O texto fala de algo que nunca vou poder deixar de falar e que maioria das vezes vou preferir calar...
Por: Anderson
Sou um cara que sempre buscou respostas pra esse enigma que é a vida e a morte. Independente do que ditam as crenças (ou descrenças) alheias, eu sei que um dia todos nós nos veremos de novo, e que a aparente perda e a intensa saudade são necessidades das limitações do nosso mundo.
Já faz 8 ou 9 anos? Não lembro. Não conto. Ficar contando os anos me dá a falsa impressão de que o tempo nos distancia, quando a verdade é que nos aproximamos mais ainda ao que o tempo passa. Sinto saudades imensas da minha mãe, uma mulher alegre, bem disposta, apaixonada pelos filhos, pelo marido, pela família toda. Mas longe de mim cultivar qualquer sentimento ruim por conta da aparente ausência dela. Sim, porque ela vive dentro de mim, brotei dela e carrego em mim, no que sou, no que ela me ensinou a ser, uma parte dela. Assim como muitas outras pessoas em que ela deixou sua marca de amor, amizade e companheirismo.
Lembro de um sonho que tive, exatamente na madrugada do dia das mães, embora eu nem lembrasse disso na época (sempre fui péssimo com datas), onde ela vinha até mim e me abraçava calorosamente, num cenário bem alegre, iluminado. Ah, que presente maravilhoso! Acordei tão bem. Sim, não chorei pela falta ou por qualquer outro sentimento negativo. Deixei umas lágrimas escorrerem, mas foi de pura felicidade. Eu não sinto, absolutamente, que eu esteja separado dela de qualquer forma. As coisas precisam correr o seu curso independente de como achamos, na nossa pífia compreensão, que deveria ser. Sou partidário da crença de que tudo no Universo está exatamente aonde deveria estar. Mas que isso não justifique comodismos de qualquer tipo. Com isso quero dizer que não precisamos nos lamentar pelas fatalidades da vida, mesmo que a primeira instância sejamos atingidos pelo choque das mesmas.
Se temos que tirar lições de tudo na nossa vida, essa foi a que eu tirei quando minha mãe cruzou os Portais da Morte, que parecem sempre tão tenebrosos, mas só porque o medo do desconhecido nos faz ver assim. Além, obviamente, da nossa ânsia em não querer se separar dos nossos. Temos que aprender a lidar com isso melhor, é o que eu penso. Milênios de história humana e nunca nos acostumamos com a ideia da morte. Pra mim a morte é apenas uma continuação da vida, já que o nosso corpo é perecível. A alma, porém, é eterna. Alguém pode dizer que essa crença é apenas um subterfúgio pra me trazer conforto quanto à essa situação. Bom, posso até estar errado quanto a isso. Mas o meu amor por ela é eterno e não há quem diga o contrário. De resto, minha verdade me satisfaz.
As memórias que tenho dela são da minha infância, das lições que ela me deu, dos beijos de boa noite, das festinhas de aniversário, dos cartões de dia-das-mães, das visitas chatas aos amigos onde eu me via obrigado a ser sociável e dos beliscões que eu recebia pra isso, rs... Das idas à praia, lá em Fortaleza, com meus primos e tias. Uma maravilha! Meu tesouro guardado na memória!
Só lamento por não ter tido o prazer de, agora depois de crescido, sentar num bar e beber com meus pais, ter conversa de adulto com minha mãe, mostrar pra ela quem eu sou e o que espero da vida. Mas tirando esses pequenos prazeres, o resto eu tenho! Converso demais com ela e garanto a vocês que ainda sinto uns beliscões dela! E isso compensa qualquer tristeza.
Nessas poucas palavras (porque serão sempre poucas) expresso meu amor por ela. Dedico essas palavras também à minha prima Daniele, que sabe perfeitamente de quem falo. Falando aqui diretamente pra você, saiba que vejo muito dela em ti, e te agradeço por saber expressar isso tão amorosamente. Você é e será sempre muito especial, como ela É e sempre será pra nós.
Grande beijo,
Anderson
E na semana em que se comemora o dia das mães, fico sempre me perguntando o que sente quem não as tem. Saudade é um sentimento difícil de ser administrado e o Anderson é um belíssimo exemplo de superação. E só tenho a agradecer a ele por esse presente!
Anna, minha tia, se foi há oito anos, quando tinha 35, de um câncer que a venceu. Deixou marido e dois filhos lindos, que na época tinham 12 e 9 anos.
É um alento saber que apesar da morte, a gente nunca se vai completamente. Ficam sempre fragmentos do que fomos, como sementes, espalhadas em quem amamos.
Fica aqui a nossa homenagem a todos aqueles que nesse dia especial, sentem saudade.

Oi amiga
ResponderExcluirEstou sempre por aqui viu, é que as vezes na correria não comento.
Esse sentimento eu conheço beeeem. tb perdi a minha, e esta semana tb fiz texto disso - a gente tem que botar pra fora né?
Beijos e feliz dia das mães pra nós todos.
Belissimo post.Impossivel n se emocionar.Todos os dias das mães eu me lembro disso,sabia? penso que não convive com a mãe e nas mães que perderam seus filhos..Ser mãe e ter mãe é eterno,mesmo que não nesse plano..Mas elas ( e os filhos) estaão sempre conosco.A saudade é inevitavel,nada supre o calor de um abraço quando é o que se mais deseja..Minha admiração para quem sabe lidar bem com esses sentimentos,pq para isso eu sou uma b...,n sei se saberia lidar bem c isso,rs..
ResponderExcluirbeijos e um feliz dia das mães.
Acho que ser mãe é parte daquilo que chamamos de viver eternamente. Nossa vida se perpetua em nossos filhos, não só pela "semente", mas pelo amor que transferimos e ensinamos.
ResponderExcluirBjs e feliz dia das mães!
Ser mãe é oque de mais maravilhoso me aconteceu, a morte é natural que seja primeiro das mães. Doloroso deve ser em qualquer época.E só o tempo é que pode amenizar esta dor.Cada um tem uma crença...não sou religiosa mas tenho religiosidade e acredito que nada é por acaso e que um dia nos encontraremos de novo com aqueles que não terminamos nossa história.
ResponderExcluirGrande bj e feliz dia da mães.
Meu Deus do Céu o que é isso Dani??? Estou tão engasgada, tão emocionada, tão admirada, tão fascinada por este texto, por esta lição de vida, de amor, infinito, inabalável..não sei, sequer consigo responder à altura..nem digitar eu consigo..só você pra fazer isso. Me senti tão agraciada por conhecer este amor, por receber esta mensagem que me fez parar e refletir sobre tanta coisa e até me sentir pequena por até este momento não ter me lembrado daqueles que não tem fisicamente a mãe por perto, mas por outro lado me senti tão gratificada, imensamente feliz e aliviada por ter despertado em mim uma nova maneira de pensar e agir quando isso um dia acontecer comigo..eu acredito em Deus, acredito na imortalidade da alma, com certeza..mas nunca me preparei para isso e não consigo imaginar como me sentirei, e agora, me foi lindamente apresentado uma nova maneira, uma escolha, que sem dúvida farei quando este dia - rezo para que demore muito - chegar. Muito obrigada Dani, muito obrigada Anderson. De coração, foi uma honra pra mim ler vocês. Beijo no coração!
ResponderExcluirTá no ar!!!! Bjks
ResponderExcluiradorei! e a praias de fortaleza... ahh, nem fala... saudades!
ResponderExcluirDani, não sei como não te seguia,mas cá estou eu, e adorei!
ResponderExcluirLINDO,LINDO!
EMOCIONANTE!
BEIJOS
Dani,
ResponderExcluirVi o comecinho do seu texto no blog Vestido de Rodar que eu amo, e resolvi vir aqui ler esse post de 13 de abril, eu amei e chorei...Mãe é boba mesmo, chora por tudo, só aqgora descobri pq minha mãe era uma chorona...
To te seguindo ta?
Fica a vontade pra conhecer meu cantinho!!!
Bjo
Dani,acabei de chegar e não consigo sair.
ResponderExcluirParabéns pelas suas palavras,a cada texto que resolvo ler,acho um pouco de mim.
Espero me achar mais vezes por aqui.
Bjs
Mas vc é MUITO sortuda!!!! Parabéns amor!!! Bjks
ResponderExcluirOi!! Tb conheci o blog hj e me emocionei muito com o post, muito verdadeiro e parecidíssimo com o que sinto pela minha mãe que tb já partiu...
ResponderExcluirSeu blog é ótimo, morri de rir com o videogame, eu tb "enchi os pacová" do meu filho quando ele ganhou o 1o. e agora torço para ele jogar um tempinho, rs!
um beijo e feliz dia das mães para vc!
Lindíssimo. Chorei!
ResponderExcluirAmo ler seu blog, rs.
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