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sábado, 27 de novembro de 2010

Somos como nossos pais?


É incrível acompanhar o crescimento dos filhos, percebendo as mudanças: umas mais visíveis, outras não.





A minha filha mais velha tem 7 anos e está crescendo assustadoramente. Não que eu queira encomendar da Tinker Bell, dúzias de potinhos de pó de pirlimpimpim, mas se vc não estiver preparado emocionalmente, novidades vindas dos amiguinhos de escola podem fazer vc perder o tino. Tá rindo, né? Segura essa: “Mãe, vc conhece o Justin Bieber?"





Gente, choquei!


Fiquei zonza por alguns minutos e saí tateando pela casa à procura do marido, para que ele me ajudasse nesse momento tão difícil. Absurdamente calmo e mostrando uma segurança que me deu inveja ele se mostrou interessadíssimo em conhecer o cantor teen do momento.





Passei dias pensando a respeito disso. A Bia está vivendo uma fase eufórica em estar sendo aceita pelos amiguinhos. Há dois anos, ela vinha sofrendo bullying na antiga escola e agora a sorte parece estar lhe sorrindo.





Super querida por todos, vive com agenda repleta de compromissos. E a cada um deles, vou revivendo o passado. Isso estava me angustiando muito, pois não achava justo dizer não a tudo que ela me pedia, mas me achava displicente como mãe dizer sempre sim. Sabe aquela crise existencial básica? De tanto conversar com as amigas a respeito, comecei a raciocinar sem estar presa aos conceitos da minha mãe.





Sempre quis retardar ao máximo a convivência, e, principalmente, a influência dos pares na vida dela, simplesmente porque fui criada achando nocivos tais relacionamentos. Pois bem, chega um momento onde vc se vê obrigada a repensar suas convicções e reviver velhos traumas de infância e a partir dessas reflexões, escolher que tipo de maternidade se quer exercer.





Olhando aquela carinha feliz, cheia de grandes novidades pra contar, depois de uma festinha do pijama na casa da melhor amiga, optei em ser GENEROSA e compartilhar o mundo com ela e, sobretudo compartilhá-la com o mundo. Ó, como a vida é maravilhosa: ela te dá a oportunidade de fazer diferente. É só escolher!





Descobri que posse não significa zelo e que o amor vai além. Mais importante que a influência dos pares, é ter uma base familiar sólida, que dá suporte, que orienta, que acolhe.





E é esse tipo de mãe que sempre quis ser, a que encoraja a descobrir as maravilhas da vida e a que está de braços abertos para abraçar na chegada.





Agora o Justin Bieber tem três novos fãs: meu marido, minha filha e eu, que aprendi a dizer sim, sem medo de ser feliz.



Outro exercício do SIM, foi quando da visita do meu irmão à Florianópolis. Havia um passeio de escuna para conhecer as fortalezas no entorno da ilha programado, e meu irmão pediu para que ela fosse junto...até hesitei, mas....cedi e ela viver uma aventura inesquecível! Foi um passeio enriquecedor: conheceu um pouco da história da cidade e ficou ainda mais próxima do tio que só vê anualmente.






















Olha a carinha curiosa! A indignação veio ao descobrir que a ilha de

Ratones servia como depósito de enfermos. Foi um passeio fascinante!







Sigo aprendendo.

Por mim e por ela.












Um comentário:

  1. Bem, não sei porque mas chorei ao ler esse post...boba, neh...ando assim ultimamente!Achei lindo, e imagino com é complexo quando os filhos começam a chegar em "uma certa fase", espero fazer diferente do que meus pais fizeram, não quero que ela se sinta uma boneca de porcelana, mas quero aprender a ter o equilíbrio entre o sim e o não!Tenho aprendido muito...
    Obrigada
    Vanessa
    http://vanessinhafigueiredo.com

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