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quinta-feira, 28 de junho de 2012

Qual filho você ama mais?





Há alguns dias, havia elogiado a delicadeza das suas mãos e de como ainda eram pequenininhas e gordinhas. Daquele tipo que vc não consegue ver nenhum osso. Havia janelinhas abertas em sua boca. Suas bochechas ainda eram fofas e vermelhas. Corria pra nossa cama assim que amanhecia e o cabelo dela tinha um cheirinho doce. Ela ainda era um bebê, só que grande.





Essas observações vinham sendo feitas até a chegada de um serzinho muito menor. Ainda tímido nos seus gestos e no seu choro. De repente, aquela mãozinha fofa se pareceu gigantesca. Assim como todo o seu corpinho. Mudou-se a perspectiva. Tudo parecia grande demais, ameaçador demais. Era preciso cuidado. O bebê era muito mais frágil - eu falava.





Durante as manhãs, ela já não corria pra nossa cama, pois sabia que ela estava ocupada e todos os olhares eram para o meu seio e para a boca daquele bebê, que mamava alucinadamente. Momentos gostosos ainda aconteciam. Passávamos a tarde deitados. Todos juntos. Ela, o bebê e eu. Nos reconhecendo, criando intimidade, brincando ou cantando até que...por alguma motivo de força maior, eu era obrigada a interromper tudo. Sempre eu. Sempre motivos mais urgentes.





Cerca de um ano e meio se passou para que ouvisse algo que me machucou muito e me deixou completamente perturbada. Senti o amargo da injustiça. Duas pessoas do meu convívio, chegaram para o meu marido numa preocupação que acredito genuína e disseram que eu parecia gostar mais do bebê que da mais velha. Um detalhe: elas, mães de um filho só. Estavam falando do que não conheciam.





Como é do meu feitio, guardei isso e fiquei remoendo durante muito tempo até sentir que poderia falar do assunto sem bancar a ofendida.







Achava intimamente que estava conseguindo conciliar, enquanto tentava equilibrar todos os pratos. Achava que teria que me dedicar de corpo e alma aquele recém-nascido pra que não faltasse a ele tudo que a ela tinha dado. Seguindo essa lógica, fui levando essa maternagem plural. Sempre buscando conciliar, sempre buscando...





Cinco anos de diferença e duas fases bem diferentes no desenvolvimento de cada um dos filhos. 





Quem demandava mais atenção? A quem precisava socorrer a qualquer tempo e a qualquer instante? A quem precisava segurar nos braços, porque se negava a ficar deitado fosse onde fosse? Quem precisava de vigilância constante quando começou a engatinhar precocemente aos quatro meses? Quem me fazia passar noites e noites acordadas?







A gigantona e o bebê. Como escolher qual desses amar mais?








A resposta é óbvia. Ele demandava mais atenção, mas não há que se falar em amor. Mensurar isso, dessa forma superficial, é leviano. Amor a gente sente. Somente.





A chegada de mais um filho, muda tudo. Toda rotina estabelecida e a forma como nos relacionávamos entre si. Mas quem disse que essa mudança é ruim e que implica prejuízos? Seria mais correto falar em ajustes -  estes sim, absolutamente necessários.





Amar era ficar com o coração partido quando eu não podia fazer companhia a ela durante as refeições; era chorar quando eu a via se isolar, só pra conseguir brincar, sem aquelas mãozinhas pra espatifar todos os seus brinquedinhos rigorosamente alinhados; era quando a via tomar banho sozinha e antes que eu pudesse me justificar, ouvir seu entendimento, que eu não precisava me preocupar...sozinha, por força das circunstâncias aprendeu a cortar o próprio pão, a servir o próprio leite...era doído, ao mesmo tempo me enchia de orgulho essas atitudes.




Amar era sentir aquela presença pequena, ainda que proporcionalmente gigantesca,  no meio da madrugada perguntando se podia ajudar, afagando a cabeça do irmão e desejando que eu dormisse pelo menos uma noite completa. 





Não era amar menos, era fortalecer o amor que sempre esteve ali, se fazendo presente. E essa conversa procurei ter com ela, não com as pessoas que levantaram esse questionamento. Julguei mais produtivo. Choramos juntas e ela me disse da forma mais sincera que consegue ser: mãe, um dia te quis só pra mim. mas depois, já gostava tanto do meu irmão, que não queria vc longe dele. só quero que a gente fique junto: eu, vc, o papai e ele.





A chegada de um irmão, amadurece, pois se percebe que as atenções do mundo não giram para sempre ao redor do próprio umbigo. A chegada de um irmão fortalece o amor e o vínculo que já existiam ao mesmo tempo que ensina o acolhimento.





Disso uma lição: aos olhos dos outros, nunca seremos perfeitos. Pois cada um julga, baseado naquilo que tem dentro de si e das vivências que possui. 





Tudo isso aconteceu, enquanto eu aprendia a ser mãe de dois, enquanto aprendíamos que sempre se pode amar mais e melhor.








44 comentários:

  1. Dani, que lindo esse post! Também escrevi sobre isso uma vez, questionando sobre a forma diferente de amarmos nossos filhos.
    Cada um tem o seu jeito, as suas demandas, criamos afinidades diferentes,amamos de forma diferente. Mas isso não significa amar menos ou mais, tudo é amor.
    Lindo.

    Bjs

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  2. Que bonito! Ainda sou mãe fresquinha, de uma linda menina de 5 meses, mas posso dizer que entendo que esse amor é possível. Sou a filha mais velha em casa e, assim como sua menina, com uma diferença de 5 anos. Passei pelas fases - que vão e vem - de desejar ser a única e amar meu irmão sem medidas.
    Mais bonito ainda ver como esse amor de irmãos tornou sua menina madura.. verbalizando tão linda e simplesmente o que é uma família. Parabéns!

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  3. Há poucos dias de ter o segundo filho, confesso que chorei. Parece que a cada dia mais que se aproxima do parto eu amo mais o filho que já tenho. Um medo enorme de magoá-lo toma conta de mim e eu entendo perfeitamente o que vc deve ter passado sendo julgada dessa forma. Mais atenção não tem NADA a ver com mais amor...
    Beijos, Débora

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  4. Simplesmente perfeito, real e verdadeiro.

    Amo.

    Beijos

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  5. Nossa, como eu chorei lendo isso aqui, me vi aí, um pouco diferente pq por aqui os dois ainda são pequenos, mas vejo que por causa da chegada do José Miguel a Sophia tem sido precoce em mtas coisas, me enche de orgulho mas sinto as pessoas me cobrando, acontece q ñ a obrigo a amadurecer, apenas acontece...e um dia desses estava eu toda chuézinha com peso na consciência e o marido disse: "Ela te ama e sabe o quanto você a ama, ñ se cobre nada, você tem sido a melhor mãe que pode ser e isso tem feito bem aos dois!"Que assim seja!
    Obrigada pelo texto e por compartilhar sua experiência!

    Beijos da sumida nos comentários mas sempre leitora do blog...Vanessa Figueiredo

    http://vanessinhafigueiredo.com

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  6. Também estou prestes a dar à luz ao segundo filho. Meu 1º também tem 5 anos e está com grande ansiedade pela chegada da irmã. Confesso que me emocionei lendo este texto, me colocando em seu lugar e pensando que logo serei eu. É muito doído o julgamento de terceiros quando nós mesmas já estamas nos consumindo em culpas (mãe sempre sente culpa de tudo). Tento pensar que meu 1º teve todo o amor, carinho e cuidado que foi necessário e continuará tendo, porém as demandas dele hoje são bem diferentes de um recém-nascido.

    Aline
    Gov. Valadares

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  7. Lindo,Verdadeiro e emocionante!

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  8. Dani, acho que esse é um dos textos mais lindos que vc já escreveu...
    Não sei se porque estou cheia de hormônios, se porque essas perguntas volta e meia rondam minha cabeça, se porque estou prestes a também virar mãe de dois...
    Mas o fato é que estou cheia de lágrimas aqui.
    Sabe quando parece que alguém escreveu algo pra gente? Então, obrigada!
    Bjos

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  9. Dani,
    Existe mulheres e mulheres, mães e mães, infelizmente algumas não sabem fazer essa diferença, essa distinção de quem precisa mais ou menos no momento. Em algumas famílias existe sim preferência entre um filho e o outro, vivo essa situação com meu marido, onde é claro a preferência da mãe e pai de quem é o filho preferido, de quem é o neto preferido, infelizmente isso é real. Claro meu marido é um homem adulto e sabe lidar melhor com isso hj, mais ouço da própria boca dele, histórias da infância onde ele falava que a irmã ganhava algo, e ele não.
    E na idade adulta tb, qdo ela precisa de algo todos correm para ajudar, enquanto ele sequer recebe um telefonema no dia do aniversário.
    No seu caso acredito que vc seja uma mãe bem melhor.
    Abs

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  10. Terminei com os olhos cheios de lágrimas, lindo texto.
    E foi bem na minha ferida, pq estou na dúvida sobre uma segunda gestação. Mas não sobre o tipo de amor, nem sobre a quantidade de amor para um filho ou para o outro. É justamente esses ajustes que me aflingem, será que consigo???

    Beijão

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  11. É a primeira vez que passo aqui e chego neste texto lindo. Perfeita colocação de palavras e sentimentos - ajustes e um amor que não se mensura, sente-se.
    Beijo

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  12. Me emocionei com esse seu post, achei lindo demais o jeito que vc falou da sua filha, como é bom esses momentos né?!


    Tenho certeza que é a melhor mae do mundo para seus filhos, os dois terão muito orgulho de vc. Tenho certeza.

    Parabéns pela família linda.

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  13. NOSSA! Adorei o texto. Serviu direitinho pra mim. As vezes brigo mais com um que com outro, chamo atenção, abraço um, pego no colo outro... cada serzinho é diferente, cada idade precisa de coisas e cuidados diferentes... mas eu acho que o amor, no caso dos filhos nnca divide e sim se multiplica... impossível ver minha vida sem os dois... eles me completam, eles são minha vida, incondicionalmente!
    Muito lindo o texto, mesmo!
    Abraços, gisele
    www.kidsindoors.com

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  14. Dani, que texto transparente, sincero. Gostei. E como você, muitas de nós, mães de dois, três... passamos por esta experiência. Veja no meu caso,
    lá no blog você vê o quanto Gabriel está presente na maioria dos textos... e por conta disso, já me perguntaram se eu gostava mais dele que de Lucas. Me senti exatamente como você...
    Na verdade o amor é o mesmo, mas a demanda de atenção é bem diferente. Gabriel não é um bebê, mas exige que minhas antenas estejam sempre a postos, enquanto Lucas vem em um ritmo mais tranquilo. E vamos seguindo, aprendendo a ser mãe de dois!! Bjs

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  15. Vim aqui p dizer q acabo de fundar o fã-vlube oficial da Balzaca. Já mandei fazer faixa, camiseta e carteirinha.
    Tamo indo acampar na frente da sua casa. Jokas da Mi diiirce

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  16. Lindo o texto. Estou organizando as ideias na cabeca... sera que estou pronta para um segundo?! :)

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  17. Que lindo texto!
    Como mãe de dois, tb passo por isso e tb já escutei questionamentos desse tipo.
    Acho que, sim, cada criança é diferente e nos traz reações e cuidados distintos. Mas, não, não se ama mais um do que o outro... nem menos...
    Afinal, até exite uma expressão que sintetiza isso "coração de mãe sempre cabe mais um"... o que significa que mãe ama sempre, ama muitos, ama muito, ama mais...
    Beijão
    Sofia

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  18. Dani, tenho um casalzinho de gemeos de 6 meses de vida... Imagina que eu tenho que me desdobrar para dar atencao, amor, carinho e cuidados para ambos simultaneamente, ja que os dois demandam os mesmos tipos de necessidades. No comeco achava que nao ia dar, que um deles sempre "sobraria", que nao ia curtir os dois da mesma forma e com a mesma intensidade. Bobagem. Mesmo sendo mae de primeira viagem, ja descobri que a gente pode tudo o que a gente se propuser a fazer, e que o amor so cresce e se multiplica, nunca vai faltar. Ser mae é superar dilemas, nao? Beijos

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  19. Que lindo, Dani!
    É bem isso mesmo.. não necessita ser mensurado, apenas sentido. Existem várias formas de amar e de cuidar.
    As pessoas costumam pensar muito que pra algo ser certo ou justo, deve ser igual para todos, mas como ser igual se as pessoas não são iguais, né?
    Achei lindo você ter ido conversar com a sua filhota mais velha. Se alguém nessa história toda devia ser ouvida, era ela. E você.. :)

    Eu não sei o que é ser mãe de um, nem de dois. Mas, entendo de amor e de diálogo. E dá pra perceber carinho até na forma como você escreve sobre seus pequenos e sua família! ^^

    Uma amiga da minha mãe tem dois filhos também. A mais velha tinha 2 anos quando o pequeno nasceu. E foi bem difícil pra ela.. ainda está sendo. A gente sofre junto com ela.. mas as coisas vão caminhando.. a mãe conversa bastante. É sempre uma oportunidade de crescimento para a família toda, como você falou! :)

    Também gostei demais do blog! Voltarei aqui mais vezes com certeza! ^^

    Beijinhos!
    ;*

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  20. Me fez chorar. A forma linda que sua filha expressou os sentimentos, o amor pelo irmão e como conseguiu lidar com tudo isso.

    Sou mãe de três e vi esta cena se repetir duas vezes. Atuamente o Leonardo tem 5 anos, o Rafael tem 3 e minha caçulinha Gabriela acabou de fazer 1 aninho...

    E realmente as mãozinhas parecem maiores, a independência ao tomar banho sozinho nos orgulha, mas dói um pouquinho saber que estão crescendo e se virando como podem.

    Aqui em casa não é diferente. As pessoas julgam que existe 'um preferido'. Você bem sabe que não existem preferências. O que existe são personalidades diferentes. Meu filho mais velho gosta muito de brincar sozinho, é mais tímido, não é chegado a beijos e abraços. Já o do meio é um grude, com todo mundo... E isso faz com que pareça ser mais 'querido', mas não é.

    Nosso amor é o mesmo, por todos eles!
    Deus proteja vocês!
    Beijos!
    Aline

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  21. Que lindo! Me identifiquei demais com tudo que você escreveu, e me emocionei. Me cobro muito, quero que meu filho tenha o mesmo cuidado que tive com minha filha, e acabo sacrificando um pouco o convívio com ela, por causa disso. E infelizmente as pessoas julgam, até gente da propria familia... Mas quero estar com ela, quero me dedicar a ela também, e faço um esforço tremendo pra isso. E daí quem acaba cansada e desgastada no final do dia, sou eu. Mas acho que estou no caminho certo. Antes eu não entendia isso, mas realmente, mãe não consegue escolher entre os filhos, eu amo muito meus dois mini terroristas! rsrsrsrs ... Beijos

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  22. Texto lindo!!!
    É engraçado estes julgamentos, né?
    E quer saber? Nao sei se vejo bondade em quem fez o comentario, não?

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  23. Chorei! E confesso que depois das suas palavras e das ditas pela Bia (o pequena grande querida), meu coração seguirá mais tranquilo !

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  24. Chorei. Que lindo. Sua filha é uma fofa, já comentei aqui o quanto a acho madura e sensível. Desde já me pergunto e me culpo como será quando o bebê #2 nascer, daqui a alguns meses, já sofro por saber que não vou poder dar toda a atenção que dou hoje pra minha filha. Mas um dos motivos que quis ter outro filho é justamente proporcionar a ela a oportunidade de dividir, já dentro de casa, além de provar do sabor maravilhoso que é ter um irmão.
    Parabéns, Dani, pelo post, pelos filhos, pela família, pela forma com que vc coloca os sentimentos em palavras.
    Bjos

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  25. M-A-R-A-V_I-L-H-O-S-O!!!!! Que texto especial e real demais! Amei a maneira com escreveu... tudo tão verdadeiro. Já ouvi algo semelhante Dani. Como é difícil lidar com tudo isso. Me vi tanto em todo esse acontecimento... ainda mais com três filhos. Um desafio e tanto!
    Beijos

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  26. Oi Dani, muito lindo e especial esse seu texto. Eu passei exatamente por isso aqui. A diferença de 6 anos, interesses totalmente diferentes e eu tentando equilibrar os pratos. Tentando dar a mais nova a mesma atenção e dedicação que dei a mais velha quando bebê. E ainda achava que a mais velha iria ver como foi amada pois estaria presenciando a dedicação. Bom, recebi o mesmo comentário e este veio do marido da minha mãe e foi bem duro: "Você está apaixonada pela Sofia, está deixando a Ana Luiza de lado e ela está sentindo". Foi duro mas serviu de alerta. Eu não poderia dar para a Sofia a mesma atenção que dei para a Ana Luiza, pois com a Ana Luiza não tinha mais ninguém. É difícil equilibrar. Eu sempre digo que a minha adaptação de vida sem filho para um filho foi mais fácil do que a vida com um filho para dois.
    Agora, dizer que amamos mais um filho do que outro não existe. Amor não se calcula, amor se sente. Amor por filho é sentido com uma intensidade incalculável.
    beijos
    Chris
    http://inventandocomamamae.blogspot.com/

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  27. Dani, chorei ao ler esse post maravilhoso.
    Sou a filha mais velha de um casal. Senti na pele o que a Bia sentiu. Mas isso não me fez menos feliz. A felicidade de ter um irmão era tão grande que eu nem me lembro de ter pedido algo pra mamãe. Na verdade eu queria aquele bebê pra mim porque o meu instinto materno é mais antigo que a minha condição de mãe da Sophia. Olha se a Bia está bem se ela se virou é porque tinha q ser assim mesmo. Logo o Otto vai estar maior e ela vai ensinar pra ele como se virar sozinho. Tudo se ajeita! bjos mil e parabéns por mais um post emocionante!

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  28. Dani q lindo... estou emocionada, sou a filha mais velha, e só tenho um irmão e sou exatamente 5 anos mais velha... acho sei bem como a Bia se sente... e vc relatou isso de uma forma maravilhosa!!!

    Bjs

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  29. Desculpe o palavrão, mas puta merda, que texto lindo. Não tem como não chorar. Desde que resolvi ter a Luna, penso que quero dar um irmão pra ela, mas tenho muito medo, muito medo... Amo tanto a Luna que me dói só de pensar nela podendo sentir coisas assim. E as coisas que você escreveu fazem tanto sentido... Sei que esse dia chegará e sei que teremos que lidar com ele, todos junto, com todo o amor que for possível.
    Beijos,
    Aline
    www.decaronanacegonha.blogspot.com

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  30. Que post lindo... que sensibilidade Dani. Não posso falar do amor de mãe de dois, mais posso falar de amor. Penso como vc, se eu tivesse outro filho, ia querer dedicar a ele todo carinho e atenção que dediquei ao Bento. Isso não é amar menos um que outro, é atender uma demanda momentânea maior. Lindo vc perceber isso, e mais incrível é sua filha entender isso também. Sinal que vc tem feito um ótimo trabalho mocinha!
    bjos!

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  31. Como faço para votar neste post como o melhor post do mundo no concurso do LimeTree?

    Eu ia te dizer para ler o post para ela mas segui lendo e me senti uma tola pois é óbvio que uma grande mulher como você já o teria feito.

    No ano que vem talvez eu queira engravidar. Amei seu post, seu jeito de escrever, sua perspectiva sobre o ocorrido. Chorei! E sua filha, com uma mãe como você só poderia ter essa atitude elevada!

    Parabéns!

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  32. Nossa ... chorei muito com o seu post .. minhas filhas tb tem essa diferença de 5 anos ... e tb já ouvi q gosto mais da menor né ... dói na alma ... mesmo sabendo que é mentira

    Beijos

    Diana Cine

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  33. a maioria da mães amorosas e dedicadas (sim, pq existem as que não o são)têm sempre o instinto de proteger mais o filho mais frágil.. é natural, sem que isso necessariamente signifique uma preferência (ou afinidade maior) por um ou por outro :)

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  34. Ouço essas críticas de minha mãe. Sou filha única. Ela realmente nÃo consegue imaginar o que é ter 2, e nÃo ama igualmente os dois netos. Nem isso consegue. E não disfarça a preferência, até os vizinhos dela notaram.

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  35. Que coisa mais linda... chorei, meu marido chorou... lindo!

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  36. Dani que texto maravilhoso. Me emocionei tanto que não pude deixar de sair do celular, onde eu li o texto, e entrar no seu blog pelo computador para deixar um comentário. Adorei! Se eu tivesse lido antes teria votado em você também! Mas tudo bem, aquele premio de ir para NY era pequeno perto das grandes autoras que deixaram suas emoções e inspirações registradas la na limetree. Um beijo e prazer em ler você.

    Sua conterranea que estava falando com você no facebook: Milena Lanne, do www.mamaeaos22.blogspot.com

    Beijossss

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  37. Oi Dani! Lindo seu relato. Só quem tem mais de um filho pode dizer o que sente e as dificuldades de dar atenção para cada um. Filhos não são iguais nem mesmo quando nascem juntos e muitas vezes exigem mais ou menos atenção. Mais ou menos orientação. Nunca seremos perfeitas e os filhos também precisam saber disso. Um beijo, Gisa Hangai / www.maebacana.com.br Ah! Sou de Florianópolis.

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  38. Dani, desculpe-me falar assim com tanta intimidade, mas é que me sinto até íntima pela quantidade de vezes que já li esse seu texto.
    acabo de ter meu segundo filho com um intervalo de 3 anos entre eles, e ler esse seu texto acalmou meu coração diversas vezes durante a gravidez e acalma sempre que eu venho aqui na tag "aprendizado" para lê-lo.

    hoje o bebê tem 1 mês e 8 dias e a mais velha está quase completando 3 anos e 2 meses e sinto que temos aprendido muito sobre dividir, multiplicar e muitas outras coisas.

    um beijo,
    eduarda

    ah, esqueci de dizer que faço parte do grupo maternidade consciente também! :)

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  39. Maravilhoso texto!!!

    Amei sua descrição... tenho certeza que é assim que vou me sentir daqui há alguns meses, estou gestando uma menininha e tenho um meninho de quase 3 anos... obrigada por me ensinar tanto com este texto, parabéns!!!

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  40. Nunca chorei tanto ao ler um blog! Tenho passado por isso e muitas vezes nao sei como lidar com esse sentimento, com essa reação do meu filho mais velho. Sinto a falta dele em nossa cama pelas manhãs também. As vezes o percebo tão grande e outras vezes tão pequeno... Confesso que ainda nao aprendi a lidar com essa nova rotina! Preciso urgentemente de ajuda! Obrigada. Alessandra Campos

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  41. Dani que saudade daqui.... Chorei... Como estou vivendo esse momento, sinto intensamente tudo o que descreveu com a diferença que uma tem 2 anos e 2 meses e a outra 3 meses. É muito dolorido ver a minha pequena brincando sozinha e eu sem poder fazer nada, pois naquele momento tem a outra que precisa de mim... Mas parece que ela é tão compreensiva.. Espero que não acarrete nenhum trauma futuro essa lacuna que fica em alguns momentos da nossa convivência...
    Beijos e obrigada por compartilhar tamanho sentimento...
    Tb estou em processo de aprendizado de como ser mãe de dois!!!

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  42. Lindo!!!! me identifiquei com cada palavra, lembrando de cada vez que eu falei pra minha juju de 5 anos, calma, a mamae tem que ver o miguel (de 8 meses)!!!! Juro que vou redobrar a atenção... mas o amor é igual!!!!! imenso!!!!!

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  43. Perfeito esse texto, tbm ja fui julgada, vieam falar que eu não dava mais atenção pro Mi e só cuidava do Arthur, na hora fiquei sem respostas, mas depois analisei e vi que era muito mais fácil virem me julgar do que ver o quanto eu sofria ao não poder dar o colo que ele pedia pq estava com mãos ocupadas, só quem é mãe de dois entende, e cada um com sua experiência né? afinal cada um é ums er único.
    -

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  44. Nossaa adorei esse seu post .... Me vi em suas palavras com a chegada da minha filha (Sabrina) quando a Raissa tinha apenas 3 anos. Vi a Raissa aprender muitas coisas sozinhas pq nao tinha tempo para encina-la a fazer. E com muita dor no peito e lagrimas nos olhos tive que tirar muitas coisas dela, dizendo que ja estava grandinha e nao precisava mais , para poder dar essas mesmas coisas a mais nova . Como vc mesmo disse ,nao deixei de amar mais , apenas que a Sabrina necessitava de mais atençao. Chorei muito com o seu post, pois a Raissa que esta com 10 anos, ate hoje se isola quando quer sossego pois a outra nao a deixa em paz. Mas mesmo com as brigas e tudo mais. Nunca vi um amor tao grande que ela tem para a irma , a protege de tudo e sempre ta ensinando algo novo a Sabrina.E mesmo me culpando tanto e por tudo, consegui fazer que elas se amam-se, da mesma forma que as amo. Ainda sempre me da uma pontada de culpa quando faço algo para uma e nao faço para outra.Mas aprendi que elas sao diferentes e mesmo me dedicando a uma ou a outra em alguma situaçao, elas nunca acharam que amava mais a uma do que a outra.Acho que isso e ser mae e errando que se aprende !!!

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