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quinta-feira, 31 de maio de 2012

Só um trechinho...





Sempre fui muito alérgica. Sempre tive muitas infecções nas vias aéreas superiores e aprendi desde cedo a conviver com o desconforto e com a dor da sinusite. Fiz duas cirurgias e tudo bem. Isso nunca me melindrou, pelo contrário, me deixou digamos, fortalecida.





Adoecer sozinha, é uma coisa. E na vida adulta os chefes costumam aceitar atestados médicos. Só que hoje, não conto mais com a sorte de apresentar um em nenhum balcão de RH. Fui a alguns médicos e estou tratando de uma bronquite feat sinusite. E a última médica foi tão bacana! Rolou uma empatia. 





Nesse mesmo dia disse à ela com toda a franqueza que possuo que "não importa como me sinta, nem como acorde, eu simplesmente, tenho que dar conta" - técnica avançada que consiste pressionar o profissional da saúde a acertar o diagnóstico. (funciona)





Ao chegar em casa, mais tranquila e confiante, li o seguinte trecho num livro:








"No trem de volta para casa, chorei durante o trajeto. Chorei de novo quando peguei a caneta para escrever as experiências dessas mães. Acho muito difícil imaginar a coragem delas. Ainda estão vivas. O tempo as trouxe para o presente, mas a cada minuto, a cada segundo que passou, elas lutaram com as cenas que a morte lhes deixou; e a cada dia e a cada noite arcam com o fardo das lembranças dolorosas de terem perdido os filhos. Não é uma dor que a vontade de um ser humano possa eliminar (...) Mas elas tem que continuar vivendo, tem que sair de suas recordações e retornar à realidade. (...) Elas não enclausuraram a sua generosidade materna nas lembranças dos próprios filhos, não mergulharam em lágrimas e sofrimento, à espera de piedade. Com a grandeza das mães, formaram novas famílias para crianças que perderam os pais. Para mim, aquelas mulheres eram a prova da força inimaginável das chinesas. Como mãe, posso imaginar a perda que devem ter sentido, mas não sei se teria sido capaz de me dedicar tão prodigamente em meio a uma dor como a delas."





* o livro é "As Boas Mulheres da China", da jornalista Xinram. Recomendo.






Não me canso de admirar a generosidade e a capacidade que tem uma mulher, de se reerguer, de buscar soluções e de estar disposta a seguir sempre em frente, não importando o quanto isso lhe custe.








4 comentários:

  1. acho que a maternidade deixa a mulher mais forte. Falo por mim, me analisando antes e depois da alice. E é bem o que vc escreveu: aconteça o que acontecer, tem que dar conta.

    Bjs

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  2. sigo admirando de longe (vc) e de perto (dentro de mim)... pq, no final, a gente da mesmo conta, ne? BEIJAO

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  3. A proposta do fã clube ainda está de pé... Que tal???rs
    E a gente dá conta... SEMPRE...

    Beijocas Dani!!

    Carol

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