou dar um pitaco no assunto, se vc não se importar: sou mãe recente, mas tenho 14 anos de sala de aula, sendo professora de adolescentes: qualquer forma de agressão, inclusive as verbais não podem ser toleradas: não há desculpa para o agressor que possam ser justificáveis neste caso. Esta vista grossa pe mais comum em escolas particulares, onde ninguém quer perder o "cliente", obviamente. Se possível, encha o saco de professores, coordenadores, até os cansarem: geralmente resolve.

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  20. Dani querida, juro que fiquei como coração apertado com essa situação e voce tem todos os motivos para se preocupar com a autoestima de Bia. Entendo também a preocupação da escola com os gêmeos, mas se não houver uma preocupação também com os colegas atingidos, o problema só vai aumentar e sempre haverá alguém que demandará mais atenção do que outros. Acho que a escola precisa fazer um trabalho com um alcance maior, que abarque toda a turma, envolvendo-a na solução do problema, porque isso é uma reflexão que TODOS precisam fazer.

    Querida, muito carinho, colo, beijos e abraços em Bia, e não tenho dúvidas de que ela está tendo todo o seu suporte emocional. Fico aqui torcendo para que essa situação se resolva e que Bia ganhe confiança e se sinta estimulada a frequentar a escola.

    bjos solidários!

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  21. Dani,
    Que situação difícil e que requer um tanto de cuidado da sua parte e principalmente da escola.
    Tenho certeza que dá todo suporte para a Bia. Acho que precisa realmente ser sincera e dizer tudo que pensa, deixar ela expressar o que anda sentindo. Vale o reforço de que é uma criança, que não deve se preocupar com que os outros dizem... Sempre teremos isso na vida, né? O maior desafio é aprender a lidar com tudo isso, mesmo sendo cedo para isso.
    Agora, já vivi e tenho exemplos de grupos nos quais por conta do número de alunos ou mesmo por conta do número de meninos X meninas apresentaram muitas questões e preocupações. Não tendo um equilíbrio, ou proximidade parecem que as questões tendem a aparecer. Se sobressaem de tal forma que fica difícil reverter a situação. Acho bom que você está atenta e acompanhando tudo desde o início... ainda é tempo e acho que é hora de se colocar perante o acontecimento e incômodos da Bia. Fale, explique e exiga uma postura diferente da escola.
    Tenho certeza que tudo tende a melhorar... Agora, não dá para deixar passar mesmo!!!
    Boa sorte! Um grande beijo.

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  22. oi, dani, li sua história e me identifiquei, sou pedagoga e mãe,entendo seu relato sobre sua filha se sentir assim, ela é sensivel e inteligente, em relação aos gêmeos, sei como pedagoga que não pe saudavel para lese, nem para a turma tê-los na mesma sala, no pano passado eu estava em uma escola que tinha trigêmos, poi bem cada um em uma sala. Esse ano estou com trabalhando com crianças de 4 anos, uma aluna tem irmã gêmea cada uma tem sua turma, isso ajuda na construção da identidade individual e também faz com eles deixem os problemas de casa lá, por que se eles passam por dificuldades em casa e na escola continuam na mesma sala o problemas se estende para a sala de aula(expliquei direito?). Querida converse com a direção da escola se for o caso. beijos.

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  23. Dani, entendo e admiro a sua compreensão ao tentar ver o lado dos meninos, que, como vc disse, ainda são acrianças. Mas, como mãe, é seu dever intervir por sua filha. Encha o saco da professora e da coordenação, que isso não é legal, que isso a está afligindo. Imagina que saco ser chamada de gorda numa turma onde ela não encontra a solidariedade de ninguém? Os outros colegas, meninos, provavelmente entram na onda dos agressores e a outra menina deve ficar calada, imagino eu.
    A professora tem de intervir, punir os meninos, sim. Assim como a coordenação. E vc tem de fiscalizar.
    Enfim, estou aqui, enfurecida, dando pitacos meio radicais, mas acho que é o que eu faria. Ainda mais que a escoa - ainda bem - permite o livre trânsito dos pais por lá. Agora é hora de pensar na SUA filha, que os outros já estão pensando nos meninos que a agridem.
    Beijos

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  24. Dani,
    Como é difícil tudo isso. Se colocar no lugar do filho, do colega, entender...
    Espero que você consiga resolver isso da melhor maneira.
    Muita luz e calma nessa hora!
    E boa sorte em tudo!
    Bjo!

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  25. Dani,
    Como é difícil tudo isso. Se colocar no lugar do filho, do colega, entender...
    Espero que você consiga resolver isso da melhor maneira.
    Muita luz e calma nessa hora!
    E boa sorte em tudo!
    Bjo!

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  26. nunca comentei aqui nem a conheço muito mas o post chamou minha atençao certavez na escola da minha filha havia uma crian ça que batia e mordia as outras e ninguem fazia nadapois ele era especial desde sempre avisei que se fizesse com a minha ia apanhar tambem as outras maes me olhavam feio mesmo vendo seus filhos sofrerem um dia disse que a minha filha tambem era especialcausando total espanto nas maes mas expliquei alegando que era minha filha unica geralmente a menor e mas magrinha da sala e que não estava acostumada com agressoes portanto pra mim ela é especial, acho que causei uma revoluçao e já no dia seguinte o agressor foi agredido,chorou,chorou mas nao tornoou a baterou morder ou seja ele não o fazia por ser especial,e sim sem limites. Ponha pé firme e não deixe sua filha sofre amanhã pode ser tarde.

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  27. Daninha:

    Parece que ser criança era mais simples na nossa época, não é? Mas acho que é uma questão de perspectiva (e distância) dos fatos... No final, nas lembranças, só ficam as coisas boas (se essas forem as coisas ressaltadas).

    Então, continue a fazer o seu papel de mãe DA BIA, ensinando, educando, explicando, acalentando. Porque é disso que ELA vai precisar para crescer (esteja você por perto ou não - pois você sabe que essa não vai ser a última das dificuldades ou a última das injustiças que ela vai enfrentar).

    Porém, como eu acho que NADA justifica um comportamento agressivo dos meninos ou de qualquer criança, EU falaria com a mãe deles! Além de falar com a professora, a diretora, a coordenadora de todos. Mas, eu teria uma honesta conversa de mãe pra mãe. Exporia o caso. Diria os que os filhos dela andam fazendo. Porque, às vezes, (como alguém comentou aí acima) as crianças fazem certas coisas na escola que NÃO fazem em casa.

    Então, eu como mãe dos meus SEMPRE peço pra professora me contar se eles sofreram algo OU SE MALTRATARAM alguém. POrque eu quero tomar providências! Porque eu sou contra essa "lei da compensação" estranha ("ai, tadinhos, eles já são órfãos de pai, eles precisam ter algumas regalias nessa vida, Miriane"...). Porque eu entendo que NADA justifica uma criança (pessoa!!!) que não respeita os outros.

    Bjos e bençãos.
    EStamos orando para que isso se resolva da maneira mais rápida e tranquila possível.
    Mirys
    www.diariodos3mosqueteiros.blogspot.com

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  28. Dani, eu sofri muitos anos ouvindo q era a gorda, q só servia pra amiga, baleia, saco de areia, etc. Machucava, doía, mas eu nunca fui de reclamar em casa, talvez por isso aprendi a me defender sozinha, a me posicionar e ser feliz mesmos sendo ridicularizada, eu construi meu grupo de amigos e era feliz com eles.

    Agora como mãe eu não sou nada pacífica. Se Analu chegar em casa reclamando repetidas vezes da mesma pessoa a escola vai ter q tomar uma postura.

    Os meninos podem ter "n" problemas, mas não são MEUS problemas. Problema meu é minha filha, é o bem estar dela. A escola deve sim pensar na melhor forma de lidar com os gêmeos, amas deve se preocupar coma s atitudes deles, no que fazem e em como cobrar atitudes dos pais deles. Ou isso ou eu vou lá bater o pé.

    Sou responsável pelas atitudes dos meus filhos, pois eu os educo, então que os pais dos outros tb sejam, nada mais justo.

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