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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

As particularidades do sexo numa relação {com filhos}





O espanto já é comum sempre que numa reunião de casais amigos, nos perguntam sobre a quantas anda nossos programas de casal.  Crianças correndo de um canto a outro, trilha sonora infantil ao fundo e copos que dissimulam o conteúdo alcoólico acabam nos desencorajando a dar longas respostas, respondemos sempre com um sorriso evasivo. Quem entenderia, afinal?





Na verdade, não temos programas de casal embora estejamos casados há onze anos. Prova de que não existem fórmulas que garantam o sucesso. Muita gente diante disso se escandaliza e nos pergunta como sobreviver a rotina. Boa pergunta essa.



Vejo casais fazendo o inimaginável para fugir da rotina, mas o que me parece, numa análise de psicologia de  botequim, que querem mesmo é fugir um do outro. Encaro a rotina como um evento natural da vida, sendo assim, não há porque fugir dela.



Ainda tem aquelas que me chamam num cantinho e me perguntam então quais os meus truques para manter o tesão na cama, antes de se certificarem de que ele ainda existe.





Daí lembro dos meus pijamas de ursinho e minhas camisolas de poá e constato que eu simplesmente não faço nada. Ondas saudosistas me invadem e me levam pra um tempo em que éramos um do outro a qualquer hora do dia. Quando não precisávamos abafar gemidos, nem nos vestir pra buscar água na cozinha.








casamento depois dos filhos, maternidade real, cumplicidade, feminino, prazer, solução
via







Nos bastávamos. E tínhamos tempo suficiente para estarmos entregues. Com a gente nunca funcionou a artificialidade de climas românticos, de acessórios eróticos, nem o uso de lingeries provocantes. Só porque não acredito no prazer mecânico que essas coisas de borracha e que vibram proporcionam. Sozinha pode ser, mas acompanhada...não, obrigada.





Não tinha mistério, era só chegar perto um do outro pro clima acontecer. A excitação podia ser mensurada pela velocidade da respiração, apesar de tentarmos dissimular na frente dos outros. E tudo acontecia com muita entrega, sem pudores, sem mecanismos, sem velas, sem roupa.



Não acredito na racionalização do sexo. Pra mim tem que ser puro instinto.





Esse espanto dos amigos me assusta: "Então, como vcs fazem?" - é a pergunta que ouço e devolvo, porque me causa também uma enorme curiosidade. O que está por trás dessas peguntas de alcova, para minha surpresa, é uma cobrança nada velada de que nós mulheres temos que nos mexer (e até rebolar) para segurar o casamento, para não deixar o tesão morrer, para que - vamos falar a verdade - não ganhemos um par de chifres.



Não tenho medo de ficar sozinha, vou logo dizendo.





Sem falar que há toda uma indústria para socorrer as mulheres que se deixam cair em desespero. Quem nunca viu por aí "10 dicas preciosas de como enlouquecer seu homem na cama" - "10 itens indispensáveis na hora do sexo" - "Tudo que vc precisa saber no livro..." - lingeries, maquiagens, cosméticos, intervenções cirúrgicas....como se isso fosse garantia de fidelidade e a felicidade, uma mercadoria ao alcance das mãos. Ou do bolso.



Saber qual tipo de relação vc estabeleceu desde o começo com seu namorado/parceiro/marido, talvez seja a chave para entender essa cobrança. Ele é bonzinho com vc, te trata bem e por isso merece tal e tal inovação na cama? Ele não fez o que vc queria, por isso vai ficar tantos e tantos dias no zero? Bom, nunca me ocorreu barganhar meu próprio corpo. Se ele está bonzinho pra mim, se me deu presente é porque mereço. E fim.





Mas voltando, o sexo de um casal com filhos é cheio de particularidades. 





Vou confessar que nos primeiros meses após o nascimento dos filhos, eu não tinha a menor vontade de nada. A não ser dormir. Estava completamente envolvida com aquele filho, com todos aqueles protocolos noturnos que demandam afeto e exigem um esforço quase sobre-humano. E o relacionamento passou por um amadurecimento.



Daí os mais íntimos nos perguntavam: então, como vão manter o casamento? e ainda ouvia "Quando eu tiver filhos, vai ser diferente."



Sim, porque não bastava dar conta do filho, tinha que dar conta do marido também. Sinceramente? Não soubemos responder, estávamos ocupados demais sendo pais. E nem precisamos de combinação prévia.  Foi acontecendo e fomos respeitando a nova condição de nossas vidas. Nos apaixonamos pelo pai e mãe que passamos a ser. Descobrimos novas formas de admiração que iam além do sexo.



Estreamos uma nova modalidade pós-filhos: sexo com hora marcada. Esse talvez seja o maior corta-gozo, pois deixa de ser instintivo. Afinal, tudo deve estar condicionado ao sono dos pequenos. Já aconteceu de estarmos no maior climão e a criança naquele dia, justo naquele dia, não querer dormir.



Sem falar na frequência. Antes podia ser algumas vezes ao dia, até que restássemos exaustos. Hoje o processo se inverteu, já começamos extenuados. Mas a frequência realmente importa?





Como tudo passa, deu-se início uma fase de resgate dos namorados afoitos que ainda estavam ali, tímidos diante de tantos protocolos a serem cumpridos. Afora o cansaço, outro problema: a aceitação com o próprio corpo. Por mais que voltemos ao mesmo peso, nosso corpo nunca mais vai ser o mesmo. Simplesmente muda. Como tudo na vida, aliás. Mas isso deve ser mesmo impedimento?



Não, né? Não, né? Não, né? - tem que repetir até acreditar.




Um fator que também deve ser considerado é o respeito. Respeito pelo outro, pela nova condição, pela passagem do tempo. Sei que ao me deitar (ou não), ele me olha e consegue me enxergar como uma mulher. Olhos de homem e não de censor, pra mensurar a rigidez do meu corpo. O único que precisa ter coisa rígida é ele, oras.





Mesmo com tudo dando certo, sinto muita falta de ter um tempo meu e dele fora de casa, não posso mentir nesta conversa franca e inédita. Mas morar longe da família tem lá suas desvantagens.



Acho fofo quando ele diz que começaremos a namorar de novo aos 40, quando os filhos estiverem mais crescidos.  (cada qual com seu remedinho de pressão na bolsa. Oh god!)








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Sinto muita falta, mas enquanto o tempo de namoro não volta de forma plena, vamos nos virando e nos amando. Sem cobranças, sem artificialidades, sem velas e sem roupa.





O que me deixa tranquila? 





É saber que por mais que esteja sem pique nas investidas iniciais, quando acontece.....na hora em que acontece, sinto tudo aquilo que senti na primeira vez que me entreguei a ele. Mesmo sem seguir dicas de revistas, sem artifícios que me tornariam arremedo de mim mesma, sem excitação mecânica.



É saber que apesar do tempo, das mudanças, dos filhos, na hora H tudo permanece sempre igual: o nosso sentimento, a nossa atração e principalmente, nós mesmos.








****



O assunto é comum a maioria de nós, mulheres e homens com filhos, mas muito pouco se fala a respeito. Continua envolto em tabu, afinal pra que expor intimidades?

Mas quero saber, quais foram as maiores dificuldades no pós-filhos? Já superaram ou ainda estão passando por isso?

Vou até passar um café, pra gente conversar melhor.







33 comentários:

  1. Nossa Dani me identifiquei demais com seu post... estamos passando por uma fase bem dificil em relação à intimidade.
    Tem que ser mesmo a hora que ele dorme, mas o pior de tudo é que eu tenho um enteado de 17 anos que mora com a gente e ele não bate na porta, simplesmente abre!! Já pegou a gente na Hora H, eu morri... e o bocó do pai dele é incapaz de ensinar educação pra ele, até pq com 17 anos ja esta um pouco tarde...
    Mas por equanto é assim quando dá! ou quando ele vai deitar no mesmo horario q eu, pq eu chego do trabalho e cuido do Renato, fico morta de cansaço... e ele só fica no computador e televisão, quando ele chega eu to dormindo faz tempo.
    Não é facil viu...
    Adorei seu post!
    beijo

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  2. Dani,sinceramente vc dessa vez superou!!! Li e parecia que eu estava lendo a minha própria história. Isso tudo que vc escreveu chama-se amor verdadeiro, não só amor de homem e mulher, mas um amor divino, que existe muito além de sexo. Um amor companheiro, capaz de superar momentos de dificuldade! Sua história é tão parecida com o que eu vivo, que até a falta de um momento com meu maridinho fora de casa eu sinto, pois também moro longe dos familiares!!! Aos 40 acho que não, pq ainda quero outro filho(a) e já estou na casa dos 30 (rsrsrs), mas aos 50 quero muito voltar a namorar!!!
    Bjocas linda.

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  3. Por aqui, the same. À medida q os filhos foram chegando, tb assumimos o papel de pais, respeitamos nosso tempo e td voltou como antes. Não tive que "dar conta" de marido ou me preocupar com o tempo de ~seca~ nos pós-parto. Pq ele soube compreender esse tempo; estávamos os 2 nos adaptando a cada bebê que vinha.
    O negócio de lingerie, fantasias etc... Comigo ñ funciona. Me sinto ridícula interpretando um papel numa roupa etc. "Ah, mas parto normal ~estraga o brinquedinho do marido~" AFE, maior mentira. Haja visto que tenho 4 filhos, todos nascidos de parto normal. Oi? =oP
    Acho muito gozado tb que as revistas femininas (q colocam a responsabilidade do sexo e da relação nas costas da mulher -infantilizando o coitadinho do parceiro que deve ser compreendido e ter suas necessidades satisfeitas a qq custo, senão vai procurar outra) sempre dão os 10 passos pra isso, 10 formas de apimentar aquilo etc, mas os homens podem continuar engordando, usando suas cuecas velhas e furadas e fica por aí mesmo. Quer dizer, a mulher tem que ser uma deusa do sexo e da sedução, pra satisfazer o cueca-furada desleixado. Ow, tem algo errado. Não no desleixado, mas no fato da mulher ter q se preocupar em ser a deusa do sexo, até depois de ter filhos. Somos mulheres, mães, gente normal que sai pra trabalhar, vai pra cozinha, divide as tarefas com o marido, faz mercado etc. Temos tantas outras coisas na vida! Somos tão mais do que uma calcinha enfiada na bunda e uma preocupação de segurar o marido com uma chave de buceta pq senão "ele vai procurar outra na rua".
    Enfim, me estendi, to meio desconexa; deve ser a noite mal dormida =oP
    Beijo
    Bia Francisco

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  4. Amei o post, é bem o que estamos passando aqui agora, com 1 filho não é fácil com 2 então tem que ter muito rebolado, mas sempre digo que o respeito está em 1º lugar no nosso relacionamento, porque sabemos respeitar essa fase de adaptação, de total falta de vontade e tudo o que um bb pequeno acarreta, morar longe da família não ns possibilita sair para nos curtir, mas nesses 3 anos de casados com filho nunca senti falta, porque sabemos nos curtir mesmo com as crianças, o casamento passa por uma prova de fogo, mas se ele foi firmado numa rocha ele passa inabalável, e só amadurece.
    Tbm não entendo o desespero das mulheres em segurar o marido, não acredito nisso, se eu preciso segurar é pq ele quer sair certo? se quer sair não quero segurar, quero andar de mãos dadas e com a mesma visão se isso não acontece aí a coisa desanda e não há sexo que segure uma relação.
    Bjs e boa semana

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  5. Olha, eu estou apaixonada por esse texto e traduz exatamente o que eu penso. A frequencia importa tanto assim? ou o importante é que mesmo com todo o cansaço, mudanças e tempo o sentimento continua o mesmo??
    AMEI, AMEI, AMEI!
    Parabéns pelo texto!
    Um beijo

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  6. Sexo? O que é isso mesmo? Hahahaha! O problema aqui em casa não é tanto o pós parto (pelo menos não foi da 1a vez, veremos nessa 2a), e sim durante a gravidez. Pois aquele papo que os hormônios deixam a mulher tarada aqui em casa não rola, muito pelo contrário. Mas na média sua descrição é bem parecida com o que ocorre aqui, também sabemos que daqui uns anos a demanda das crianças diminui e dá pra retomar algumas coisas que fazíamos antes deles. Fantasias e apetrechos nunca nem tentamos, não me sinto à vontade e, pra ser honesta, não sei nem se funcionaria... o que temos é bom, é único, e embora tenha mudado ao longo da relação a essência não mudou.
    Adorei sua abordagem, como sempre sensível e sensata...
    Bjos

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  7. Dani como não te aplaudir? Conduzir um assunto tão delicado com tamanha classe e delicadeza... Adorei.. :)
    Aqui não estamos diferente daí (ainda bem), pois se eu tivesse que "dar conta" de marido para segurá-lo com certeza já estaria sozinha antes mesmo de arrumar o primeiro filho. Acho que o sexo é somente mais uma forma de expressar o amor que um sente pelo outro.
    O respeito é muito mais importante.. Quando der a gente volta a namorar, mesmo porque estamos no processo de contagem regressiva para ter um RN e haja noites mal dormidas, ou não... Espero que não!!! hehehehehe

    Beijocas
    Carol

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  8. Olha, agradeço por esse post franco, muito bonito, abordando esse tema tão espinhudo. To aqui, com um bebe de um mes e meio, extasiado pelo cuidado infinito do recem nascido (alo, madrugadas), cuidando da casa, e dos outros dois que, embora fiquem na escola, tem lá suas demandas e necessidades, que tambem mudaram em funcao da chegada do terceiro filho, claro. Embora eu saiba que daqui a pouco tudo muda e volta mais ou menos ao normal, ou pelo menos entra num esquema, ando me sentindo sozinha nessa empreitada, apesar de marido estar super presente, super ajudando. Eu sinto é falta de conversar sem ser interrompida. Mas tudo vai se ajeitar! Ah, vai.

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  9. Adorei seu post... e as partes "sem roupa" rsrsrsrsrsrs...
    Dá é pano pra manga, aliás uma roupa inteira... respostas minhas às suas perguntas?? Só inbox,email, DM... Bjs,querida!!!!!

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  10. A coisa está começando a voltar, aos poucos, agora com a pequena fazendo quase 3 anos. E a coisa vai fluindo...apesar de ser diferente e de ter que repetir aquele mantra pro corpo diariamente, o sexo está bem melhor agora.

    Beijos
    @maebivolt

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  11. Adorei a forma espontânea e sincera com que aborda o assunto. E acho que tem que ser assim. Muda, não tem jeito. A gente tem duas opções: ou se adapta ou fica sozinha. Nenhuma é melhor ou pior que a outra. Temos, então que escolher a nossa preferida. Simples assim.

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  12. Nossa, Dani. Amei o post. E acho mesmo que quando a gente está longe da família, não tem muitas opções. Nossa criatividade está nisso: em usar a rotina a nosso favor. O respeito, como vc disse, é tudo. Às vezes penso que estou tão cansada, mas tão cansada, que dá vontade de chorar: não sei se é de cansada ou pelo fato de não conseguir ser mulher. Mas sei que, ou isso passa, ou aceitamos. Mas com certeza, não somos daquele tipo de casal que precisa deixar o filho com alguém pra fazer algo sozinhos. No momento em que decidimos ter um filho, é pra sempre, pra inclui-lo em tudo!
    Beijos e ótima semana!

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  13. Adorei o texto!!! Bom, sexo nunca foi a "base" do nosso relacionamento, sempre outras coisas foram mais ou tão importantes que isso. Durante a gravidez eu mal conseguia comigo mesma, quem dirá com o marido, kakakkakaka!!! Sei que pré-parto e pós-parto, deixei o marido por longos 6 meses na seca... e estamos aí juntos até hj! Sem cobrança, sem frustração!!!!! A filha está com 3 anos, e posso dizer que agora conseguimos estabelecer uma nova "rotina", voltamos a nos descobrir, e o principal da minha parte (não sei da dele), EU voltei, ou comecei a rever os meus sentimentos e desejos como mulher! E confesso aqui abertamente que voltar a leitura dos meus romances fez minha imaginação e meu corpo implorarem por um pouco mais de ação do que levantar de madrugada pra cobrir criança!!! kakakakakak
    Boa sorte e paciência para todas nós!!!!

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  14. E quem não tem mais recém nascido mas é adepto da cama compartilhada, como eu?! Tem que ter criatividade, viu? Pelo menos eu tenho mãe, sogra, irmã por perto. Em compensação aquele dia de folga de filhos vira quase uma obrigação, se a gente não aproveita se arrepende pelas próximas semanas... Mas tbm espero retomar meu namoro ainda antes dos 40!

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  15. Dani voce chegou no ponto. O ciclo de resposta sexual pra mulher nem sempre comça com desejo. Exemplo, não tá a fim, mas ta receptiva ao marido e deixa rolar....pronto é o ponta pe inicial pra ficar excitada , vir o desejo, mais excitação e pimba!Uma relaçao sexual satisfatória!
    Acho que é isso.
    cada casal do seu jeito, ao seu tempo.
    O X esta em cada um achar sua formula.
    Otimo post
    Beijos

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  16. Ótimo texto, Dani!
    Eu agora, com um bbzinho de 10 dias em casa, nem posso pensar em sexo, e sei que ainda vai demorar um tempo.
    Mas acho que a maternidade, no médio prazo (raphael está com 3 anos) só me ajudou a redescobrir minha feminilidade e meu desejo. Lembro bem que no começo não entendia como os casais tinham o segundo filho (rsrsrs) mas depois ficou bem claro pra mim.
    Perde-se em espontaneidade, mas ganha-se em cumplicidade.
    Bjos

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  17. Ai Dani, aqui em casa a gente vive planejando para quando nos tornarmos namorados. Não tivemos isso na nossa relação. Namoramos por 2 semanas, nas quais nos encontramos apenas 4 dias, o resto foi a distância e aí casamos e o Gustava já existia com 2 anos (de outro relacionamento). Depois de 6 anos juntos veio a Alice. Nunca fomos namorados assim, livres, leves e soltos. Moramos longe da família também e isso faz uma falta. Mas, sinceramente, acho tudo o máximo! A gente passa por muitas fases, nos conhecemos cada vez mais e a admiração só aumenta e eu acho que isso é o combustível para a nossa lua de mel daqui uns 20 anos! hahaha
    como sempre tu te supera em teus textos! me identifico total!

    beijão!

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  18. Simplesmente amei o post!
    Aqui em casa também é assim, sem pressão, sem hora marcada, sem artifícios...
    Ás vezes, a coisa fica meio apagada daí, se eu estiver a fim mesmo, invento uma graça, uma coisa aqui ou outra lá, sabe como é, né? rsrsrs
    Adorei "quem tem que ter a coisa rigída é ele" hahahaha e num é? kkkk

    Bjo!

    Loreta
    @bagagemdemae

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  19. Dani, adorei. Tudo muito parecido aqui.
    Sabe que não entendo muito essa cobrança de vida sexual "ideal". Sexo por obrigação? Que coisa mais chata, sem sentido, estúpida. E essa historia do marido cobrando e até forçando a barra, disputando com o bebê? Não entendo! Aqui marido participa muito da rotina com filhos, além de trabalhar muito, então está comigo no cansaço.
    O legal é que depois do meu 1o parto, ainda que menos frequente, ficou ainda melhor, talvez por conta da libertação sexual que foi, para mim, parir. Depois do 2o parto ainda não sei, estamosna qquarentena.
    :)

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  20. S I M P L E S M E N T E DEMAIS!!!!
    É tudo isso que acontece e mais um pouco...
    Hoje lendo seu post, pude perceber como amadureci, e como permiti que meu relacionamento amadurecesse também... E isso me faz feliz!
    Gostei muito da forma como abordou esse assunto!
    Extremamente sincero, do coração!
    Grande Abraço!
    http://simplesmente-mamae.blogspot.com.br/

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  21. Na minha primeira vez..comentando no seu blog rsrsr. Serio, tive q comentar. Ate q enfim alguem resolveu falar sobre esse assunto tao complicado q ninguem fala. Adorei tudo o q vc disse, e te digo, aki tb eh meio dificil pois nossos horarios nao batem direito e sexo mesmo so de fim de semana e olhe la hein. Meu marido trabalha das 22 ate as 7, de segunda a sexta. ou seja, de noite q o bebe ta dormindo ele nao ta e de dia, na hora q o bebe ta tirando uma soneca, marido ta dormindo, e de tarde q marido ta acordado bebe tb hahhahahah. Mas esta indo neh.... concordei mto com o q a anonima (Bia Francisco) disse, pq nos mulheres temos q fazer dieta, manter corpitcho em dia, por lingerie sexy e tals enquanto eles ficam de cueca furada, barrigudos e nem se esforçam pra dar um carinho nao precisam fazer nada. sacanagem neh. Logo q nosso filho nasceu tivemos mtos altos e baixos, mais baixos q altos na verdade.. e desde entao lutamos (eu neh..) pra q dê certo e q continuemos casados, mas nao eh facil. Ele nao se esforça e eu sou julgada o tempo todo por ter engordado e nao ter mais meu corpo de adolescente. Mas fazê o quê neh. seguimos assim...
    Volte mais vezes com temas relacionados a relaçao, q faz bem desabafar com outras mulheres sobre esses assuntos... mil bjosss

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  22. A e esqueci de dizer... embora a família toda more por perto, são raros, mas muito raros mesmo os momentos dedicados somente ao casal, nesses 3 anos de vida da Julia só deixamos ela apenas 4 vezes com os meus pais. Sendo que 3 delas chegamos em casa alcoolicamente muito alterados para fazer qualquer outra coisa q não dormir e esperar a ressaca chegar!!! Pq afinal de contas somos "jovens" e temos que curtir um pouco das irresponsabilidades da vida tb!!!!!
    Hahahahahhaha

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  23. Que texto maravilhoso, coragem de falar o que ninguém fala. Amei! Nunca comento mas hoje não pude deixar de comentar.

    Vanessa - RS

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  24. eu já discordo de você em alguns pontos, concordo em outras. para mim, é essencial reinventar, sim. fugir da rotina, sim. aquecer (mesmo que em banho maria, ou seja, quando os filhos 'deixam'). mas, claro, deve ser um papel de ambos, nunca só da mulher... por que só nosso, né? aqui confesso que tenho que sambar. marido se revelou um pai-marido igualmente fogoso (ainda se diz isso?) ou até mais! enquanto eu me canso com facilidade e, muitas vezes, nem quero saber do carteado (rá!), ele quer e quer sempre. me sinto lisonjeada e feliz, claro, e ele sempre entende meus pormenores, como o homem pelo qual me apaixonei anos atrás. mas, sinto que preciso baixar a guarda de mãe. o sexo sempre foi uma delícia e sempre foi cultivado por aqui, claro. nao poderia ser diferente. quando transamos, eu me sinto melhor, mais mulher, mais guerreira, mais tudo... por isso, eu me esforço por mim - porque a rotina 'morna' me acomoda, mas não me satisfaz na verdade. quando podemos, criamos joguinhos divertidos, compramos brinquedos, nos jogamos no pouco tempo que temos. as vezes, uma simples conversa sobre alguma ideia nova ja muda todo aquele dia, ja nos dá mais animo como homem e mulher. eu sempre acreditei na reinvenção, sempre gostei de acessorios, de brincadeiras, de criatividade e, depois da maternidade, isso não mudou aqui. claro, nós temos que nos adaptar. a maior parte do tempo, do pouco tempo que temos, recheamos do sexo carinhoso, do dia a dia, daquele que nos levou ao encontro do nosso pequeno produtinho hoje. mas... vou te falar a real: precisamos criar um pouco de tempos em tempos - nós gostamos disso. fugimos da rotina nunca para fugir um do outro, mas pra nos reencontrarmos. falei tudo? vixe... nunca existe 'tudo' quando o assunto é sexo, né? assunto esse que, alias, eu adoro! ainda mais hoje. é preciso falar e discutir sempre - necessario! valeu pelo espaço, querida!

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  25. bacana a reflexao! Eu concordo com algumas coisas e discordo de outras. Vejo bem aquela pressao que temos da sociedade de "segurar o casamento", alguns dias depois do meu parto minha mae ja estava me mandando ir ao salao, fazer ginastica (oi?) e continuar "mulher". O unico luxo que eu queria ter era tomar banho, quer dizer...
    eu acho legal a questao de respeitar os tempos, agora com meu filho de 2 anos estamos comecando a nos reencontrarmos como homem e como mulher e a verdade que nao houve pressão de nenhuma das partes e eu nunca tive medo do meu casamento acabar por isso. Somos tao mais que isso!
    Agora no que eu discordo é quando voce fala da parte da rotina, do sexo com hora marcada, essa é a maior dificuldade que eu tenho. Sinto muita falta da espontaneidade e nao acho que fugir da rotina implique fugir um do outro. Eu ainda nao sei como e quando isso vai melhorar mas acho q brinquedinhos, lingeries , etc nao sao a solucao tambem. Afhhh complicado.

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  26. Perfeito, Dani, me idintifiquei muito!
    Quando eu falo que só viajamos com as filhas, o povinho do contra torce o nariz. "Mas vcs precisam de tempo para namorar, para se curtir blablabla...". Mas quem disse que não dá para namorar e se curtir com filhos? È diferente, mas dá. E, quando não dá, paciência, a gente curte muito estar com elas, sexo não é tudo quando se está casado há algum tempo e os filhos já chegaram. Fórmulas prontas para mim não colam.
    Quando a gente tem visita de parentes, a gente aproveita para ir ao cinema, sair juntos pela noite, andar de bicicleta juntos. Quando não tem, tentamos baby-sitter, mas só quando tem algo especial acontecendo na cidade, que interesse aos dois. Não gosto quando vira uma obrigação, tipo: toda sexta-feira vamos chamar a baby-sitter para sairmos sozinhos. Simplesmente aqui não rola desse jeito.
    Beijos

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  27. ah, que texto bom. Tudo muda, ne? E as pessoas adoram saber como sacudir a rotina depois que filho nasce. Eu nao quero sacudir nada. Quero viver o momento do jeito que ele aparece. Tambem nao tenho medo de ficar sozinha e acho que nao seguirei nenhum conselho da revista Nova para segurar marido pulando na cama. Beijos!

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  28. Gente que texto...estou de boca aberta...e não posso deixar de concordar com vc em TUDO, cada palavra, cada virgula. Acho que aqui também estamos assim...
    bjos grande e obrigada.

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  29. Que post verdadeiro e corajoso! Acho que sexo pós-filhos é uma redescoberta da relação...e cada casal vai encontrar a sua fórmula mágica para continuar a namorar. Tem gente que acha que só se pendurando em lustres é capaz de reacender o fogo da paixão...eu fico no meio termo. Não gosto de nada tão exótico, mas, de vez em quando uma surpresinha eu acho legal...agora, quantidade é bem relativo pra cada um...e não acredito que tem um casamento feliz quem transa mais vezes...existe uma cobrança alta demais em torno disso e a verdade é que cada deve se preocupar com a sua relação e não com a do vizinho. Por aqui vai tudo bem. É claro que de inicio é complicado lidar com tantas mudanças, mas, a gente se adapta! Beijos e parabéns pelo post!!

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  30. Adorei o texto, me coloquei em cada frase.

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  31. Genteee!!

    Fiquei emocionada com o final... que texto lindo!!

    Super sincero e realista...

    E vou acrescentar.. "e quando estamos lá.. naquele climão e vem uma voz do quarto ao lado... "mãeeeee fiz xixi na cama" " hhahahahhaa!!

    é p/ morrer! Só com muita intimidade, jogo de cintura... amor e intimidade p/ ir lá.. trocar o filhote... lençol.. e td o resto e dpois retomar o que ficou pela metade!!

    Isso ai dani.. tb sou a favor "sem cobrança.. sem artificialidade... sem velas e sem roupa"

    =))

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  32. ADOREI seu texto!
    É como vc disse, todo mundo faz mas é tabu.
    Eu não tive problemas em voltar a ter tesão depois do parto (aliás, fizemos antes mesmo de terminar o repouso da cesariana, rsrs).
    Como minha filha é um anjo, no máximo 8 horas ela já está dormindo, e temos tranquilidade para isso.
    Acho que é a passagem do tempo que afeta muito a frequência do sexo, cansaço, saúde etc, e não o filho propriamente.
    Mas é como você disse, respeito, compreensão, crescimento a dois, e não tem necessidade de ficar inventando coisas.
    Só sinto vontade de sair, jantar a dois, cineminha... essas coisas fora de casa que com criança não rola.
    Beijos!

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